Paulo Martins: “Provámos outra vez que somos muito fortes e não entregamos as coisas de mão beijada”

Paulo Martins: “Provámos outra vez que somos muito fortes e não entregamos as coisas de mão beijada”

Paulo Martins: “Provámos outra vez que somos muito fortes e não entregamos as coisas de mão beijada”

Um golo do avançado Bruninho, aos 90+7 minutos, salvou no domingo o Vitória de sofrer a primeira derrota na edição 2025/26 do Campeonato da I Divisão da AF Setúbal. Frente ao Moitense, clube que se colocou em vantagem no jogo ainda na primeira parte, os sadinos, que seguem na liderança da prova com oito pontos de vantagem para o Olímpico do Montijo (2.º) só conseguiram estabelecer o 1-1 final ao cair do pano da partida da 21.ª jornada.

No rescaldo do encontro no Juncal Desportos, na Moita, o treinador Paulo Martins frisou que os seus jogadores deram mostras de que, independentemente das circunstâncias, farão sempre tudo para seguir invictos na competição. “Provámos outra vez que somos muito fortes e não entregamos as coisas de mão beijada. Podemos perder um dia, mas para isso acontecer a outra equipa vai ter de trabalhar muito”.

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O timoneiro dos sadinos, cuja equipa contabiliza 16 triunfos e quatro empates em 20 jornadas, tinha alertado os atletas para as dificuldades que iriam encontrar no reduto do Moitense. “A qualquer lado que o Vitória vá jogar neste campeonato, todos querem ser os primeiros a ganhar. Durante a semana falámos nesta partida e sabíamos que era um campo muito complicado em que os nossos rivais tinham perdido”.

Olímpico do Montijo e Sesimbra, 2.º e 3.º classificados, respetivamente, perderam 3-0 e 2-0 com o Moitense, que apenas por uma vez foi derrotado a atuar na condição de conjunto visitado. Aconteceu na 1.ª jornada, a 5 de outubro de 2025, diante de O Grandolense (1-0). Daí para cá, apenas o Amora B (2-2), Palmelense (1-1) e, agora, o Vitória (1-1 graças ao golo de Bruninho) conseguiram conquistar pontos no Juncal.

Na hora de explicar as razões das dificuldades sentidas na Moita, Paulo Martins, além da qualidade da formação treinada por Hugo Ferreira, falou da falta de adaptação dos seus atletas ao sintético. “É um piso em que a bola está sempre aos saltos e nós, com qualidade técnica que temos, não tínhamos muito tempo para pensar o jogo, porque a bola nem sempre vinha em boas condições”.

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Após o apito inicial do árbitro André Portelinha, o técnico dos setubalenses lamenta que a sua equipa não tenha tido acerto na finalização. “Entrámos no jogo e criámos três ou quatro oportunidades para fazer golo [Martim Cardoso marcou aos 30 minutos]. Não concretizámos e a primeira vez que o Moitense fez um passo na profundidade, em que a nossa linha defensiva não aborda bem o lance, acabamos por sofrer um golo”.

A perder por 1-0, na sequência de um lance em que a defesa dos vitorianos não esteve isenta de responsabilidades, a equipa esboçou uma reação. “Reagimos logo a seguir, numa bola de saída, treinada, e não conseguimos marcar outra vez num lance em que um jogador surge sozinho dentro da área”, disse, lamentando o facto de terem chegado ao intervalo sem marcar qualquer golo.

Nos balneários, o treinador deu indicações para a segunda parte, que começou com a substituição do defesa Farrim pelo atacante Marco Véstia. “Fomos para a segunda parte e tentámos alterar as coisas, ajustar e acrescentar algo ao que estávamos a fazer. Queríamos mais cruzamentos e apostar num futebol mais direto porque a bola aos saltos não nos dava muito tempo para pensar”.

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As mexidas não tiveram efeitos imediatos, razão pela qual os sadinos lançaram também no jogo Tiago Nunes, Walter Sá (ambos aos 59 minutos) e Marouca (67) para tentarem mudar o rumo dos acontecimentos. “Às vezes, o adversário baixava muito as linhas e conseguíamos, mas o que era normal era ver muita concentração de jogadores em cima da bola e não conseguíamos ter qualidade com este piso para podermos fazer mais”.

Com o cronómetro a avançar em benefício do Moitense, que vencia 1-0, e o tempo a esgotar-se para os verdes e brancos, a estratégia foi mudada na reta final dom encontro, conforme explicou Paulo Martins. “Optámos pelo futebol direto e chegámos ao golo. Penso que o resultado é justo porque o nosso comportamento e atitude foram muito positivos. Não nos adaptámos bem ao campo”.

No final, o treinador reiterou a sua satisfação pela entrega da equipa até ao apito final, nunca deixando de lutar e acreditar, sendo premiada com o resgate de um ponto. “Durante a semana disse que o mais importante era ganhar, não era o jogar bem. Estou muito contente com a postura dos jogadores. No final houve empate, continua tudo igual e temos menos um jogo para fazer”.

Em último lugar, mas não menos importante, o técnico fez questão de deixar uma palavra aos vitorianos que se deslocaram de Setúbal até à Moita. “Quero agradecer aos nossos sócios que se deslocaram a este campo para ficarem em pé a assistir ao jogo e apoiar-nos. É sempre de louvar o facto de estarem incondicionalmente ao nosso lado, por isso, muito obrigado”.

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