4 Dezembro 2022, Domingo
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Bonfim transborda de insatisfação depois de derrota por 3-5 com o Real

Adeptos pedem demissão de treinador Micael Sequeira, que não compareceu na sala de imprensa no final do jogo

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Depois de perder (3-0) com a Académica na jornada anterior da série B da Liga 3, o Vitória confirmou este domingo o péssimo momento que vive no campeonato ao perder, por 3-5, no Estádio do Bonfim, com o Real Sport Clube, em partida da nona jornada. Insatisfeitos com o resultado e o desempenho da equipa, os adeptos apuparam a equipa e exigiram a demissão do treinador Micael Sequeira, que não compareceu no final do jogo na sala de imprensa.

O conjunto setubalense, que chegou ao intervalo com uma igualdade (1-1) com golos de Zequinha (42 minutos) e Ibrahim (44), voltou a evidenciar as fragilidades defensivas que fazem da equipa a defesa mais permeável da prova (21 golos sofridos em nove jogos). Exemplo dessa fragilidade foi o 1-2 dos forasteiros, que operaram a reviravolta no marcador por Pedro Farrim, aos 51 minutos.

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Os vitorianos responderam e, entre os 72 e 74 minutos, voltaram para a frente do marcador graças a um bis de Grabriel Lima. Quando tudo parecia encaminhar-se para o triunfo dos da casa, Diogo Castro, aos 85, fez o 3-3 para o Real, que, já em tempo de compensação, conseguiu fazer mais dois golos – Paulinho de grande penalidade (90+3) e Gonçalo Agrelos a finalizar um contra-ataque (90+6) – que deixaram em polvorosa os adeptos que não esconderam a sua ira no final do jogo.

O treinador Micael Sequeira voltou a seguir a máxima de “em equipa que ganha não se mexe”, apostando no mesmo onze que na passada quarta-feira ganhou ao Pêro Pinheiro na Taça de Portugal. Rafael Alves, Tiago Melo, Luís Pedro, Lourenço Henriques, Mário Mendonça, Malam Camará, José Semedo, Lucas Marques, José Varela, Zequinha e Camilo Triana foram titulares num jogo em que Leonardo, David Santos, Pedro Pinto, Diogo Sequeira, Daniel Carvalho, Vitinho, Kamo Kamo, Gabriel Lima e Rodrigo Pereira foram suplentes.

Mais dinâmicos nos primeiros minutos de jogo, os sadinos foram os primeiros a visar a baliza contrária num livre directo apontado por Lucas Marques na esquerda, aos seis minutos. O remate traiçoeiro do brasileiro criou problemas ao guarda-redes Iuri Miguel que fez uma defesa incompleta.

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Depois do susto, o Real reagiu e tirou partido do nervosismo sadino, que passou por muitas dificuldades até à meia-hora de jogo, período em que a baliza de Rafael Alves foi várias vezes ameaçada. Aos 12 minutos, Marcos Barbeiro rematou de fora da área para defesa do guardião dos setubalenses, que só não sofreu golo no minuto seguinte porque o árbitro Sérgio Jesus assinalou falta atacante num lance em que Bruno Almeida introduziu a bola na baliza.

Numa altura em que já se sentia a insatisfação dos adeptos nas bancadas pela fraca qualidade do futebol dos vitorianos, o Real dispôs de uma ocasião soberana para marcar. O cronómetro assinalava 24 minutos quando, após cruzamento de Marcos Barbeiro na direita, Zack Blackwell cabeceou ao lado do poste direito originando muitos assobios para a equipa comandada de Micael Sequeira.

Com o objectivo de mudar o estado de coisas, o timoneiro dos sadinos prescindiu, aos 27 minutos, de Lucas Marques no meio-campo e lançou Gabriel Lima na frente de ataque. Logo no minuto seguinte, o Vitória provocou perigo junto da área contrária. Na cara do golo, José Varela desviou sobre a trave, após cruzamento de Zequinha na esquerda e, aos 30, foi a vez de Camilo Triana fugir na esquerda e rematar colocado muito perto do poste esquerdo.

Aos 38, o Real respondeu por Zack Blackwell que rematou cruzado na esquerda ao lado do poste direito. Aos 42 minutos, o Vitória beneficiou de uma grande penalidade por falta cometida por Ibrahim sobre Zequinha no interior da área. O próprio avançado encarregou-se da marcação e viu o guardião Iuri Miguel defender para a frente, permitindo a recarga vitoriosa de Zequinha, que fez o 1-0 para os sadinos.

Os festejos vitorianos duraram pouco tempo, uma vez que o Real repôs a igualdade, aos 44 minutos, num lance de pura inspiração de Ibrahim. O ganês, que tinha cometido o penálti sobre Zequinha, redimiu-se do lance anterior que esteve na origem do 1-0 e, com uma bomba a cerca de 25 metros da baliza, não deu hipóteses de defesa a Rafael Alves, que não conseguiu evitar o 1-1 antes do intervalo.

No arranque do segundo tempo, Micael Sequeira lançou no jogo Daniel Carvalho e Pedro Pinto para os lugares de José Semedo e Camilo Triana. No primeiro lance protagonizado por Pedro Pinto, o médio teve, aos 47 minutos, uma perdida de bradar aos céus. Após cruzamento da esquerda. Mais eficaz foi Pedro Farrim na baliza contrária quando, aos 51 minutos, cabeceou para o 1-2 do Real.

A0s 64 minutos, os sadinos ameaçaram marcar num cabeceamento ao lado de Zequinha, depois de cruzamento de Mário Mendonça da esquerda. Mais eficaz na finalização foi o brasileiro Gabriel Lima que, aos 72 e 74 minutos, bisou permitindo a cambalhota no marcador (3-2) para gáudio dos adeptos presente no estádio. Em ambos os casos, o brasileiro beneficiou de bons lances colectivos do ataque.

Aliás, o maior problema do Vitória 2022/23 não reside no sector ofensivo, mas no mais recuado. Aos 85, Diogo Castro surgiu livre de marcação no interior da área e, depois de cruzamento de Zack Blackwell na esquerda, rematou colocado de primeira para o 3-3 do emblema de Queluz.

Depois da igualdade, o Vitória foi em busca do golo, mas quem marcou foi o Real. Um penálti cometido por Pedro Pinto permitiu que o capitão Paulinho, aos 90+3, fizesse o 3-4 para a sua equipa. Para desespero dos sadinos, o cenário adensou-se ainda mais aos 90+6, altura em que Gonçalo Agrelos, na sequência de um contra-ataque, desfeiteou o guardião Rafael Alves, fixando o resultado final em 3-5 para o Real.

Após o apito final, houve mosquitos por cordas no Bonfim. Numa atitude que os jogadores sadinos consideraram provocatória, o Real festejou e pousou para a posteridade no relvado, levando a uma reacção dos sadinos, que inflamou ainda mais os ânimos, levando mesmo à intervenção da força policial na bancada coberta para pôr fim à confusão que aí se registou por entre gritos de “demissão” que tiveram como alvo o técnico Micael Sequeira, que não está a ter vida fácil em Setúbal.

 

Segunda-feira há sorteio dos oitavos da Taça de Portugal

 

Depois de ter na quarta-feira vencido (1-4) no reduto do Pêro Pinheiro e alcançado o apuramento para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, o Vitória fica esta segunda-feira, a partir das 11 horas, na Cidade do Futebol, a saber quem será o seu opositor na 5.ª ronda da prova rainha. Além de definir os confrontos da próxima ronda, que serão jogados a 10, 11 e 12 de Janeiro, o sorteio irá também definir os encontros das eliminatórias seguintes.

Entre os 16 apurados estão sete da Liga, quatro da Liga 2, três da Liga 3 e dois do Campeonato de Portugal. Arouca, FC Porto, Famalicão, V. Guimarães, Casa Pia, Benfica e Sp. Braga são os representantes da 1.ª Liga; Académico de Viseu, Leixões, Nacional e B SAD formam o quarteto da 2.ª Liga; Lank Vilaverdense e Varzim são juntamente com o Vitória os emblemas da Liga 3 ainda em prova e, do Campeonato de Portugal, Rabo de Peixe e Beira-Mar são os resistentes.

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