Fernando Pinto: “O meu compromisso é trabalhar mais para melhorar Alcochete e a qualidade de vida da população”

Fernando Pinto: “O meu compromisso é trabalhar mais para melhorar Alcochete e a qualidade de vida da população”

Fernando Pinto: “O meu compromisso é trabalhar mais para melhorar Alcochete e a qualidade de vida da população”

De escolas a habitação social, passando pela frente ribeirinha e pela saúde, o candidato socialista apresenta as linhas mestras do futuro que tem planeado para Alcochete

Às portas de mais um ato eleitoral, Fernando Pinto, atual presidente da Câmara Municipal de Alcochete e candidato a um novo mandato pelo Partido Socialista, apresenta uma visão alargada para o futuro do concelho. Entre as prioridades destacam-se a educação, com a requalificação e ampliação de várias escolas, a aposta na habitação social através do Plano de Recuperação e Resiliência, e a promoção da coesão social como eixo central da sua estratégia. Em entrevista a O SETUBALENSE, o autarca sublinha também projetos estruturantes, como o novo quartel dos Bombeiros, a criação de um parque urbano que prolongue a frente ribeirinha e a dinamização da Quinta da Coutadinha, destinada a acolher comércio, serviços, um polo tecnológico e até a possibilidade de um polo universitário.

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Num equilíbrio entre modernização e preservação da identidade local, Fernando Pinto garante que Alcochete continuará a valorizar o seu património cultural, as tradições e a gastronomia, enquanto cria novas condições de atratividade para residentes, empresas e serviços públicos, nomeadamente na área da saúde. Com a promessa de cumprir integralmente o mandato e o compromisso de “nunca deixar ninguém para trás”, o autarca afirma-se preparado para continuar a liderar o concelho perante os desafios do futuro.

Quais são as prioridades estabelecidas para este mandato, caso vença as eleições de outubro?

Não trabalhamos apenas e só a pensar no que é, efetivamente, o tempo escrupuloso de um mandato, a nossa visão é mais alargada. Do ponto de vista das nossas prioridades, aquilo que entendemos ser essencial é mantermos aquilo que era o nosso resíduo nos mandatos anteriores, como a aposta na requalificação e ampliação do Parque Escolar.

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Entendemos que a educação é a base de uma sociedade que se quer melhor e, portanto, neste momento, estamos já a desenvolver os procedimentos para que, no próximo ano, possamos avançar com a requalificação e a ampliação do Centro Escolar de São Francisco. Continua a estar nos nossos horizontes o desenvolvimento de um projeto para a construção de uma escola básica integrada com valências do pré-escolar até ao 9º ano de escolaridade. Estamos também, neste momento, às nossas despensas, a desenvolver os procedimentos para a elaboração do projeto de requalificação e ampliação da Escola EB 2.3 D. Manuel I, sendo uma escola que está com muitos problemas há muitos anos.

Estamos também a desenvolver o projeto de requalificação do projeto do Largo dos Arcos, em São Francisco, a requalificação da Praça José Coelho, no Samouco, o projeto de requalificação da Praçeta Padre Cruz, em Alcochete, a Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco, em Alcochete e o acesso pedonal entre a Rua Maria Lamas e a Rua Ary dos Santos, também em Alcochete, que é, efetivamente, uma promessa muito antiga.

Depois, existe outro aspeto que eu considero fundamental e que assenta, no que diz respeito à nossa prioridade, que é a coesão social. Não é a competência da Câmara assegurar habitação para os seus munícipes, é uma competência do Estado, e, portanto, temos de ser muito objetivos nessa matéria, mas, no fundo, sempre disse, a Câmara não assobia para o lado.

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E, portanto, está, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência, a desenvolver um conjunto de obras para construção de habitação social.

E, para além disso, as questões não podem apenas e só ser em palavras de ocasião, mas que têm a ver com a sustentabilidade ambiental e territorial. E, portanto, é por isso que nos nossos projetos que vamos tomando decisões e que vão chegando à Câmara, estamos empenhados naquilo que é a construção de prédios.

Falando do novo quartel dos bombeiros, um dos temas abordados na apresentação. Quais são os moldes neste edifício?

O novo quartel dos bombeiros surge, na sequência, de um trabalho que estamos a fazer já há cerca de 3/4 anos, o que neste momento caminha para uma fase final. Estou a crer que, a partir de 2026, estão reunidas as condições para começarmos a fazer outras apresentações públicas.

O plano de pormenor foi realizado pela Câmara Municipal, é um trabalho que está a ser desenvolvido pelos proprietários dos maiores terrenos que estão situados na Quinta da Coutadinha. Este espaço, o terrenal do nosso concelho, que tem 136 hectares, eles não vão ser, na sua totalidade, utilizados, mas, naquele espaço, vamos destinar, muito provavelmente, cerca de 120 hectares.

Este espaço vai ser ocupado por 60% de equipamentos para comércio, para serviços, mas também para a integração de um polo tecnológico que vai gerar um emprego de qualidade, aumentando, seguramente, o rendimento dos nossos jovens, que possam, enfim, se empregar nas múltiplas empresas que ali se vão, seguramente, instalar.

Vai permitir a implementação e estamos neste momento também a trabalhar para a implementação de um polo universitário. Há disponibilidade, a partir do conjunto de universidades que têm por hábito implementar polos, e, portanto, há um projeto que é, para eles, muito interessante.

Estamos, neste momento, não em negociações, mas em conversas para verificarmos a disponibilidade de um interesse. Irão existir unidades de saúde, públicas e privadas. Irá existir um pavilhão multiusos, que nos irá permitir desenvolver um conjunto de atividades indoor que, neste momento, não temos capacidade para esse efeito, a não ter um fórum cultural, que tem uma capacidade reduzida de 370 lugares.

Vamos ter um conjunto alargado de parques subterrâneos de estacionamento, mas também à superfície. É uma forma de podermos responder a um conjunto alargado de questões que são fundamentais para a nossa vivência e que irão estar disponíveis para toda a população poder, efetivamente, usufruir.

Uma delas é, também, o novo quartel dos Bombeiros, numa projeção daquilo que será o futuro do concelho, com mais pessoas aqui a residirem, com mais pessoas, seguramente, por aqui a passarem.

Quais é que são as funcionalidades do parque urbano que pretende oferecer à população?

O parque urbano vem na sequência daquilo que é o nosso propósito de alargar a frente ribeirinha, que tem oito quilómetros, vai desde o Sítio das Hortas até ao Samouco. Não temos, naturalmente, a capacidade financeira de podermos, no imediato, partirmos do Sítio das Hortas e criarmos uma frente ribeirinha até ao Samouco e, portanto, paulatinamente, vamos, efetivamente, fazendo este caminho do parque urbano, vindo na sequência dessa mesma estratégia.

O nosso objetivo é que o parque urbano se situe nas traseiras do Tagus Bay e do Unique Tagus, que está, efetivamente, agora a nascer, ocupando uma grande parte da frente ribeirinha, digamos, permitindo o alargamento da mesma.

É um espaço de lazer, aquilo que queremos criar ali é um espaço onde as pessoas possam em família poder passear, poderem usufruir das sombras das múltiplas árvores que ali iremos, seguramente, plantar.

Com as várias intervenções previstas em Alcochete, como pretende garantir que se mantém a identidade histórica e cultural do concelho?

Isso é mais fácil do que aquilo que aparenta ser. Isso é uma competência exclusiva, uma responsabilidade exclusiva da autarquia. Ao longo destes oito anos, conseguimos preservar, no fundo, aquilo que é a nossa memória coletiva, contribuindo de forma decisiva para aquilo que é a nossa identidade. Ou seja, não me passa pela ideia que Alcochete deixe de ter rosto nem identificação.

E, portanto, estamos a fazer um caminho em várias valências. Em primeiro lugar, apostar, do ponto de vista turístico, na marca Alcochete. Esta marca inclui os seus produtos endógenos, a nossa fogaça, a salicórnia, o nosso arroz-doce, o nosso bolo de soda. Inclui um conjunto, digamos, de pratos gastronómicos, de doçaria, que apenas e só tem um sabor diferente, para melhor. E isto valorizamos todos os dias, aquilo que é o nosso património cultural.

E, portanto, dizer-vos que valorizar o património cultural, valorizar a nossa gastronomia, valorizar a nossa natureza com esta frente rio, com a reserva natural do estuário do Tejo, valorizar aquilo que são os nossos usos e costumes, as nossas tradições, apostando inequivocamente naquilo que são as festividades do nosso concelho, quer as festas de Confraternização Camponesa em São Francisco, quer as festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo, no Samouco, quer as festas maiores do concelho, que são as festas do Barrete Verde e das Salinas. E, portanto, promover, colaborar, ajudar, investir nestas festividades é preservar a nossa memória coletiva, é preservar, efetivamente, a nossa identidade.

Eu tenho este entendimento, que é não podemos perder tempo a fixarmos apenas o passado, mas é fundamental não perdermos as nossas origens, porque se não soubermos de onde vimos, nunca vamos saber para onde vamos.

Relativamente à saúde do concelho, sente que a resposta dada pelos serviços é suficiente para a procura que existe?

O nosso caminho, em estreita colaboração, quer aqui com a equipa que gere o Centro de Saúde de Alcochete e, naturalmente, a extensão do Samouco, quer com o Conselho de Administração do Hospital Barreiro-Montijo, quer com todos os intervenientes, o que tem sido o nosso propósito é criar atratividade para podermos ter aqui mais médicos.

Posso contar aqui também, em primeira mão, que recebemos no Centro de Saúde de Alcochete cinco jovens médicos, maioritariamente médicas, mas também um médico, que estão disponíveis para fixarem a sua residência profissional, precisamente em Alcochete, algo que também irá abranger a extensão do Centro de Saúde no Samouco.

Estamos a desenhar um plano para que eles, efetivamente, se possam fixar, não apenas do ponto de vista profissional, mas que possam também adquirir casa e aqui ficarem nesta margem sul do Tejo.

Consegue garantir aos eleitores que, caso vença, irá cumprir o seu mandato até o fim?

Eu tenho um compromisso com a minha terra de origem, que é dar o melhor de mim em prol deste concelho todos os dias. Não me passa hoje pela cabeça, não sei o que o futuro me reserva, em ponto de vista da minha vida, de saúde, do que quer que seja, mas numa situação normal, não me passa pela cabeça, enfim, abdicar do privilégio e da honra de servir a minha terra, independente da minha vice-presidente, que me acompanha desde o primeiro momento, e que eu acho que está à altura das funções que desempenha, e, quiçá, até de outras funções, mas estamos em conjunto a trabalhar em prol de Alcochete, e tenho muito gosto de cumprir em conjunto o meu compromisso, e o meu compromisso é com a minha terra e com a minha gente, e tudo farei para que possa cumprir o mandato até ao fim.

Que apelo faz à população de Alcochete e que garantias lhe dá para que votem em si?

As pessoas conhecem-me, as pessoas sabem de onde eu venho, as pessoas sabem como é que eu aqui cheguei, as pessoas sabem quase qual é o meu futuro, qual é o caminho que eu vou ter na minha vida, as pessoas conhecem a minha família, a minha mulher, os meus filhos, os meus amigos, as pessoas que eu me rodeei para viver.

Na minha vida surgiu esta possibilidade de servir de uma forma muito concreta a minha terra e a minha gente, e eu até hoje não falhei com as pessoas. Tenho feito um trabalho rigoroso, um trabalho sério, um trabalho transparente, mas tenho feito algo que para muita gente é mais importante do que tudo isso. Tenho investido no nosso concelho, na educação, na rede viária, nas infraestruturas desportivas, nos edifícios municipais, na programação cultural e na programação social.

As pessoas são a razão da nossa existência. Eu tenho defeitos, como todas as pessoas têm, sou humilde o suficiente para reconhecer que houve situações que nós errámos, que houve situações que nós podíamos ter feito de uma maneira e fizemos de outra, mas há aqui um conjunto de circunstâncias que importa também saber porque é que isso foi feito. Nós atravessámos ao longo destes oito anos um mar de adversidades que nunca ninguém atravessou e não venham falar da crise financeira, porque a crise pandémica, a crise pós-pandémica que nós vivenciámos tem números muito maiores que a crise financeira que vivenciámos, e nós ultrapassámos.

Nunca deixámos ninguém para trás. E, portanto, nunca falhei com a minha gente. E isso é, digamos, a minha identidade. É o meu compromisso, que é continuar a trabalhar mais e melhor para continuarmos a melhorar e a crescer, para continuarmos a dar à nossa população mais e melhor qualidade de vida. Tudo leva o seu tempo. Nunca desistimos de coisa nenhuma, fomos sempre persistentes, fomos sempre determinados, fomos sempre lutadores e trabalhamos para as pessoas.

Elas são a razão da nossa existência. Eu acho que as pessoas têm consciência deste trabalho que nós fizemos e acho que não há absolutamente nenhuma dúvida daquilo que fizemos, daquilo que estamos a fazer e daquilo que o futuro nos reserva e que assumimos o compromisso de continuar, efetivamente, a fazer.

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