Francisco Alves Rito, presidente do Vitória, assistiu domingo ao empate (1-1) do clube sadino no reduto do Moitense, adversário que só já nos descontos (90+7 minutos), consentiu o golo da igualdade apontado por Bruninho. Questionado no final do encontro sobre o desfecho registado, o dirigente admitiu que, dadas as circunstâncias, o resgate de um ponto foi um mal menor.
“Sofremos um bocado, mas estamos satisfeitos com o resultado. Antes do golo, já estávamos a ver que seria a primeira derrota neste campeonato. Felizmente isso não se confirmou. Face ao que se passou, o empate 1-1 é mais justo do que uma derrota do Vitória”, disse, não hesitando em afirmar que o emblema a que preside foi, no cômputo geral, superior ao Moitense. “Penso que o Vitória jogou mais que o Moitense e merecia ganhar o encontro”.
Nas declarações prestadas no final do jogo à Rádio Voz Desportiva (RVD), Francisco Alves Rito já sabia que a igualdade mantinha os setubalenses na liderança com oito pontos de vantagem sobre o 2.º classificado, Olímpico do Montijo. “Estamos satisfeitos também porque, em termos de classificação, mantém-se tudo igual uma vez que o Montijo também empatou [0-0 na receção ao Fabril do Barreiro] e entretanto já se jogou mais uma jornada do campeonato”.
Ainda sobre o confronto na Moita, o líder dos vitorianos confessa não ter ficado surpreendido com as dificuldades que a equipa sentiu. “Vínhamos preparados, já sabíamos que este jogo com o Moitense ia ser difícil. É preciso lembrar que empatámos num campo em que o Olímpico do Montijo (2.º classificado) perdeu”, vincou em alusão ao triunfo dos moitenses, por 3-0, na 12.ª jornada, realizada a 21 de dezembro de 2025.
Numa análise à partida da 21.ª jornada, o presidente considerou que ambos os golos resultaram de falhas de jogadores. “Estivemos sempre por cima no jogo, o golo do Moitense surgiu na primeira parte na sequência de um erro da defesa do Vitória”, afirmou, referindo que “a justiça foi reposta no final num lance em que o Bruninho marcou aproveitando um erro do guarda-redes” do Moitense.
A finalizar, Francisco Alves Rito disse à RVD que “pelo que fez, o Vitória não merecia perder o jogo” e destacou o facto de, mais uma vez, um recinto em que o clube atuou ter registado uma excelente assistência. “É assim que gostamos de ver os campos e é assim que o futebol tem futuro. É com essa moldura humana, com esta paixão, com esta ‘afición’ que faz sentido continuarmos a lutar pelo futebol português, neste caso, também, no distrito de Setúbal”.