23 Maio 2024, Quinta-feira

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Barco naufragado em Tróia tinha boia de amarração no Porto de Setúbal

Barco naufragado em Tróia tinha boia de amarração no Porto de Setúbal

Barco naufragado em Tróia tinha boia de amarração no Porto de Setúbal

Jornal Observador adiantou que barco, intitulado “Lingrinhas”, estava “registado na Polónia e não recebia ‘vistorias’ das autoridades portuguesas”

 

O timoneiro e proprietário da embarcação que naufragou no domingo, em Troia, no concelho de Grândola, declarou ter uma bóia de amarração num fundeadouro do Porto de Setúbal, revelou a Polícia Marítima.

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“No Porto de Setúbal há locais de marina e há locais de amarração de bóias. Pelo que apurámos até à data e pelo que ele [timoneiro] declarou, tem uma bóia de amarração num fundeadouro no Porto de Setúbal”, disse à agência Lusa o responsável da capitania daquela infra-estrutura portuária, Marco Serrano Augusto.

Questionado pela Lusa sobre o ponto de situação do inquérito por sinistro marítimo, o capitão do Porto de Setúbal e comandante-local da Polícia Marítima remeteu mais informações para a investigação criminal em curso no âmbito do inquérito dirigido pelo Ministério Público (MP) de Grândola.

“Está tudo a ser investigado no âmbito do inquérito que corre termos pelo MP”, incluindo o inquérito de “sinistro marítimo” instaurado pela Polícia Marítima de Setúbal, afirmou.

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O barco que naufragou perto de Tróia, afundando de seguida, provocou dois mortos, estando ainda duas pessoas desaparecidas, enquanto o timoneiro e proprietário, de 62 anos, foi resgatado do mar com vida.

O jornal Observador noticiou, na quarta-feira, que o barco, intitulado “Lingrinhas”, estava “registado na Polónia e não recebia ‘vistorias’ das autoridades portuguesas”.

A embarcação “não era controlada pelas autoridades portuguesas, não sendo possível saber os equipamentos de segurança” que se encontravam a bordo, segundo o mesmo jornal.

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Na terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou à Lusa ter sido instaurado um inquérito criminal na sequência do naufrágio da embarcação, dirigido pelo MP de Grândola.

No mesmo dia, o comandante da Polícia Marítima de Setúbal, explicou à Lusa que, além do “inquérito de sinistro marítimo” que mandou instaurar, como o naufrágio provocou vítimas mortais, também comunicou esses dados ao MP.

Nos próximos dias, as autoridades vão manter uma vigilância regular até que sejam encontrados os corpos dos dois desaparecidos, numa área que vai desde a barra de Setúbal até ao cabo de Sines, incluindo o estuário do Sado, com um dispositivo composto por “um meio naval e um meio terrestre”.

Nas buscas estão “empenhados diversos meios”, entre eles “embarcações da Polícia Marítima e do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), no mar, e veículos 4×4 da Polícia Marítima, por terra”, adiantou.

“Vamos ter um dispositivo adequado à área por forma a torná-la mais eficiente”, explicou Serrano Augusto, acrescentando que o dispositivo vai estar atento à “viragem de maré que, tendencialmente, tem dinâmicas que podem, de certa forma, indiciar mais alguma coisa”.

O naufrágio da embarcação, na qual seguiam quatro homens e um rapaz, que iam à pesca de choco, terá acontecido por volta das 7 horas de domingo, mas a Polícia Marítima só recebeu o alerta às 10h05.

O timoneiro e proprietário do barco foi resgatado com vida por outro barco que passou na zona.

Ainda no domingo, foram retirados do mar os corpos do rapaz, de 11 anos, cujo pai, com cerca de 45 anos, ainda está desaparecido, e o de um adulto, de 23 anos, cujo irmão, de 21, é o outro desaparecido.

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