20 Abril 2024, Sábado
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Utentes do Litoral Alentejano contra “proliferação” de Balcões SNS 24 na região

Instalação de Balcões SNS 24 “desvirtua o princípio humanizante da medicina de proximidade” consideram as comissões de utentes

 

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As comissões de utentes do Litoral Alentejano criticaram esta quarta-feira “a proliferação” de Balcões SNS 24 para teleconsultas ou renovação de receitas e exigiram do Governo mais recursos humanos que garantam “uma medicina de proximidade” na região.

Num comunicado divulgado, a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano denunciou “a política do Governo no que toca à proliferação de Balcões SNS para prestação de serviços digitais” aos utentes, “ao invés de investir em recursos humanos que garantam uma medicina humanizante e de proximidade”.

Como exemplos, a estrutura coordenadora aludiu a quatro localidades daquela zona alentejana onde foram instalados balcões desse tipo: Luzianes-Gare e Bicos, no concelho de Odemira (Beja), São Francisco da Serra, em Santiago do Cacém, e Rio de Moinhos, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal.

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Os utentes dessas povoações “não têm acesso aos mais básicos cuidados de saúde” e estão “privados da visita de médico e enfermeiro às suas localidades”, criticou.

Contactado pela agência Lusa, o porta-voz das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, Dinis Silva, argumentou que estes balcões representam “uma falsa segurança para os utentes e para a população em geral”.

“As pessoas pensam que estão a ser bem atendidas, mas o médico precisa de observar os utentes e esta proliferação de Balcões SNS no litoral alentejano é uma infelicidade que veio a acontecer” a esta região, acrescentou.

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De acordo com o responsável, trata-se de “consultas por videoconferência, feitas por trabalhadores das juntas de freguesia e com os custos da energia elétrica, entre outros, também [a cargo] das juntas de freguesia”.

No comunicado, a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano notou que esta não é “uma solução para o problema” da falta de profissionais de saúde neste território.

E a instalação de Balcões SNS 24 “desvirtua o princípio humanizante da medicina de proximidade, induzindo a robotização da medicina, com consequências negativas para a avaliação clínica realizada”, frisou.

“A chantagem indirecta a que os executivos das juntas de freguesia são sujeitos, uma vez que não têm resposta do Ministério da Saúde para a colocação de recursos humanos”, e a “pressão de tentar garantir o acesso da população a cuidados de saúde, faz com que acabem por aceitar uma ‘não solução’”, disse a entidade.

Nas declarações à Lusa, Dinis Silva defendeu que o que é necessário é “a reabertura das extensões de saúde, a colocação de médicos com especialidade de medicina geral e familiar”, assim como “consultas, no mínimo, uma vez por semana”.

Os Balcões SNS 24 têm por objectivo prestar apoio a quem não tem acesso a equipamentos tecnológicos ou à Internet ou não tem condições ou as competências necessárias para aceder remotamente aos serviços digitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com o Ministério da Saúde.

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