23 Setembro 2021, Quinta-feira
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‘Gulato’ traz universo da gelataria artesanal à Aldeia do Possanco

Projecto em Alcácer do Sal reúne saberes e sabores a um quilómetro da Comporta

 

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Gonçalo Diniz e Pedro Machado são dois chefes gelatières e entusiastas do gelado italiano que decidiram mudar de vida, vindos do Reino Unido, e fixar-se na Aldeia do Possanco, perto da Comporta, acrescentando-lhe algo que ela ainda não tinha.

Em conjunto com Ana Filipe, constituem no presente a família ‘Gulato’, como são conhecidos na região.

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“A ‘Gulato’ é resultado de uma decisão de mudança de vida, minha e do Pedro, que até 2017 vivemos no Reino Unido, que passava pela vontade de vir viver para esta região, adicionando-lhe algo que ainda não existisse”, recorda Gonçalo Diniz, em entrevista a O SETUBALENSE.

“Mesmo quando estávamos fora, vínhamos à Comporta com frequência e durante um dos Verões demos conta de que havia uma lacuna no mercado no que dizia respeito à oferta de gelados artesanais”, continua.

Deixaram a ideia maturar até chegar o momento em que decidiram criar uma nova marca de gelados artesanais.

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Para que tal fosse possível, Gonçalo e Pedro estiveram em Bolonha para se formarem na área, uma vez que os seus backgrounds nada tinham a ver com gelataria ou hotelaria, e aprenderem “pelos maiores especialistas nesta actividade, que são os italianos, como se faz um bom gelado artesanal”.

Em Junho de 2018, iniciaram a actividade e não demorou até encontrarem o espaço na Aldeia do Possanco, onde sedearam a produção dos seus gelados artesanais, que entre a oferta tem sorvetes veganos e opções sem glúten e açúcar.

Take-away, valência já disponível, ganhou nova expressão

“Tínhamos a ambição de trazer um produto de qualidade imbatível, igual ou melhor do que qualquer gelado de Itália, à nossa região do Alentejo, celebrando e respeitando a diversidade de sabores”, explica, contando que tiveram ainda dúvidas sobre a localização: “acreditávamos que as pessoas não se iam deslocar ao Possanco, pequena vila localizada a um quilómetro da Comporta, para ir buscar um gelado”.

No entanto, a experiência durante o primeiro ano, “que terminou com um grande sucesso”, disse-lhes que mesmo não servindo copo e cone nesse espaço, recebiam a visita de pessoas para comprar as embalagens take-away.

“Já no primeiro ano fazíamos embalagens de gelados pré-embaladas para as pessoas levarem os gelados ‘Gulato’ para casa. Reparámos então que havia um mercado não negligenciável de pessoas que iam ao Possanco buscar o seu gelado e isso justificou que abríssemos a esplanada”, diz.

O take-away já era assim uma realidade para a equipa ‘Gulato’, mesmo antes de se tornar a modalidade rainha em período de pandemia.

Gonçalo Diniz refere ainda que o ano passado “correu muitíssimo bem. Sentimos, durante o Verão, e adaptando-nos às restrições sanitárias, o negócio a crescer. As pessoas vinham ao Possanco, ao ponto de termos filas à porta”. Esta afluência justificou que entre o ano passado e este fosse duplicado o espaço da esplanada, quando possível, mantendo sempre a entrega em regime take-away.

“Já tínhamos entrado nesse mercado antes e durante a pandemia essa vertente de negócio ganha mais expressão, a par da entrega ao domicílio, que também fizemos. Mesmo com a esplanada fechada, continuámos a vender bastante bem, o que foi uma lufada de ar fresco, senão teríamos o negócio estrangulado”.

Inicialmente, tinham duas unidades de venda ambulante, na Praia do Carvalhal e na Vila da Comporta, onde faziam a venda dos gelados a copo e cone. Hoje, estão também presentes em vários pontos de venda pelo país, entre os quais na Comporta, em Tróia, Benfica e Estoril.

“No lugar certo, no momento certo”

Nas palavras de Gonçalo, o sucesso alcançado até agora deve-se ao facto de estarem “no lugar certo, no momento certo, com um produto de qualidade, que se destaca do industrial” e de trabalharem em equipa. Para os três sócios, este é “mais do que um negócio para fazer dinheiro, um projecto de amor” e fazem por “transmitir esse entusiasmo e paixão” pelo que fazem aos seus colaboradores.

“Temos uma equipa fenomenal, não só os sócios, mas também os colaboradores, que faz com que consigamos prosperar como temos prosperado. Na região somos conhecidos como a família dos ‘Gulatos’ e somos de facto uma família”, partilha.

Acção com vista à sustentabilidade e preservação ambiental

A sustentabilidade foi um ponto a ter em conta na hora de criar, mas também de desenvolver, ao longo do tempo, o projecto.

“Para nós era muito importante que fosse sustentável e tomasse em consideração que vivemos num lugar com um ecossistema específico, inserido na Reserva Natural do Estuário do Sado, respeitando o meio ambiente em que vivemos”, refere.

Na actividade da ‘Gulato’, não são usados plásticos de uso único e todo o material utilizado é compostável e biodegradável.

“Trabalhamos com fornecedores locais para mitigar a nossa pegada de carbono. Vivemos numa paisagem que é atractiva porque é bonita e está preservada, por isso é tão importante preservar o nosso meio ambiente que é o que torna esta região tão atractiva, bonita e especial”.

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