Rúben Nunes: “Venho de dois projectos muito desgastantes agora é momento de refletir”

Rúben Nunes: “Venho de dois projectos muito desgastantes agora é momento de refletir”

Rúben Nunes: “Venho de dois projectos muito desgastantes agora é momento de refletir”

O Atlético Alcacerense regressou esta época ao futebol sénior sob o comando técnico de Rúben Nunes que na tempora anterior estava no outro clube da cidade, o União Futebol Clube dos Bairos do Olival e São João.

O Setubalense falou com Rúben Nunes que explicou como tudo aconteceu, deixou também a sua opinião sobre a forma como decorreu a época e revelou que não continua no clube porque vem de dois projetos desgastantes e entende que agora é altura de refletir.

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Como decorreu a transição de um clube para o outro da mesma cidade?

A transição foi feita de uma forma tranquila, numa fase inicial houve alguns adeptos do UFC que não viram com bons olhos a mudança para um clube vizinho, visto que nasci e continuo a residir junto ao campo. Com o passar do tempo os adeptos foram aceitando. Saí  do UFC mas deixei lá boas amizades.

Consigo sairam também vários jogadores, houve alguma razão especial para que isso tenha acontecido?

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Entraram comigo no clube também, muitos daqueles que transitaram comigo. Foi fácil cativa-los, visto, que, quase todos fizeram a formação no Atlético Clube Alcacerense.

Que balanço faz da participação da equipa?

Todos sabíamos que seria uma época complicada, para além de termos começado muito tarde a preparação da época devido à entrada da nova direção e o convite ter sido feito apenas nessa altura. E, para além disso, o futebol sénior no Atletico já tinha acabado há alguns anos. Voltar a fazer tudo do zero iria ser uma tarefa muito difícil e com pouco tempo ainda mais difícil seria.

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O Alcacerense fez o que podia ou poderia ter feito um pouco melhor?

Existe sempre espaço para melhor. Na minha opinião tínhamos a obrigação de fazer muito mais mas as lesões, a instabilidade criada após o jogo no Quintajense (que ninguém presente quer voltar a passar por um episódio daquele tipo), não deixaram. O facto da equipa ser bastante jovem e ter pouca experiência a nível distrital também dificultou o processo. O principal objetivo era a prata da casa e potenciar os jovens. Acho que isso foi feito na perfeição visto que lançámos oito juniores e mais cinco na ficha de jogo.

Na primeira fase houve duas ou três equipas que se destacaram. Isso é sinómino de qualidade ou contingências do próprio futebol?

Sim, as 3 equipas que se destacaram na primeira fase têm todo o mérito. Lagamecas e Melidense tem estado a mostrar na segunda fase e o Pinhalnovense, apesar de  não estar ao mesmo nível em que esteve na primeira fase, é uma equipa bastante organizada e com muita qualidade .

E, em relação à próxima temporada vai continuar como treinador do Alcacerense?

Na próxima época não irei continuar no Atlético Clube Alcacerense. Para já é momento de refletir, venho de dois projectos muito desgastantes. Voltar com o futebol sénior em Alcacér na época passada num clube sem nenhuma experiência nas distritais desgastou-me imenso. Este ano voltar com o futebol senior num clube onde também não existia há alguns anos, também não foi tarefa fácil. Penso que, acima de tudo, em ambos os clubes o objectivo foi bem conseguido, agora é manter e continuar a crescer.

Há algo mais que queira acrescentar?

Agradecer à direção do Atlético Clube Alcacerense pela oportunidade que me deu, e a todos os que me acompanharam neste projecto. Gostava de referir os nomes porque todos eles foram incansáveis, desde do primeiro dia: Duarte Afonso, André Caixas, Daniel Santos, Diogo Teles, Afonso Pato, Afonso Alves e José Jacinto. Obrigado a todos!

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