18 Maio 2022, Quarta-feira
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Samouco comemorou pela primeira vez a elevação a vila na data de publicação da lei

A CDU comemorava a 9 de Dezembro, agora o novo executivo PS acertou a data com o Diário da República, 28 de Janeiro

 

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O Samouco comemorou, pela primeira vez, a elevação a vila a 28 de Janeiro, dia em que em 2005 foi publicada a nova categoria administrativa em Diário da República. O 17.º aniversário fica assim como um marco, uma vez que, anteriormente, a cerimónia realizava-se a 9 de Dezembro.

Esta mudança da data de comemoração já tinha sido prometida pelo actual presidente socialista da Junta de Freguesia do Samouco, Leonel Fina, durante a campanha eleitoral para as autárquicas de 2021, opondo-se assim à decisão da CDU que governava a localidade.

A gestão comunista escolheu 9 de Dezembro por ser o dia em que, em 2004, a proposta de Elevação do Samouco a Vila apresentada pelo PCP na Assembleia da República, foi aprovada pelo parlamento. Mas entre a população havia quem discordasse da comemoração neste dia.

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“Não podíamos continuar a celebrar a data de uma mera aprovação, que nada verteu para a legalidade, que nada alterou nas nossas vidas. Foi sim a 28 de Janeiro de 2005 que foi publicada em Diário da República a Lei nº 26/2005”, escreveu Leonel Fina na página de Facebook da Junta de Freguesia do Samouco.

Vinca ainda o autarca, que assim fica “reposta, finalmente, e com suporte legal, a genuína data de elevação a Vila, o dia da publicação da lei”. E relembra: “Foi partir desse dia, há 17 anos, que orgulhosamente ostentamos o título de Vila, reconhecimento do trabalho que gerações de mulheres e homens fizeram na nossa terra para que reuníssemos os requisitos necessários para tal”.

Contudo, a ‘nova’ celebração da data não teve as manifestações “que queríamos”, comenta o autarca, devido ao actual momento pandémico covid-19.

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Brasão de armas ainda desactualizado

Na mesma publicação, em que junta o orgulho pela elevação da localidade à categoria de vila, também manifesta o descontentamento por, 17 anos depois, alguns pressupostos que permitiram esta condição terem sido diminuídos.

“A população contava com infra-estruturas e serviços como até então nunca tinha tido, um património cultural material e imaterial muito próprio e que fora reconhecido, (…) infelizmente já não podemos contar com alguns deles e outros estão debilitados ou em risco de desaparecer”, comenta.

E acrescenta: “Hoje, 17 anos depois, ainda o brasão de arma da freguesia, a nossa marca e identidade oficial, ostenta apenas a identificação de freguesia, nunca tendo sido alterado para vila”. Perante isto, avança que “a junta de freguesia já iniciou esforços e contactos no sentido de, em tempo útil, alterar o brasão de armas para os 4 castelos de Vila e com a identificação de Vila do Samouco”.

Além disso, garante um “trabalho conjunto com a Câmara Municipal de Alcochete e todos os parceiros, públicos e privados, [para que se reúnam as condições] que permitam ao Samouco retomar o caminho do desenvolvimento”, e que leve a população “continuar a usufruir do mundo actual e moderno com uma política e serviços de proximidade aliados ao bem-estar”.

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