Miguel Oliveira surpreendido com “bom ritmo” apesar da lesão

Miguel Oliveira surpreendido com “bom ritmo” apesar da lesão

Miguel Oliveira surpreendido com “bom ritmo” apesar da lesão

Almadense desistiu na sétima volta da segunda corrida, durante a tarde, quando era nono classificado

O piloto português Miguel Oliveira (BMW) mostrou-se surpreendido este domingo com “o bom ritmo” conseguido na ronda de Misano do Mundial de Superbikes, sétima prova da temporada, apesar das limitações físicas devido à lesão no ombro direito sofrida há cinco semanas.

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Em declarações difundidas pela assessoria de imprensa da equipa Rokit BMW, o piloto natural de Almada admitiu que foram as limitações físicas a imporem a desistência na segunda corrida principal do fim de semana, já depois de ter sido sexto classificado na corrida Superpole, esta manhã.

“Foi um fim de semana de regresso. O mais surpreendente foi ter conseguido fazer a corrida de ontem com um bom ritmo. Esta manhã acordei ainda mais dorido e com mais dores. A corrida Superpole correu bem e, na verdade, foi uma grande surpresa, até para mim”, admitiu Oliveira.

O português desistiu na sétima volta da segunda corrida, durante a tarde, quando era nono classificado.

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“Durante a segunda corrida, senti que não conseguia superar a dor, porque a limitação era muito grande e já não estava verdadeiramente a controlar a mota”, explicou.

Ainda assim, deixou uma mensagem de apreço à equipa: “Apoiaram-me durante todo o fim de semana e também ao longo de todo este processo de recuperação. Estar aqui ao fim de cinco semanas já é uma grande conquista e fazê-lo de forma sólida, com o desempenho que tivemos, é algo de que todos nos devemos orgulhar”.

Miguel Oliveira sublinhou ainda que “mesmo sem estar a 100% e sem ter testado aqui, ao contrário dos outros pilotos”, deve estar satisfeito com aquilo que conseguiu. “Agora, temos de avançar a partir daqui”, concluiu.

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Sven Blusch, diretor da BMW Motorrad Motorsport, destacou o estoicismo do piloto português.

“Temos de demonstrar o maior respeito pelo Miguel neste fim de semana. Aquilo que conseguiu foi verdadeiramente extraordinário. Não esperávamos que fosse capaz de fazer aqueles tempos por volta, terminar entre os 10 primeiros e até quase lutar por um resultado nos cinco primeiros”, disse.

Sven Blusch explicou ainda que o piloto português “continuava a sentir dores significativas e estava longe de se encontrar a 100%, mas, nestas circunstâncias, conseguiu extrair mais do que o máximo”. “Abandonar a corrida final foi a decisão correta. Simplesmente não fazia sentido correr mais riscos”, apontou.

Também Christian Gonschor, diretor técnico da BMW Motorrad Motorsport, fez “um balanço muito positivo de Misano”. “Foi maravilhoso voltar a ver o Miguel na mota número 88. O seu desempenho na qualificação já tinha sido muito forte e a corrida de sábado foi particularmente impressionante, tendo em conta as suas limitações físicas”, disse.

O sexto lugar do português na corrida Superpole “foi absolutamente extraordinário”, sobretudo por ter surgido “apesar das dores significativas que sentia”.

“Embora tenha sido obrigado a abandonar a segunda corrida, conseguimos perceber o potencial tanto da mota como do piloto. Quando o Miguel estiver totalmente recuperado, voltaremos a lutar por lugares no pódio”, anteviu.

A próxima ronda acontece em Donington (Inglaterra), a 12 de julho.

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