Multinacional está a “intoxicar” a opinião pública usando “expedientes” para não começar a obra
A Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não considera que a ANA/VINCI está a usar “expedientes” para “adiar” o início das obras com vista à conclusão do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro de Alcochete. Em nota de Imprensa, afirma que “é preciso pôr fim ao autêntico esbulho a que o Estado e o povo português têm sido sujeitos fruto de uma privatização profundamente ruinosa”.
Perante isto, considera que se o Governo “não quiser ser complacente com estas manobras de procrastinação”, tem de “exigir a abreviação dos procedimentos para que se avance com o início das obras pois que os principais instrumentos de projeto e planeamento da obra já foram estudados e existem há mais de década e meia”.
Ao mesmo tempo, garante que a Plataforma Cívica irá “continuar a desenvolver esforços e iniciativas, junto das populações e da opinião pública tendo em vista a rápida construção do Novo Aeroporto de Lisboa, Luís de Camões, nos terrenos do Campo de Tiro da Força Aérea”.
Lembra a Plataforma Cívica que já se passaram quase dois anos após a conclusão dos trabalhos da Comissão Técnica Independente que reconfirmaram os estudos do LNEC de 2008 e da DIA de 2010 – há quase 16 anos –, mas a ANA/VINCI “não larga mão de todo o tipo de expedientes para adiar aquilo que é, cada vez mais inadiável: o início das obras com vista à conclusão do NAL no Campo de Tiro”.
Considera assim que a VINCI só não construirá o NAL se não for obrigada a fazê-lo. Diz ainda que a multinacional está a “intoxicar” a opinião pública usando “expedientes” como as pistas se situarão em leito de cheia e que a zona é palco de densos nevoeiros”.
A isto acrescenta que “o mesmo sucede quanto à alegada proposta de desviar as pistas mais para ocidente quando se sabe que a última localização (H6), em 2008, foi imposição da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aparecer agora com uma relocalização faz parte da estratégia que poderá levar à rejeição pela APA, levando assim ao eventual chumbo do Estudo de Impacto Ambiental”.
Conclui a Plataforma Cívica que a ANA Aeroportos “se mantivesse na esfera pública já teriam começado, há muito, as obras para construir o NAL”. E termina a exigir que o Governo pressione a ANA/VINCI para avançar com as obras de construção do NAL.