7 Dezembro 2022, Quarta-feira
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Câmara diz que realojou 51 famílias e concluiu demolições no bairro do 2.º Torrão

Segundo Francisca Parreira, o município teve conhecimento de que as construções sobre a vala “ofereciam perigo para a vida das pessoas”

 

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A Câmara de Almada deu hoje por concluído o processo de demolição de dezenas de construções clandestinas sobre uma vala no bairro do 2.º Torrão, na Trafaria, tendo assegurado o realojamento temporário de 51 famílias.

“Os trabalhos de demolição no bairro do 2º Torrão foram concluídos no calendário que estava previsto, de 01 a 06 de Outubro, precisamente no início do ano hidrológico”, disse à agência Lusa a vereadora da Protecção Civil na Câmara de Almada, Francisca Parreira.

Segundo a autarca, o município teve conhecimento de que as construções sobre a vala do 2.º Torrão “ofereciam perigo para a vida das pessoas” através de um relatório da Protecção Civil, tendo iniciado de “imediato um processo que conduziu à demolição das construções em risco e ao acompanhamento e encaminhamento das famílias”.

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Ainda de acordo com Francisca Parreira, a Câmara de Almada já assegurou alojamento em novas casas para 26 famílias, havendo 14 agregados familiares já com casa reservada, mas que aguardam pelas ligações de luz e água.

Outros nove agregados recusaram a casa ou outras soluções de alojamento temporário propostas pelo município, existindo ainda duas famílias para as quais o município ainda não encontrou casas disponíveis no mercado.

Todas as famílias que ainda não têm casa atribuída estão alojadas temporariamente em unidades hoteleiras de Almada e de Lisboa, segundo a autarquia.

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Contudo, apesar de a Câmara de Almada ter dado por concluída a operação de demolição das construções sobre a linha de água que atravessa o bairro do 2.º Torrão, algumas construções não foram demolidas porque os moradores interpuseram providências cautelares.

Segundo Francisca Parreira, até hoje a Câmara de Almada já foi notificada para responder a pelo menos, seis providências cautelares, sendo que algumas famílias, que recusaram as soluções alternativas propostas pelo município, decidiram permanecer no interior das construções em situação de risco.

O bairro do .2º Torrão, em Almada, já existe há mais de 40 anos e tem actualmente centenas de construções clandestinas, mas a operação de demolição, que decorreu de 01 a 06 de Outubro, foi apenas para prevenir situações de risco de derrocada das construções sobre uma linha de água que atravessa o bairro.

A Câmara de Almada identificou 60 agregados familiares nas construções sobre a vala, mas concluiu que nove famílias tinham uma segunda habitação na Área Metropolitana de Lisboa, pelo que não têm direito ao acompanhamento e à procura de nova habitação por parte do município.

A autarquia tem a decorrer o processo para a construção de 95 novos fogos, com projecto de arquitectura já aprovado, para acolher, a título definitivo, os moradores do 2.º Torrão que agora foram obrigados a abandonar as casas por razões de segurança.

De acordo com as estimativas do município, os encargos com o alojamento temporário das famílias, que deverá prolongar-se por um período de cerca de dois anos, até que as novas casas sejam construídas, poderão ser “de um a 1,5 milhões de euros”, montante que será suportado pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e pela Câmara Municipal de Almada.​​​​​​​

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