Francisco Alves Rito: “Vitória quer e tem no seu projeto a ambição de subir todos os anos”

Francisco Alves Rito: “Vitória quer e tem no seu projeto a ambição de subir todos os anos”

Francisco Alves Rito: “Vitória quer e tem no seu projeto a ambição de subir todos os anos”

Francisco Alves Rito (segundo a contar da direita) ladeado pelo treinador Paulo Martins (à direita) e pelos autarcas Maria das Dores Meira e Paulo Maia (à esquerda)

O Vitória cumpriu junto da FPF todas as fases do processo de licenciamento para participar no Campeonato de Portugal.

Assumiu a presidência do clube em março de 2025 e daí para cá celebrou duas subidas de divisão consecutivas (da II à I distrital e da I ao Campeonato de Portugal). Esperava conseguir dois títulos em tão pouco tempo?

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No futebol nunca podemos dizer que ‘esperávamos’ porque o futebol não é uma ciência exata. A expressão mais adequada é ‘desejávamos’ que assim fosse e fizemos por isso. Criámos um orçamento e as condições necessárias para que estes objetivos pudessem ser alcançados.

E quanto a garantir o troféu de campeão quando ainda faltam realizar quatro jornadas?

Creio que podemos dizer que também correu conforme desejávamos. Tínhamos pensado em construir um plantel que nos desse todas as garantias de subirmos de divisão e de sermos campeões. Creio que este campeonato mostrou que o Vitória foi, de longe, a maior equipa da competição e que o título é inteiramente justo. Não surpreende que o título seja conquistado quatro jornadas antes do final do campeonato.

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Qual o segredo do sucesso?

O sucesso resulta de um conjunto de fatores, mas talvez o principal deles seja uma estrutura conhecedora do futebol. O Vitória é um clube com tradição. Sabe estar no futebol e sabe disputar campeonatos. Aliás, desportivamente, é bom lembrar que o Vitória não desceu da I Liga nem aos distritais. Foram despromoções administrativas e a conquista deste campeonato, assim como do anterior, é apenas fruto do ‘know-how’ que o Vitória tem do futebol. Temos uma estrutura constituída por pessoas tão conhecedoras, desde o diretor desportivo (Carlos André), a todos os membros da estrutura do futebol, que souberam construir o melhor plantel e usar da melhor forma o orçamento que foi colocado à disposição do Departamento de Futebol para esta época que está a terminar. Nesse aspeto também houve um esforço significativo. O Vitória conseguiu garantir um orçamento para este ano desportivo acima de qualquer uma das equipas do seu campeonato.

Na próxima época, nas provas nacionais, as dificuldades serão maiores e tem de haver um reforço no investimento…

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Estamos conscientes disso, que é preciso um orçamento substancialmente maior, e estamos a trabalhar nesse sentido. Contamos ter recursos suficientes para construirmos um plantel que nos dê garantias de podermos novamente lutar por um lugar de promoção, neste caso à Liga 3. Esse é um objetivo que já está definido ‘a priori’. O Vitória quer e tem no seu projeto a ambição de subir todos os anos, e, portanto, do Campeonato de Portugal para a Liga 3 não é diferente. O nosso objetivo genérico é esse, é lutar pela subida, e vamos construir um plantel de acordo com essa meta que já fixámos.

Que garantias tem de que o Vitória vai ter a sua participação no Campeonato de Portugal aprovada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF)?

O Vitória cumpriu todas as fases do processo de licenciamento, concluiu tudo o que é a sua obrigação dentro dos prazos, e agora aguardamos serenamente a decisão da Federação Portuguesa de futebol. É à FPF que cabe decidir e o anúncio será feito dentro dos ‘timings’ que são conhecidos, portanto não é possível haver nenhuma informação antes disso. O que sabemos é que fizemos o nosso trabalho e agora aguardamos serenamente e com toda a confiança o anúncio oficial por parte da Federação.

No último jogo estiveram quase cinco mil pessoas no Estádio do Bonfim a assistir ao jogo do título (triunfo 2-1 com Alfarim). Quão importantes foram os adeptos nesta caminhada?

É na força dos adeptos e da massa associativa que se assentam as receitas e recursos de que o clube precisa para poder depois disputar os campeonatos onde estiver. O Vitória tem 10 mil associados que pagam as suas quotas e assistem aos jogos em casa. Os registos que há estão acima da média da I Liga e é isto que nos dá capacidade financeira e não só, para podermos encarar a progressão do Vitória até à I Liga com toda a confiança.

O projeto imobiliário previsto para o Bonfim é visto como fulcral para a viabilidade do clube. Qual o ponto da situação sobre o mesmo?

É muito importante que estes projetos extraordinários, assentes no imobiliário, sejam concluídos porque deles depende o saneamento financeiro e o relançamento também desportivo do Vitória. As coisas estão encaminhadas, estamos a trabalhar nos últimos pormenores de soluções a apresentar aos associados. No entanto, há ainda um ou dois aspetos que não dependem de nós e só quando estiverem totalmente concluídos é que poderá ser convocada a Assembleia Geral extraordinária onde serão apresentadas as opções para os associados decidirem. Temos todo o gosto que esta Assembleia extraordinária possa ser feita neste mês de maio, mas nem tudo depende de nós, embora estejamos já a trabalhar nos últimos detalhes. Só poderemos avançar depois de haver coisas definitivas e, portanto, ainda não há certeza absoluta que esta Assembleia seja neste mês de maio. Mas se não for no mês de maio, será certamente no princípio do mês de junho. Certo é que neste mês vamos ter pelo menos uma Assembleia para aprovação do orçamento para a próxima época desportiva.

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