Devido a este deslizamento de terras, 20 moradores de outros prédios contíguos foram retirados de casa e realojados temporariamente no parque de campismo da Fundação Inatel
Três habitações ficaram soterradas e 20 pessoas de outras casas próximas foram realojadas devido a um novo deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, ocorrido hoje na Costa da Caparica, concelho de Almada, informou a Proteção Civil.
A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal indicou à agência Lusa que a derrocada, para a qual foi dado alerta às 01:15, atingiu três habitações da Rua Duarte Pacheco Pereira.
As três habitações, cujos moradores já tinham sido anteriormente retirados pelas autoridades, foram afetadas com a entrada de terra nas divisões das casas, adiantou.
Segundo a mesma fonte, devido a este deslizamento de terras, 20 moradores de outros prédios contíguos foram retirados de casa e realojados temporariamente no parque de campismo da Fundação Inatel.
As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Cacilhas, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada e a GNR.
Na segunda-feira, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, admitiu que muitas das pessoas que tiveram de sair das habitações no concelho devido ao deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, não conseguirão regressar às casas.
Segundo a autarca, que falava no início da reunião do executivo camarário, na sequência das intempéries, 230 pessoas tinham, até então, sido realojadas de emergência pelo município.
Equipas da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, com quem a autarquia tem protocolo, foram acionadas para a monitorização das arribas, acrescentou, explicando que desde 2023 que a autarquia tem trabalhado com a FCT para avaliar esses locais.
Estas equipas, continuou, irão nos próximos dois anos monitorizar a vertente ribeirinha e toda a arriba fóssil.
Por outro lado, a Câmara Municipal de Almada pediu também ajuda ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.