“Equipa adquiriu cultura de vitória e quer estar em todas as decisões”

“Equipa adquiriu cultura de vitória e quer estar em todas as decisões”

“Equipa adquiriu cultura de vitória e quer estar em todas as decisões”

Duas semanas depois de ter vencido (3-2) em Sines no campeonato, a equipa volta a bater o Vasco da Gama, desta vez por 2-1, na Taça AFS ‘Joaquim Sousa Marques’. Que análise faz ao jogo que garante a presença do Vitória nas meias-finais da competição?


Em primeiro lugar, quero voltar a agradecer a presença dos adeptos no estádio, que são sempre importantes para empurrar a nossa equipa para a frente. Quanto ao jogo, entrámos bem e fortes e podíamos ter resolvido o jogo logo nos primeiros minutos. Tínhamos a noção que o Vasco da Gama iria ser diferente do jogo de há duas semanas ao apostar mais nas transições. Sabíamos que tínhamos que aproveitar muito o jogo lateral, porque o Vasco é forte no corredor central. Acabámos por chegar ao golo (19 minutos) com naturalidade depois de não termos conseguido finalizar três ou quatro oportunidades que tivemos.

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Volvidos dois minutos, o adversário fez o 1-1…


Sim, numa desatenção nossa, acabámos por sofrer o empate, na sequência de uma perda de bola em que estávamos desposicionados. Após o 1-1, a equipa manteve sempre o foco e, na segunda parte, penso que fomos muito superiores com as alterações que fizemos. Chegámos ao golo aos 84 minutos e acho que voltámos a ganhar com inteira justiça, porque na segunda parte fomos muito superiores ao Vasco da Gama, que ainda procurou no futebol direto e nas bolas paradas causar-nos alguns problemas.


Tal como tem sucedido em vários jogos ao longo da época, a equipa voltou a desperdiçar muitas ocasiões de golo. Que razões encontra para explicar esse facto?

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Nos treinos finalizamos bem, acho que temos de estar mais concentrados. Temos de trabalhar mais, continuo a dizer que todos os dias o nosso compromisso é trabalhar mais ainda. Para sermos mais eficazes, temos de continuar naquilo que é a nossa ideia. Já levamos 16 jogos feitos para o campeonato, e muitos na taça, e criamos muitas oportunidades de golo. Continuar a trabalhar é a única saída.


Volto a frisar que estes jogadores são enormes. Com todas as condicionantes que temos, como irmos treinar fora do Bonfim – como aconteceu na semana antes deste jogo – para termos o relvado em condições, obriga a um esforço suplementar. Num plantel em que os jogadores trabalham, chegam a casa e vão para o treino… há jogadores que chegam a casa às 00:30H ou 01:00H a casa e têm de ir trabalhar daí a umas horas outra vez. Sei que isto também acontece noutros clubes, mas só posso falar pela minha equipa.


A juntar a isso há ainda as várias lesões que têm afetado o plantel…

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É verdade, lesões e castigos. Tivemos o Bruninho de fora neste jogo porque cumpriu agora o castigo. O Marco Véstia tem tido algumas lesões e ficado de fora por períodos mais longos, o Farrim também tem vindo a entrar, mas ressente-se e volta a sair. O Marouca tinha saído da equipa por lesão, voltou agora a sair magoado numa altura em que já não podíamos fazer mais substituições. Vamos agora vez como evolui a sua condição. Apesar de todas as contrariedades, o grupo é muito forte e comprova-o no balneário, mostrando que tem capacidade para superar estas situações.


Depois de cumprir castigo, o Bruninho vai estar disponível no próximo jogo, mas há vários atletas que vão ficar de fora nas próximas jornadas pelo mesmo motivo.


É mais uma contrariedade, não vamos poder contar com o Odilon, Tiago Nunes e o Rodrigo Gomes, mas faz parte daquilo que é uma época. Por essa razão, temos um plantel mais vasto, acreditamos em todos, até mesmo naqueles que têm jogado menos. Temos um processo delineado e pensamos que as coisas estão a correr bem. A equipa conseguiu adquirir cultura de vitória e quer estar em todas as decisões, quer seja na Taça quer seja no campeonato. É muito importante a equipa querer ganhar e fazer tudo para ganhar, mesmo quando há dias em que a bola bate na trave e não entra.


Depois de terem jogado os últimos jogos da Taça em Setúbal, já sabe que a sua equipa vai atuar fora de casa nas meias-finais. Como vê esse facto [n.d.r.: o adversário será o Lagameças que afastou o Barreirense nos quartos-de-final]?


Primeiro olhamos para o campeonato e só depois pensaremos na Taça. No entanto, independentemente do adversário que tivéssemos pela frente, o Vitória tem que entrar em todos os campos com a ideia de ganhar e de certeza que o nosso oponente (Lagameças, da 2.ª divisão) também vai fazer tudo, para estar presente na final.

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