O Estrela Afonsoeirense foi esta época uma das novidades do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão. Terminou a fase regular da competição em quarto lugar, na Série “A”, a fase de grupos da Taça AF Setúbal em quinto lugar na Série “D” e a uma jornada do fim do torneio complementar encontra-se em terceiro lugar. Pelos resultados obtidos parece ter sido uma prestação positiva, mas a pessoa mais indicada para fazer uma avaliação do trabalho realizado, é o treinador Cláudio Pires, com quem falámos.
O regresso da equipa de futebol sénior às competições oficiais correspondeu às expectativas?
Sim. Eu diria que embora os adeptos das nossas provas distritais possam estar surpreendidos com a nossa prestação, creio que no seio do clube, existe esta sensação de que a equipa correspondeu às expectativas, e sinto que há bons motivos para todos estarmos de consciência tranquila.
Qual o balanço que faz em termos competitivos. Os objetivos foram conseguidos?
Em termos competitivos creio que dignificámos o Estrela FC Afonsoeirense ao longo de toda a temporada. Esse era o nosso maior desejo, entrar em campo e discutir o resultado, independentemente do adversário, ou do campo que estivéssemos a pisar. O clube, e as gentes do Afonsoeiro merecem esta imagem que considero positiva. Mas, por vezes, há situações que merecem o nosso desagrado, foi o que aconteceu no passado domingo, no jogo que realizámos em casa com o Quintajense onde a partir dos 10 minutos a minha luta passou a ser, evitar a minha própria expulsão e a dos meus atletas. Assim é muito difícil competir. Ficámos frustrados com o que não controlamos. Quanto aos objetivos, já sabíamos que seria muito complicado entrar no lote de equipas que disputam a fase de subida, mas a determinado momento houve legítimas aspirações e acreditámos que era possível. Não lográmos esse desiderato, mas demos boa réplica.
Quais foram os momentos mais marcantes da equipa ao longo da temporada?
Para a equipa houve alguns momentos marcantes. Eu destacaria o primeiro jogo oficial, disputado na Verderena, casa do FC Barreirense, em que conseguimos um bom resultado [vitória por 3-0], num ambiente em que os adeptos da casa fazem sempre valer a sua presença, como 12.º elemento. Esta edição da Taça AF Setúbal permitiu ainda a visita ao Vitória FC no estádio do Bonfim, que também deixou uma marca especial na equipa. Jogar naquele estádio perante milhares de pessoas também foi especial para o grupo. No campeonato tivemos outros momentos marcantes, tanto pela positiva, como pela negativa. Se ganhar a adversários cujo objetivo assumido era a subida, nos colocava em bom plano, elevava o moral, e gerava expectativas positivas como aconteceu com GD Lagameças ou Botafogo de Cabanas, também houve momentos em que sentimos frustração, como aconteceu ao perder em “momentos chave” na deslocação ao Juventude Melidense, ou na receção ao CD Pinhalnovense. Não alcançar a fase de subida acabou por ser um momento difícil para todos, porque percebemos que era tangível. Ao nível pessoal, gostaria de mencionar dois momentos marcantes, mas no plano emocional. Em primeiro, a perda do atleta Alexandru Grozav, que contraiu uma rotura de ligamentos e a quem aproveito para deixar um abraço e continuação de uma boa recuperação. Por outro lado, e por melhores motivos, gostaria de fazer justo reconhecimento ao atleta Nuno Carlos, o jovem capitão Sub-19 e figura do clube, que tive o prazer de estrear na equipa sénior, que me faz sentir um privilegiado, e a quem deixo aqui também um abraço e incentivo para continuar a trabalhar da mesma forma.
E em relação à próxima época, já há alguma coisa de concreto?
Sim. Ainda há poucos dias tive reunião com a direção. Mostraram agrado com o trabalho desenvolvido pela equipa técnica. Foi proposta a nossa continuidade, e devo dizer que já existe trabalho a ser desenvolvido. O clube está empenhado em continuar o bom trabalho no sentido de dotar a equipa de melhores condições.
Há algo mais que queira salientar?
Sim. Não poderia deixar de agradecer àqueles que diariamente me desafiam e fazem de mim melhor treinador. Quero deixar aqui, publicamente, o meu sentido obrigado a todos os atletas do Estrela FC Afonsoeirense e aos meus adjuntos Fábio Pereira e Pedro Lopes, que aportam muita qualidade ao trabalho desta equipa técnica. Agradeço também à minha esposa, aos meus filhos, e aos meus pais, pelo apoio incondicional de sempre, que me permite viver esta paixão que é o treino de futebol. A eles que amo, o meu obrigado! Por fim, gostaria de deixar um sentido abraço ao Hugo Boeiro, um atleta diferenciado, que se destacou durante a formação em clubes da AF Setúbal, e que agora passa por um processo de recuperação delicado, após ter sofrido um acidente. Ao Hugo, e à família, um forte abraço neste momento.