Quando há duas épocas chegou a Setúbal para representar o Vitória, Walter Sá estava longe de imaginar quão marcante seria a experiência de representar o clube. Em jeito de balanço, depois de se ter sagrado bicampeão da I e II Divisão da AFS, o atacante, de 24 anos, que antes de se mudar para o Bonfim tinha representado o Olímpico do Montijo, garante que a partir de agora será mais um adepto a torcer pelos sadinos.
Dois anos com o símbolo verde e branco ao peito bastaram para mudar a perspetiva, escreveu numa publicação no seu Instagram. “Cheguei ao Vitória sem ter qualquer contacto com o passado do clube, mas hoje posso garantir-vos que saio como um grande adepto”, refere, deixando antever que o seu futuro não deverá ser representar o emblema setubalense no Campeonato de Portugal em 2026/27.
Walter Sá não tem dúvidas de que as 55 partidas que contabilizou nos últimos dois anos o fizeram evoluir como jogador. “Quero agradecer a este enorme tudo o que me deu, os bons e até os maus momentos que de certeza me fizeram crescer como pessoa e como jogador”, afirma, vincando que “o futebol é assim mesmo: feito de momentos e acreditem que passei por alguns dos melhores momentos da minha carreira no Vitória”.
O extremo luso-angolano faz questão de elogiar o papel desempenhado por todos os que estiveram ao seu lado na caminhada que na presente temporada levou o clube a conquistar a ‘dobradinha’. “Obrigado a todos os que estiveram comigo desde o primeiro dia, aos meus colegas desta e da época passada, equipa técnica e diretores por nunca me terem deixado cair e estarem comigo quando mais precisei. Vocês fizeram-me voltar a ser feliz no futebol”.
Na opinião de Walter Sá, quem também foi crucial para o sucesso da equipa foram os vitorianos, que estiveram ao lado do plantel em todos os momentos. “Não podia ficar sem agradecer aos nossos adeptos que durante todos os jogos estiveram lá a apoiar-nos e a puxar por nós mesmo até quando as coisas não corriam bem”, escreveu, reiterando ao clube o agradecimento pela oportunidade concedida.
Numa nota mais pessoal, o atacante, que fez 10 golos pelo clube (nove em 24 partidas na II Divisão e um em 31 na I), admite que o seu registo na época que agora terminou ficou aquém do que esperava, mas esse aspeto não esmorece em nada o “sentimento de orgulho” que carrega. “Apesar de individualmente não ter sido das minhas melhores épocas, estou muito orgulhoso de fazer parte de um grande grupo de homens e de tudo o que conquistámos juntos”.