Após o empate (1-1) de domingo, em Santiago do Cacém, com o União Sport Club, o treinador Paulo Martins não ficou indiferente à forma como as centenas de adeptos que se deslocaram ao campo Miróbriga acarinharam o plantel, reconhecendo a sua entrega na partida da 25.ª jornada da AF Setúbal, prova em que o emblema verde e branco dispõe agora de 14 pontos para o Olímpico do Montijo, 2.º classificado.
“Em primeiro lugar, quero agradecer aos adeptos que acompanharam a equipa a Santiago do Cacém e que puxaram sempre pelos jogadores. A reação dos vitorianos ao aplaudirem-nos no final mostra reconhecimento pelo que foi feito”, considerou o técnico que pode já no próximo domingo juntar o título de campeão da I Divisão ao da II que obteve ao leme dos sadinos na temporada transata.
Em relação ao embate com os alentejanos, que se adiantaram no marcador aos 48 minutos e viram os setubalenses repor a igualdade volvidos dois minutos, Paulo Martins confessou não ter gostado da lentidão, apesar do bom arranque. “Entrámos bem no jogo e começámos a fazer cruzamentos para chegar à baliza do União porque sabíamos que era por aí o caminho para chegarmos ao golo. No entanto, na primeira parte, fomos muito lentos na circulação da bola”.
No reatamento, os vitorianos lançaram o extremo Walter Sá e prescindiram do médio China com o objetivo de dar mais velocidade ao setor ofensivo. “Chegámos ao intervalo e retificámos para poder contrariar a lentidão que houve na primeira parte. Tirámos um médio e metemos mais um jogador na frente. Refrescámos a frente de ataque, mas não foi possível ganharmos os três pontos”, lamentou.
Ambos os golos do encontro surgiram nos primeiros minutos da segunda parte. Primeiro marcou o União, por intermédio de William Fambe, mas a reação sadina foi imediata com o 1-1 apontado por Diogo Conceição logo depois de a bola ir a meio campo. “Não podemos sofrer um golo da maneira como aconteceu e, se calhar, na primeira vez que o adversário foi à nossa baliza. Felizmente, a equipa respondeu logo a seguir e conseguiu repor a igualdade”. R.L.P.