8 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Golo madrugador do Casa Pia elimina Vitória da Taça de Portugal

Tento da equipa da I Liga foi marcado por Yan Eketi que beneficiou de um desvio no defesa sadino Pedro Machado

 

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O Vitória disse adeus à edição 2022/23 da Taça de Portugal ao perder, no Estádio do Bonfim, por 1-0, com o Casa Pia, equipa sensação da I Liga que segue na 5.ª posição da prova. Na partida que marcou, dois meses depois, o regresso de adeptos às bancadas do Bonfim, estádio que teve os últimos dois jogos à porta fechada, o golo que decidiu o jogo surgiu aos três minutos, momento em que, bafejado pela sorte, Yan Eketi beneficiou de um desvio num defesa sadino para fazer o tento que decidiu o jogo.

Apesar da diferença de escalões, o Vitória, 10.º classificado da série B da Liga 3, nunca mostrou ter complexos de inferioridade em relação ao oponente que teve de suar as estopinhas para seguir para os quartos-de-final. Sobretudo pelo que fez na segunda parte, já com Zequinha em campo, o Vitória poderia ter levado o jogo para o prolongamento. Tal só não aconteceu porque Ricardo Batista – guardião nascido em Setúbal que acabou expulso após o apito final por ter feito gestos provocatórios aos adeptos na bancada –  esteve em evidência a travar remates perigosos de Rodrigo Pereira e Zequinha.

Na partida que marcou, dois meses depois, o regresso de adeptos às bancadas do Bonfim, estádio que teve os últimos dois jogos à porta fechada, o treinador Luís Loureiro fez cinco mexidas no onze em comparação com a partida de sábado, da Liga 3, com o Sporting B. David Santos, José Semedo, Pedro Pinto, Diogo Sequeira e Rodrigo Pereira renderam Tiago Melo, Mário Mendonça, Lucas Marques, Daniel Carvalho e Zequinha.

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Já Filipe Martins, técnico do conjunto lisboeta, promoveu meia-dúzia de alterações no onze casapiano em relação ao empate (0-0) registado no fim-de-semana, na I Liga, com o FC Porto. João Nunes, Léo Bolgado, Eduardo Ferreira, Baró, Yan Eteki e Rafael Martins foram os homens que ocuparam as posições desempenhadas por Fernando Varela, Zolotic, Ângelo Neto, Lucas Soares Clayton e Kunimoto na ronda passada.

Ainda alguns espectadores ocupavam o seu lugar no estádio e já o Casa Pia celebrava o golo que inaugurou o marcador. Aos três minutos, com alguma sorte à mistura, os forasteiros adiantaram-se no marcador por intermédio do médio camaronês Yan Eketi, que rematou em zona frontal e beneficiou de um desvio no defesa sadino Pedro Machado que acabou por trair o guarda-redes Leonardo Ferreira.

A perderem por 1-0 na primeira vez que o oponente visou a baliza, a equipa treinada por Luís Loureiro, que comandou pela primeira vez a equipa numa partida realizada em Setúbal, reagiu bem ao golo encaixado, aproximando-se da área contrária. Aos oito minutos, numa jogada bem desenvolvida no ataque, José Varela colocou em sobressalto a baliza defendida pelo Casa Pia.

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A formação de Pina Manique, que é a grande sensação da I Liga, prova em que ocupa a quinta posição e tem a terceira melhor defesa, fez valer os seus argumentos controlando o jogo no primeiro tempo. Mesmo sem criar ocasiões de golo flagrantes, os ‘gansos’ ameaçaram algumas vezes a baliza dos da casa. Exemplo disso foram os remates de Romário Baró e Saviour Godwin, aos 20 e 22 minutos, que erraram o alvo.

Já depois de um período em que nenhuma das equipas levou perigo às áreas, o Vitória, aos 37 minutos, dispôs de uma boa oportunidade para chegar ao golo. Após canto cobrado na esquerda por Pedro Pinto, Malam Camará e François, no interior da área de baliza, falharam remate que poderia ter levado perigo à baliza defendida por Ricardo Batista, guardião formado na ‘cantera’ sadina.

Numa primeira parte marcada pelas escassas ocasiões de golo, o Casa Pia chegou ao intervalo a vencer por 1-0 graças a um golo em que a sorte esteve do seu lado. Apesar da diferença de escalões e de os setubalenses atravessarem uma má fase na Liga 3, competição em que não ganham há sete jornadas, a equipa teve alguns bons momentos, faltando apenas ser mais assertiva nas zonas de finalização.

No arranque do segundo tempo, o treinador Luís Loureiro abdicou do capitão José Semedo (que já tinha sido admoestado com cartão amarelo, aos 35 minutos) e lançou o avançado Zequinha com o objectivo de dar acutilância ao ataque. Aos 52 minutos, o esquerdino David Santos cobrou um livre que só não originou males maiores ao Casa Pia porque o guardião Ricardo Batista estava atento e segurou a bola.

O Casa Pia respondeu volvidos seis minutos por Rafael Martins, avançado que também já tinha no passado envergado a camisola vitoriana. O brasileiro recebeu a bola de um colega, mas, para felicidade sadina, não teve a pontaria que pretendia, levando o remate desferido a passar muito por cima da trave de Leonardo Ferreira.

A postura dos vitorianos na segunda parte foi uma prova inequívoca de que o intervalo fez bem aos jogadores. Aos 64 minutos, naquela que foi a melhor oportunidade até aí para chegar ao golo, Rodrigo Pereira, na cara de Ricardo Batista, rematou de primeira e viu o guarda-redes casapiano evitar a igualdade. O lance galvanizou os sadinos, que, aos 68, só não marcaram porque o guarda-redes dos lisboetas fez uma estirada a evitar o golo de Zequinha. Aos 74, o avançado visou de meia distância a baliza, mas o desfechou foi igual ao lance anterior.

Até ao final, apesar dos esforços que fizeram, os verdes e brancos não conseguiram chegar ao golo que lhes permitisse empatar e levar o jogo para prolongamento. O treinador Luís Loureiro, que aos 90+1 reclamou grande penalidade por eventual mão na bola de um defesa contrário, lançou vários atletas de cariz ofensivo na equipa, mas a realidade é que o Casa Pia fez valer a boa organização para segurar a vantagem a que tinham chegado logo nos primeiros minutos do encontro.

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