O bispo de Setúbal atribuiu a derrocada ao “excesso de água e pressão do terreno sobre o muro”, e salientou “não ter ficado ninguém magoado”
Parte do muro do Seminário de S. Paulo, na zona alta da cidade de Almada, colapsou ao fim da noite de terça-feira, cerca das 21h30, na sequência de um deslizamento de terras, bloqueando o trânsito na Rua Fernão Lourenço.
Sem vítimas a registar, os danos ficaram-se, pelo menos, por quatro viaturas ligeiras e uma mota, parcialmente atingidas por terra e pedras, que se encontravam estacionadas naquela via, de sentido único, junto ao muro do Seminário de Almada, pertença da Diocese de Setúbal.
O próprio bispo de Setúbal, Cardeal D. Américo Aguiar, anunciava na sua página do Facebook, às 00h30 de ontem, quarta-feira: “Derrocada de parte do muro do Seminário de S. Paulo, em Almada, causa prejuízos materiais. Damos graças a Deus por ninguém se ter magoado ou ferido”.
D. Américo Aguiar, que esteve no local, atribuiu a derrocada ao “excesso de água e pressão do terreno sobre o muro”, ao mesmo tempo salientou “não ter ficado ninguém magoado”, apenas “danos materiais” e disse que o Seminário “irá assumir as responsabilidades que lhe cabem”.
Com o muro do Seminário de S. Paulo a ser uma construção com mais de cem anos, o bispo de Setúbal, que falava à RTP, fez questão de dizer que, ao longo do tempo, têm sido feitas várias intervenções de manutenção.
O colapso desta estrutura que cerca a mata do seminário, aconteceu na sequência na depressão Leonardo que causou vários danos na parte urbana da cidade e também em Cacilhas, obrigando corte de algumas vias, e intervenção das autoridades.