Ussumane Djaló, mais conhecido no futebol por Mani Djaló, foi apresentado em setembro como reforço do Vitória e teve no domingo a oportunidade de se estrear a titular com a camisola sadina em jogos do Campeonato de Portugal. Apesar de os sadinos não terem ido além de um empate (1-1) na receção ao Real SC, o médio, de 21 anos, cedido pelo Mafra, partilhou no final do encontro o sentimento vivido no Bonfim.
“Estou muito feliz pela minha estreia. Senti-me bem na primeira parte, mas depois, na segunda parte, quebrei um bocado em termos físicos”, admitiu o ex-internacional sub-17 português, não escondendo a felicidade por ter tido a oportunidade de envergar a camisola verde e branca num jogo do clube em casa depois de o ter feito na reta final da partida da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal no reduto do Alcains (triunfo vitoriano por 2-0).
Nas declarações prestadas logo após o apito final do jogo, o atleta guineense lamentou o desfecho não ter sido o pretendido pelo grupo de trabalho comandado por Filipe Moreira. “Foi um bom jogo da equipa, mas infelizmente o resultado foi injusto. O penálti acabou por crucificar o trabalho que temos feito, mas estamos aqui para continuar a trabalhar semana após semana”, vincou.
Depois de no passado dia 20 de setembro, em Alcains, ter começado o jogo como suplente e ter entrado para o lugar de Gustavo Teixeira, aos 76 minutos, Mani Djaló pôde no domingo sentir dentro do campo o apoio do 12.º jogador, suporte esse que deseja ver reforçado no futuro. “Em nome da equipa, agradeço o apoio dos adeptos e pedimos para continuarem a apoiar-nos. Vamos continuar a trabalhar e temos confiança em nós e de que as coisas vão mudar”.
Em termos individuais, o jogador deixou bons apontamentos no duelo com o Real e deu mostras de poder vir a ser um elemento desequilibrador no meio-campo sadino. Quando teve oportunidade para o fazer não se coibiu de visar a baliza contrária como aconteceu, aos 16 minutos, num disparo à entrada da área que só não ampliou a vantagem setubalense devido a uma defesa do guardião Paulo Cassoco.
Aos 21 anos, o médio guineense, que foi substituído por Chima James (72 minutos), chegou ao Vitória com um percurso construído desde cedo no futebol português, com formação em clubes como SL Benfica e FC Porto, passagem pela Seleção Sub-17 de Portugal e experiências no futebol internacional, primeiro nos ingleses do Southampton e nos italianos do Torino e, mais recentemente, nos finlandeses do SJK, tendo aí atuado desde o meio da temporada transata.
Mani Djaló iniciou há um mês uma nova etapa da carreira ao serviço do Vitória, clube que aposta no jovem talento guineense para reforçar o seu meio-campo. Recorde-se que nos sub-17 de Portugal, o agora atleta vitoriano participou no Campeonato da Europa de sub-17, em 2022, contribuindo para a caminhada até às meias-finais onde a equipa das quinas só caiu nas meias-finais com a França (6-5 no desempate por penáltis, após 2-2 no jogo).
Refira-se que nos escalões de formação do Benfica (sub-15 aos sub-17), Mano Djaló partilhou balneário com João Neves, internacional A português e atual jogador dos franceses do PSG. No FC Porto, clube a que chegou oriundo das águias em 2022/23, o agora médio dos sadinos atuou pelos sub-19 e pela equipa B, tendo chegado a partilhar o balneário com Rodrigo Mora, atual jogador dos italianos da Roma.
Médio Cuca é reforço
O Vitória oficializou a contratação do médio Cuca, que tem no currículo 14 internacionalizações por Cabo Verde. O jogador, de 35 anos, chega ao Bonfim para ajudar com a sua experiência a equipa de Filipe Moreira a fazer uma boa época no Campeonato de Portugal. Com passagem pelo principal escalão do futebol português, que alcançou após a subida à I Liga na época 2021/2022 ao serviço do Casa Pia, Cuca vem para o clube para acrescentar qualidade ao meio-campo. Formado na AD Oeiras, o atleta, que estava sem clube integrado na equipa do Sindicato dos Jogadores, tem no currículo passagens pelo Mafra, Casa Pia, U. Leiria, Belenenses, entre outros.