Com o Juncal Desportos lotado, o líder Vitória foi este domingo arrancar uma igualdade (1-1) ao cair do pano na casa do UFC Moitense, em partida da 21.ª jornada do Campeonato da I Divisão da AF Setúbal. Os anfitriões inauguraram o marcador ainda na primeira parte, através de Martim Cardoso. Os sadinos tiveram de se aplicar para conseguir já nos ‘descontos’ o empate por intermédio do avançado Bruninho.
Com o ponto conquistado, que mantém os sadinos invictos na competição, os vitorianos somam agora 52 pontos e conseguiram manter oito de distância na tabela para o Olímpico do Montijo (44) que não foi além de um empate (0-0) na receção ao Fabril do Barreiro. De resto, entre os primeiros cinco classificados só o Sesimbra – ganhou 4-0 ao Amora B (próximo adversário dos setubalenses) – conseguiu sair vitorioso.
Tal como o treinador Paulo Martins já tinha alertado na antevisão, o embate no Juncal, reduto do conjunto da Moita, antevia-se difícil. Além de terem de jogar em piso sintético, o Moitense já tinha dado provas de ser um oponente complicado como atestaram os 2.º e 3.º classificados, Olímpico do Montijo e Sesimbra, que tinham perdido 3-0 e 2-0, nas jornadas 12 e 10, respetivamente.
No jogo na Moita, em relação ao duelo da semana anterior frente ao Cova da Piedade, o treinador Paulo Martins optou por repetir o onze que tinha vencido os piedenses, no Estádio do Bonfim, por 3-0. Pardana, Diogo Isnard, Odilon, Farrim, Heta, China, Diogo Conceição, João Delgado, Leo Chão, Bruninho e Catarino foram os titulares no Juncal Desportos, recinto que registou uma enchente.
Do lado do emblema da Moita, o treinador Hugo Ferreira, que na ronda passada viu a sua equipa empatar (1-1) no reduto do Amora B, escalou o seguinte onze para defrontar os setubalenses: João Crespo, Mário Costa, Paulo Arsénio, Roberto Lopes, Diogo Silva, Gonçalo Laurindo, Denilson Silva, Leonardo Leiro, Pedro Oliveira, Martim Cardoso e Guilherme Hernandez.
O líder do campeonato entrou melhor na partida e teve as primeiras aproximações à baliza defendida pelo guarda-redes do Moitense. As ocasiões em que os homens da frente de ataque vitoriana visaram a baliza não conseguiram ser eficazes. Depois de 20 minutos de ascendente dos forasteiros, os anfitriões conseguiram equilibrar as operações e começaram a aproximar-se da área defendida por Pardana.
O avançado Martim Cardoso começou a ganhar protagonismo na fase em que o Moitense começou a criar maiores dificuldades à defesa sadina. À passagem dos 30 minutos, o melhor marcador do emblema da Moita (13 golos à entrada para a jornada atual) confirmou as suas credenciais ao inaugurar o marcador num lance em que a defesa vitoriana não está isenta de culpa. Depois de ganhar posição ao lateral Heta, o atacante surgiu na cara de Pardana e rematou com êxito para o 1-0.
Surpreendidos pelo golo do Moitense – conjunto que já tinha na presente época vencido o Olímpico do Montijo (2.º classificado) por 3-0 –, os comandados de Paulo Martins procuraram ainda antes do intervalo chegar, sem sucesso, ao golo da igualdade. Além do desacerto dos jogadores sadinos na finalização, a coesão dos homens da casa no setor mais recuado mantiveram a vantagem no marcador até o árbitro apitar para o descanso.
Reação surte efeito no último fôlego
No arranque da segunda parte, o timoneiro da formação de Setúbal fez a primeira substituição no jogo, lançando o veterano Marco Véstia (39 anos) para a frente de ataque preterindo do defesa Farrim. Poucos minutos depois do reatamento, os vitorianos fizeram mais duas mexidas com as entradas de Tiago Nunes (regressou após cumprir três jogos de castigo) e Walter Sá para os lugares de Heta e Diogo Isnard, respetivamente.
As mudanças não tiveram efeitos práticos imediatos no resultado, uma vez que o Moitense não permitiu que os vitorianos chegassem ao golo, apesar de estarem mais balanceados no ataque. A quarta substituição dos verdes e brancos foi efetuada perto da meia hora da segunda parte quando Marouca, um mês depois de ter atuado pela última vez, voltou à competição, entrando para o lugar de Catarino.
Na reta final, com os nervos à flor da pele em ambas as equipas – uma a tentar chegar a vantagem de 1-0 e outra a tentar chegar ao golo que evitasse a derrota –, o moitense Martim Cardoso e o vitoriano Tiago Nunes foram expulsos depois de um desentendimento que foi alvo de sanção disciplinar pelo árbitro, aos 88 minutos.
Com as equipas reduzidas a 10 elementos, o Vitória, que já vinha na reta final do jogo a estar claramente sobre o adversário e a justificar o golo, foi premiado por nunca ter desistido de o procurar. Aos 90+7 minutos, o experiente Bruninho correspondeu, de cabeça, a um cruzamento vindo da esquerda, fazendo o 1-1 final que pôs em festa as centenas de adeptos vitorianos que estiveram ao lado da equipa na Moita.