5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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“Devemos unir forças porque o Vitória está acima de todos os interesses e egos”

Presidente Carlos Silva reitera que o objectivo para 2022/2023 “continua a ser a subida à Liga 2”

 

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Eleito em Dezembro de 2020, o presidente Carlos Silva, que gostaria de ver o clube mais apoiado pelas forças vivas da cidade, apela à união dos sócios para levar o Vitória a atingir a meta traçada.

Em Dezembro completa dois anos na presidência do Vitória Futebol Clube. Que balanço faz do período em que está em funções?

Não foi um período fácil, que divido em dois momentos, um primeiro até à entrada do Hugo Pinto e um outro após a sua entrada. Relembrando que após a nossa tomada de posse em 29 de Dezembro de 2020, período antecedente à entrada do Hugo Pinto, tivemos apenas uns dias (muito poucos) para impedir a possível extinção da SAD, o que consequentemente provocaria a possível extinção do Clube, da forma como o conhecemos. Claro que as situações se prendiam com as enormíssimas dificuldades financeiras, com os salários em atraso, quer no Clube quer na SAD e que poderia levar à debandada dos jogadores profissionais.

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A experiência que teve neste segundo ano de mandato foi mais tranquila do que no primeiro? Porquê?

Claro que o segundo ano do mandato foi com um pouco mais de tranquilidade, mas o Clube ainda não está numa fase de quietude, ainda tem muito e árduo trabalho pela frente.

Consegue eleger a maior dificuldade que teve até agora?

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O Vitória continua com muitas dificuldades e vou continuadamente a referi-lo, como alerta, pois infelizmente manter-se-á ao longo de muitos anos porque o “acumulado”, assim o obrigará. No entanto, a maior dificuldade é sem sombra de dúvidas a financeira, pois sem dinheiro, infelizmente não se consegue viver.

Em termos financeiros, como caracteriza a situação do Vitória neste momento?

Por mais voltas que se dê voltamos sempre a um ponto crucial e básico de vivência ou de sobrevivência, como se queira entender, quer para o Vitória, até podendo dar como exemplo cada um de nós, se não conseguirmos pagar as nossas despesas correntes, infelizmente não se consegue “viver” ou vive-se com muitas dificuldades. A situação actual do Vitória em termos financeiros caracteriza-se pela mesma linha de orientação atrás referida, embora se vá cumprindo com as obrigações, algumas vezes com atrasos, pois as receitas/quotização não cobrem as necessidades do dia-a-dia. Por estas razões a necessidade de se procurar angariar novos associados, com campanhas e a renumeração, que não tendo sido efectuada em 2020, pela pandemia, o fazer-se agora, como deverá ser compreendido por todos, como uma necessidade benéfica para o Clube.

Como Presidente do Clube e da SAD, como caracteriza actualmente a sua relação com o investidor Hugo Pinto?

É uma relação muito cordial e só assim poderá e deverá continuar, pois a intenção desde o primeiro momento, das duas partes, é de que Clube e SAD sejam o Vitória Futebol Clube, sem, no entanto, se esquecer que a SAD tem um investidor maioritário e consequentemente o seu poder decisório.

Além da aprovação das contas e do orçamento para 2023, em sua opinião quais as principais conclusões que saíram da Assembleia Geral de 31 de Outubro?

Para além da aprovação das contas e orçamento que os sócios verificaram espelhar o que foi a realidade contabilística do Clube na época 2020/2021 e das necessidades para o próximo ano/época, aprovou-se também três artigos dos Estatutos de que há muito se falava e se entendiam como essenciais para a transparência necessária nos momentos eleitorais.

O presidente da MAG afirmou que as alterações estatutárias aprovadas deixam o “Clube mais protegidos nos próximos processos eleitorais”, concorda que era urgente fazê-lo? Porquê?

Era urgente e recuperando actos eleitorais anteriores, foi evidente a forma como “apareceram” centenas de novos sócios, que o deixaram de o ser logo após a eleição, numa clara demonstração das suas intenções. No entanto, refira-se que foi apenas possível, pela “lacuna” nos estatutos. Com as alterações aprovadas tais situações estão completamente blindadas.

Em sua opinião, quais os pontos que é necessário ainda rever nos estatutos? Quais as prioridades?

A partir de agora e com esta alteração pontual, mas necessária e urgente deverão os Estatutos ser revistos na sua plenitude, embora em minha opinião, muitos dos seus artigos estão ainda hoje actuais. O trabalho está praticamente feito, com três propostas entregues. Os Novos Corpos Sociais do Clube terão a tarefa simplificada e decerto encetarão os devidos procedimentos para a sua aprovação.

Estiveram presentes na AG (Assembleia-Geral) 112 sócios. Considera que existe um afastamento dos associados em relação ao quotidiano do Clube?

Infelizmente, existem AG’s de efectiva fraca afluência, mas desde sempre, não se conseguindo entender as razões, sendo que as opiniões divergem nas suas causas. Mas gostaria, aproveitando o momento, de realçar e apelar à presença nas AG’s.

Como explica a fraca afluência, tendo em conta a dimensão de um Clube como o Vitória?

É claro que o Vitória pela sua grandeza deveria ter AG’s mais participativas pois são nestas que se implementam e deliberam todos os assuntos de relevância para o Clube. Mais uma vez, referindo que as opiniões são divergentes nas razões de ausência, mas qualquer que seja a razão, a não ser por impedimentos necessários, nunca se entenderá o afastamento nos momentos mais importantes para o Clube e novamente apelo aos associados para a necessária presença em AG.

O Clube anunciou recentemente que vai proceder à renumeração da lista de associados. Qual a importância dessa actualização?

Esta actualização/renumeração servirá não só para se perceber da actual realidade associativa do Clube como para possibilitar a angariação e a recuperação de associados. Lembrando que a última actualização foi efectuada em 2017, por não ter sido em 2015, e em 2020, devido à pandemia, também não foi possível.

Desportivamente quais as metas que deseja ver atingidas pela equipa de futebol profissional em 2022/2023?

Como Vitoriano a resposta é fácil, mas o seu objectivo, infelizmente, não depende só da vontade ou do desejo, existem muitas outras condicionantes em que o futebol é fértil e por vezes foge ao controlo do trabalho planeado. Mas o meu desejo vai ao encontro do que desde o primeiro instante se disse que é colocar o Vitória no seu lugar por direito, que é a Liga 1 e por consequência a meta/objectivo para 2022/2023 continua a ser a subida à Liga 2.

Sempre esteve próximo do andebol e das modalidades amadoras do Clube. Quais os seus objectivos extra-futebol no Clube?

O Vitória tem neste momento cerca de 1.800 atletas divididos pelas mais diversas modalidades, na sua grande maioria jovens aos quais procuramos criar condições mais favoráveis para o seu desenvolvimento motor e intelectual, incentivando-os a conviver em grupo. No fundamental transmitir um conjunto de ferramentas que contribuam para o desenvolvimento enquanto indivíduos. Nesta premissa substitui-se o Vitória ao próprio Estado. O histórico do andebol do Vitória obriga-nos a olhar para esta modalidade com outra visão, até porque neste momento é a principal equipa do Clube e compete no principal campeonato da modalidade. Os jogos disputados no Pavilhão Antoine Velge propiciam um ambiente apaixonante onde o ser Vitória não se explica…sente-se. Por estas razões a intenção é potenciar todas as modalidades e consequentemente o eclectismo do Clube.

Como classifica neste momento as relações entre o Clube e a Autarquia? Considera que poderia existir uma proximidade e colaboração maiores do que existe neste momento?

As relações com a Autarquia mantêm-se muito próximas, como sempre têm sido. Certo será que o Vitória, pelas suas necessidades e por ser o expoente máximo a nível desportivo da cidade, gostaria de poder ter mais apoio, mas volto a frisar que as relações são de enorme proximidade. Como pela mesma linha de opinião também as restantes forças “vivas” da cidade de Setúbal ainda tem muitas empresas que poderiam e deveriam ser parceiras do Vitória.

O Vitória celebra mais um aniversário, qual o estado de espírito do presidente por ocasião da celebração dos 112 de vida do Clube?

É um estado de espírito do dever cumprido, pois não deverá ser esquecido que o nosso objectivo, quando avançámos para as eleições, em Dezembro de 2020, era para tentar salvar o Vitória e é certo que hoje estamos a celebrar 112.º aniversário. O que gostaria o presidente de receber de presente neste 112.º aniversário? Gostaria de receber dois presentes: a subida de divisão e uma decisão favorável, que continuo a acreditar, no processo administrativo da descida do Vitória. Que mensagem deixa aos vitorianos? Muito teria para dizer, mas vou resumir: gostaria de transmitir aos associados que o objectivo deverá ser comum a todos, é o pensamento no Vitória, e para a persecução deste objectivo deveremos unir forças porque só com união se poderá atingi-lo. O Vitória está acima de todos os interesses e egos.

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