Apoiado por centenas de adeptos no campo Adelino Cais Esteves, o Vitória FC foi na sexta-feira às Lagameças vencer o conjunto local, por 2-1, resultado que permitiu aos sadinos apurarem-se para a final da Taça AFS ‘Joaquim Sousa Marques’. Depois do triunfo na partida das meias-finais, o adversário na final da prova será o Olímpico do Montijo, que foi a Santiago do Cacém bater o União SC, por 2-1, após prolongamento.
Independentemente do local que venha a ser escolhido para acolher a final no dia 10 de junho, o treinador Paulo Martins tem a certeza de que, tal como tem sucedido até aqui, os vitorianos vão estar presentes em grande número. “Quero deixar um grande obrigado à moldura humana que esteve ao lado da equipa nas Lagameças. Tenho a certeza absoluta de que no dia da final vamos ser muitos, muitos mais”.
Além de ter vincado a presença do 12.º jogador no duelo travado no concelho de Palmela e que ajudou a equipa a operar a reviravolta no marcador ainda antes do intervalo, o técnico não escondeu a sua satisfação por ver o clube atingir uma final. “Estou muito contente por termos dado esta felicidade aos nossos adeptos. Não é a Taça de Portugal, mas é uma final, e os nossos adeptos sabem o que é disputar uma final e ganhá-la”.
Em relação ao encontro em que os defesas Gui e Odilon fizeram os golos setubalenses que anularam a vantagem que o Lagameças tinha conseguido logo aos cinco minutos, Paulo Martins destacou a capacidade de reação da sua equipa. “Sofremos um golo muito de início, mas soubemos responder. Sabíamos que o caminho era este para conseguirmos o apuramento para a final”.
O timoneiro dos sadinos não tem dúvidas de que o Vitória foi superior ao adversário no campo Adelino Cais Esteves, recinto em que poderiam ter ampliado a vantagem na segunda parte e resolver mais cedo o jogo a seu favor. “Se havia uma equipa a sair vencedora deste jogo, tinha que ser o Vitória, porque teve quatro, cinco, seis oportunidades de golo para matar o jogo e não o fizemos”.
Apesar de os verdes e brancos liderarem a I Divisão da AF Setúbal e terem tido pela frente um emblema do segundo escalão, a equipa técnico liderada por Paulo Martins sabia que o desafio seria difícil até ao apito final do árbitro. “Depois foi muito sofrimento até o final com o adversário a procurar criar perigo em lançamentos de linha lateral. A nossa equipa teve de ser muito competente para ganhar as bolas quase todas”.
52 metros de largura para jogar
O treinador, de 48 anos, explicou que um dos principais obstáculos nas Lagameças, que obrigou a uma preparação diferenciada nos dias que antecederam o encontro, foi a dimensão do terreno de jogo. “Sabíamos que seria muito complicado, porque o campo em que jogámos a isso nos obrigou. Para termos uma noção, o nosso campo tem uma largura 68 metros e neste são apenas 52, por isso, sabíamos que não íamos ter tanto espaço para jogar”.
De forma a menorizar as dificuldades e dar maior profundidade na frente de ataque em vez de largura, Paulo Martins optou por tentar partir o jogo, colocando quatro jogadores na frente: Zé Mário, Bruninho, Leo Chão e Catarino. O técnico revelou que a frase da semana para o jogo nas Lagameças foi: “não importa com quem é que vai para a guerra, importa com quem é que eu vou para a guerra”.
Para o líder dos vitorianos, o plantel encarou o confronto de sexta-feira como se pretendia, motivo que o levou a felicitar os atletas pela entrega e atitude que tiveram frente ao adversário. “A nossa equipa quis mesmo ganhar este jogo. Parabéns aos jogadores”, disse em declarações ao Instagram do clube logo após o fim do encontro em que derrotaram o Lagameças, chegando assim à final da Taça AFS.
Recorde-se que para chegar à final, o conjunto de Setúbal concluiu a série D da fase de grupos na frente da tabela, com os mesmos 12 pontos do Barreirense, e à frente de Alfarim (3.º), O Grandolense (4.º), Afonsoeirense (5.º) e Arrentela (6.º). Nas etapas seguintes da Taça, ambas jogadas no Bonfim, as vítimas dos verdes e brancos foram o Moitense e o Vasco da Gama de Sines que perderam por 5-2 e 2-1, respetivamente.
Já o Olímpico do Montijo, depois de ter terminado a fase de grupos da Taça AFS (série C) no 4.º lugar – atrás de Sesimbra, Moitense e Palmelense –, sendo repescado como melhor 4.º classificado, deixou pelo caminho nas fases a eliminar o Seixal (2.ª divisão) depois de ganhar 4-1, e o Cova da Piedade (1.ª divisão), nos quartos-de-final, depois de vencer, por 2-1, no Estádio Municipal José Martins Vieira.