9 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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Sindicato diz que pararam 17 das 21 composições no Metro Sul do Tejo

A empresa aponta para vários níveis de adesão desde o início da paralisação

 

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A greve dos maquinistas do Metro Sul do Tejo parou 17 das 21 composições durante a manhã, segundo o sindicato, enquanto a empresa aponta para vários níveis de adesão desde o início da paralisação, às 00h00 de hoje.

António Domingues, presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) explicou em declarações à agência Lusa que, no período da manhã, apenas quatro veículos efectuaram o serviço.

Já a empresa Metro Transportes do Sul (MTS), que gere o metro ligeiro de superfície nos concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, refere que, até às 07h00, foram realizadas 47% das circulações previstas, das 07h00 às 10h00, o valor foi de 39% e, das 10h00 às 13h00, foi de 42%.

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A empresa requereu às autoridades para que fossem decretados serviços mínimos, mas o mesmo não foi realizado.

Os maquinistas iniciaram na quinta-feira, às 00h00, um período de cinco dias de greves, divididos entre paralisação total e ao trabalho suplementar.

Na quinta-feira, aqueles profissionais iniciaram a greve ao trabalho suplementar, que vai terminar às 24h00 de segunda-feira, dia 2 de Janeiro.

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Entre hoje e domingo, 1 de Janeiro, os trabalhadores estão em paralisação total.

Segundo o sindicato, na base desta paralisação está a falta de acordo com trabalhadores e a empresa no que respeita ao Acordo de Empresa, considerando que a Metro Transportes do Sul “respondeu de forma demasiado vaga, sem um compromisso objectivo e sério quanto a datas em matéria de negociação de um Acordo de Empresa”.

A MTS, por seu turno, criticou o sindicato num comunicado divulgado na quarta-feira, indicando que a estrutura representativa dos maquinistas avançou para uma paralisação ignorando aumentos salariais acima do que foi referenciado em sede de concertação social, e sublinha que a greve provocará constrangimentos.

No comunicado, a empresa referiu que foi confrontada com dois novos pré-avisos de greve entregues pelo SMAQ, numa atitude que ignora “os aumentos salariais definidos para 2023, entre 7,4% e 9,6%, atingindo todos os colaboradores da empresa, incluindo os operadores de condução filiados neste sindicato”.

A empresa assegura que, apesar das greves registadas em Outubro e Novembro, a administração fez questão de manifestar ao SMAQ a sua disponibilidade para dialogar e negociar, no sentido de encontrar um entendimento entre as partes.

Numa reunião realizada em 2 de Dezembro, adianta a empresa, o sindicato apresentou uma proposta que incluía a valorização salarial, a melhoria das condições de trabalho e também a negociação de um Acordo de Empresa.

A MTS assegura que mostrou disponibilidade para iniciar negociações nesse sentido, mas, acrescenta, o sindicato marcou agora a paralisação, demonstrando assim que “não tem qualquer interesse em negociar”.

Hoje, à Lusa, o presidente do sindicato disse que a disponibilidade manifestada pela empresa para negociação de um Acordo de Empresa em 2024 é uma manobra dilatória quando esta é uma das principais exigências sindicais sempre reivindicadas desde há 14 anos quando se iniciou este serviço de transportes na margem sul.

António Domingues disse ainda que, face à greve e “numa tentativa de esvaziar o seu efeito”, trabalhadores não sindicalizados e precários estão a ser convocados para trabalhar.

Por outro lado, adiantou, estão a ser feitos turnos consecutivos sem o período mínimo de repouso estipulado pelo código de trabalho.

A MTS refuta estas declarações assegurando que estão a ser cumpridos os períodos de descanso e que não existem trabalhadores precários na empresa.

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