19 Junho 2024, Quarta-feira

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“Na primeira parte do jogo tivemos seis ocasiões de golo e concretizámos quatro”

“Na primeira parte do jogo tivemos seis ocasiões de golo e concretizámos quatro”

“Na primeira parte do jogo tivemos seis ocasiões de golo e concretizámos quatro”

“Foi apenas um bom resultado e uma boa exibição. A luta vai ser muito grande”, avisa Luís Loureiro

 

 

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Após a goleada (5-2) imposta anteontem ao Belenenses, o treinador do Vitória, Luís Loureiro, não escondeu a satisfação pela exibição e resultado alcançado pela equipa, que, com a conquista dos três pontos, subiu do 11.º para o 7.º posto da série B da Liga 3. O timoneiro dos sadinos considera que a chave do jogo esteve na eficácia. “Na primeira parte tivemos seis ocasiões de golo e conseguimos concretizar quatro”, sublinhou.

Na sala de imprensa, após o final do encontro com os lisboetas, o treinador, que orienta já o foco da equipa para o duelo de sábado (11 horas) com o vizinho o Amora, actual líder da prova, alertou para a necessidade de não haver deslumbramento depois do êxito na partida do Bonfim. “Foram apenas três pontos, foi apenas um resultado e uma boa exibição. Já o disse e repito: a luta (pela permanência) vai ser muito grande. Há muito caminho a percorrer”, vincou.

O seu colega Bruno Dias, treinador do Belenenses, considerou que a estratégia do Vitória passou por jogar mais recuado para procurar tirar partido do contra-ataque. Concorda?

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Não me cabe a mim analisar ou concordar ou não com o que o Bruno (Dias) disse. Poderá dar essa sensação pela forma como o jogo decorreu, mas penso que tentámos assumir o jogo desde o primeiro minuto. Não nos esquecemos que estávamos a defrontar uma boa equipa, que já estava qualificada para a fase de subida e jogava sem qualquer tipo de pressão. Na minha opinião, o que fez a diferença, em comparação com alguns jogos anteriores, foi a eficácia. Na primeira parte tivemos seis ocasiões de golo e conseguimos concretizar quatro. Foi essa a chave do jogo. Sabíamos que tínhamos pela frente uma equipa que projectava muito os seus laterais e que deixava algum espaço nas suas costas. Soubemos tirar partido desse adiantamento e alguns golos surgiram dessa forma.

Espera que a eficácia ofensiva e o resultado dê à equipa a confiança necessária para os jogos que têm pela frente?

É fundamental, como costumo dizer, para ‘encher o balão’. Só o comportamento dos jogadores não é suficiente para fazer bons ou maus jogos. Os resultados têm sempre um peso muito grande e, obviamente, fazer quatro golos na primeira parte ao Belenenses, equipa que nos quatro jogos anteriores só tinha sofrido um, é demonstrativo do comportamento da equipa neste jogo. O resultado é bom e ainda mais por ser frente a um oponente de qualidade que se qualificou para a fase de subida. Trata-se de uma boa equipa, tem bons jogadores e fez um excelente campeonato, por isso, aproveito para dar os parabéns ao Belenenses por ter conseguido o apuramento. Quero valorizar o que os meus jogadores fizeram em campo e que permitiu este excelente resultado.

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O Vitória jogou com uma linha de três centrais e em alguns momentos fechou com cinco atrás. Os ajustes que fez foram a pensar nas dificuldades que o Belenenses poderia causar?

Passou um bocadinho por aí. O Belenenses é uma equipa que projecta muito os seus laterais, muitas vezes metendo os extremos mais por dentro, ficando quase com cinco jogadores nessa zona. Procuramos sempre identificar algumas deficiências que os adversários possam ter e aproveitá-las. Foi o que fizemos ao aproveitar os espaços deixados pelos laterais. Temos de alguma forma de nos ajustar às indicações e sinais da equipa. Se os jogadores se sentem confortáveis nesta forma de jogar, vamos trabalhar nesse sentido.

Zequinha saiu tocado do jogo. Há motivo para preocupação?

Não falei com o departamento médico, mas, à partida, não é nada de grave.

O Vitória conseguiu ganhar por 5-2 ao Belenenses. Consegue explicar as razões pelas quais a equipa não conseguiram entrar desta forma nas jornadas anteriores?

A nossa realidade é esta neste momento e não vale a pena estar aqui a falar no que poderia ter sido feito ou não. Estamos com esta realidade e é com ela que temos de conviver. Já o disse e repito: a luta vai ser muito grande. Foram apenas três pontos, foi apenas um bom resultado e uma boa exibição. Há muito caminho a percorrer.

Com este resultado, o Vitória está agora em 7.º lugar empatado com o Oliveira do Hospital, ambos com 23 pontos. Quando falta jogar uma jornada na fase actual, quão importante é manter esta posição para a fase de manutenção que se avizinha?

É fundamental porque a diferença pontual entre as equipas vai ser de dois pontos na fase seguinte. Sendo quatro equipas por grupo haverá uma diferença de dois pontos entre elas. Sabemos que os pontos são muito caros quando se chega a uma fase destas. Quanto mais pontos tivermos melhor. A fase que se segue é muito curta e pode haver um jogo que corra menos bem e as coisas poderão não correr da melhor forma a partir daí. A nossa realidade é esta. Temos um jogo para disputar com o Amora no sábado e vamos trabalhar para tentar vencer. Depois, aí sim, pensaremos na segunda fase que é a realidade em que nós estamos, infelizmente.

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