Jovem condenado a seis anos de prisão por tentar matar a tiro de caçadeira após discussão em bar

Jovem condenado a seis anos de prisão por tentar matar a tiro de caçadeira após discussão em bar

Jovem condenado a seis anos de prisão por tentar matar a tiro de caçadeira após discussão em bar

Foto: O Setubalense. Há vários anos que a linha hídrica do Cais do Ginjal é considerda de risco

Crime aconteceu na madrugada de 7 de dezembro de 2024 na zona dos bares no Ginjal

O Tribunal de Almada condenou a seis anos de prisão um jovem de 20 anos por tentar matar com tiros de caçadeira dois outros homens com quem discutiu num bar em Cacilhas, em Almada.

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O crime aconteceu em dezembro de 2024. As duas vítimas foram salvas pelo vidro do carro onde seguiam e que, ao estilhaçar-se, amorteceu a força dos cartuchos, atingindo um deles, ainda assim.

O tribunal entendeu que o arguido colaborou na descoberta da verdade e que demonstrou arrependimento pelo que fez, tanto em audiência como logo após o crime, ao ter-se entregado às autoridades. Foi condenado a seis anos de prisão efetiva por um crime de homicídio qualificado tentado e outro de ofensas à integridade física agravada.

O crime aconteceu na madrugada de 7 de dezembro de 2024 na zona dos bares no Ginjal, em Almada. O arguido, jovem de 20 anos, que se encontrava com um grupo de amigos e que tinha saído de uma discoteca discutiu com um segundo grupo.

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Após trocas de insultos e agressões, o arguido saiu do local do incidente, dirigiu-se a casa e pegou numa caçadeira, municiada com dois cartuchos.

Regressou ao local e avistou o alvo dentro de uma viatura, na companhia de outro. Colocou-se em frente ao carro, avistou onde estava o alvo, no local do passageiro, apontou a caçadeira e em modo de execução disparou para matar.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), os projéteis do cartucho “perfuraram o vidro frontal do referido veículo e atingiram, apesar do respetivo potencial destrutivo ter sido minimizado pelo vidro do veículo, condutor e passageiro”.

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Consumado o crime, o arguido fugiu na própria viatura, jogado a arma ao Rio Tejo junto ao Cais da Lisnave. As duas vítimas foram assistidas a danos na vista no hospital de Almada, mas não correram perigo de vida. O arguido viria a entregar-se à Polícia Judiciária de Setúbal e ficou em prisão domiciliária, medida de coação que se mantém e que se justificou pela ausência de antecedentes criminais do arguido.

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