1 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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“Temos uma equipa profissional que trabalha tanto ou melhor que algumas da Liga BPI”

A equipa está apurada para os quartos-de-final da Taça de Portugal e também para disputar a fase de apuramento do campeão da 2.ª divisão nacional.   

 

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A Racing Power Football Club está a causar furor no futebol feminino nacional não só por aquilo que já fez na sua curta existência [desde Julho de 2020] mas também por aquilo que está a fazer esta época.

Comandada por João Marques, ex-treinador do SL Benfica e SC Braga, a equipa da margem sul do Tejo garantiu recentemente o acesso à fase de apuramento do campeão nacional da 2.ª divisão e agora conseguiu um autêntico brilharete na prova rainha do futebol português, ao eliminar duas equipas da Liga BPI; o Torreense e o Valadares Gaia.

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Apurada para os quartos-de-final juntamente com Benfica, SC Braga, Clube Albergaria, Famalicão, Damaiense, Amora e Sporting, a Racing Power é a única equipa da 2.ª Divisão ainda em competição sendo considerada para já a grande sensação da prova, pormenor que o presidente do clube, Nuno Painço, desvaloriza porque “a equipa é profissional” e “foi contratada para ter êxito”.

Nesta entrevista, Nuno Painço fala de um projecto devidamente sustentado que tem objectivos bem definidos mas revela também algumas críticas em relação ao formato das competições femininas que no seu entender “são pensadas para favorecer as equipas da Liga BPI”.

 

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“Para nós é normal o caminho que estamos a fazer”

 

A RPower voltou a eliminar um adversário da Liga BPI, desta vez em casa do adversário. Considera que está a ser a grande sensação da prova?

Penso que não deveremos dizer sensação porque sabemos daquilo que somos capazes e quem fomos contratar para termos êxito. Temos uma equipa que poderia estar a jogar na LIGA BPI. Por isso digo que sensação não, mas sim muita preparação, trabalho e responsabilidade.

 

Apesar de ser uma equipa da divisão secundária tem-se conseguido impor a equipas da divisão superior. Como tem sido possível?

Foi como disse anteriormente, fomos contratar um treinador com provas dadas, muito trabalhador e rigoroso que defende a sua entidade patronal com unhas e dentes e as atletas sabem disso. Temos uma equipa completamente profissional que trabalha tanto ou melhor que algumas equipas da Liga BPI. Por isso, para nós é normal o caminho que estamos a fazer.

 

A FPF só pensa em números

 

A equipa está nos quartos-de-final, acredita que pode ir mais longe?

O formato da prova não está preparado para que equipas da segunda ou terceira divisão estejam ainda a disputar a prova que é pensada para favorecer as equipas da Liga BPI. Senão vejamos, existe alguma justificação para que as equipas da liga BPI não joguem entre elas na eliminatória anterior? Mais uma vez digo. A FPF só pensa em números e os números estão na Liga BPI, como as jogadoras para a selecção “A” estão na Liga BPI. A questão não é saber se podemos ir mais longe. Além de ter que se ter competência para ir ganhando, tem de se ter sorte no sorteio. Essa é uma questão que não nos tira do foco que está bem definido neste grupo de trabalho. Agora vou percebendo quando os presidentes dos clubes mais pequenos se manifestam que são sempre prejudicados quando jogam com os grandes. Na Taça está a prova as equipas da 2.ª e 3.ª divisão são sempre prejudicadas quando jogam com as da Liga BPI, sentimos isso na pele este fim-de-semana. É mau de mais que tudo vá evoluindo no futebol feminino menos as equipas de arbitragem.

 

Quatro equipas “B” na fase de campeão é um absurdo

 

No campeonato já são conhecidas as equipas que vão disputar a segunda fase. A RPower assume-se como candidata?

Desde que iniciámos este projecto nunca fugimos das nossas responsabilidades e em cada campeonato que entramos [na 3.ª ou 2.ª divisão] assumimos sempre a nossa candidatura não só para subirmos de divisão, mas também para sermos campeões nacionais e este ano não será diferente. Mesmo com quatro equipas “B” a disputar a fase de campeão, que é um absurdo, porque podem fazer a gestão entre equipa “B” e “A” [e sabemos que vão fazer], mas estaremos atentos. Não será isso que vai tirar o sono ao nosso treinador e às atletas. No fim a melhor equipa será campeã sem jogos de bastidores, mas que é uma prova que fica completamente desvirtuada isso fica e, mais uma vez digo, em favor dos clubes com mais expressão no futebol português.

 

Há algo mais que queira acrescentar?

Dizer que acreditamos muito no nosso projecto. Estamos a fazer o nosso caminho etapa a etapa e poderemos fazer história no futebol feminino. Estamos junto de algumas entidades a tentar criar melhores condições para jogar a fase de campeão em campo relvado. É uma prenda de Natal que queremos dar a este grupo de trabalho. Não somos um clube de exigir nada que não seja possível concretizar. Sabemos que com vontade, bom senso e responsabilidade tudo pode acontecer.

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