8 Agosto 2022, Segunda-feira
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Zequinha e Semedo mostram a mística do Vitória a quem chega ao Bonfim

“Muitos dos que vêm conhecem o nome, mas não sabem o que é estar aqui com esta camisola”, diz o avançado

 

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O médio José Semedo e o avançado Zequinha, capitães do Vitória, representam há vários anos um papel de relevo nos plantéis do clube. O primeiro, de 37 anos, vai cumprir a sua sexta época consecutiva no Bonfim, e o segundo, que tem agora 35 anos e fez toda a sua formação nos sadinos, vestiu a camisola da equipa principal entre 2013 e 2015 e de 2018/19 até ao momento.

A forte ligação que os dois jogadores setubalenses têm ao Vitória e o que representam já levou o novo director desportivo do futebol profissional, Bruno Sousa a reconhecer que ambos desempenham um papel preponderante na equipa que vai em 2022/23 participar na Liga 3. “Para mim, são os jogadores mais importantes da equipa. Conhecem a cultura do clube, têm um passado nele e, se calhar, sentem a camisola de uma forma que mais ninguém sente. Têm um comportamento nos jogos diferente talvez por essa ligação forte que sentem”.

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Questionado por O SETUBALENSE se se sente, com o seu colega e amigo José Semedo, um jogador fundamental para transmitir a mística vitoriana, Zequinha é peremptório, “Somos de Setúbal, criados e nascidos, e sempre fomos vitorianos. Somos dois capitães de equipa, estivemos na I Liga e agora estamos na terceira. Com a nossa experiência e anos de casa, eu e o Semedo, tentamos mostrar o que é o Vitória. Consideramo-nos jogadores importantes por esse aspecto e estamos cá para ajudar e vai continuar a ser assim até nos deixarem”.

Nesta fase da época, o avançado sublinha ainda o acolhimento que é feito pelos atletas com mais anos de casa a quem chega ao Bonfim. “Acolhemos sempre os novos jogadores mostrando-lhes o que é o Vitória. Muitos dos que vêm conhecem o nome, mas não sabem o que é estar aqui com esta camisola. É diferente e a prova disso é que muitos colegas vêm para cá jogar e depois acabam por ficar a viver na cidade. Setúbal puxa-os para ficarem cá”.

Zequinha é de um tempo em que o Vitória foi de forma recorrente falado pelos incumprimentos com os seus profissionais. Instado a partilhar qual a situação actual, o jogador frisa que a realidade é agora muito diferente. “Tem sido totalmente diferente do que passámos. Tivemos as dificuldades que toda a gente sabe. Foi bastante difícil tanto para nós como para as nossas famílias, mas agora o Vitória está num rumo diferente, no caminho certo e não nos falta nada”.

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E acrescenta: “Temos o apoio de toda a gente, da direcção, do presidente e do investidor. Todos trabalham no mesmo sentido para voltar a ver o Vitória FC no mais alto patamar, primeiro a II Liga e depois a I. Como vitoriano e um dos capitães de equipa, sinto-me bastante honrado por saber que todos os dias faço o meu trabalho e há pessoas que não nos deixam faltar nada. Para o jogador de futebol e para as nossas famílias é bastante importante”.

Aos 35 anos, Zequinha assegura que o dia em que vai arrumar as chuteiras é algo que ainda não vislumbra no seu futuro. “Ainda não me passa isso pela cabeça. Sinto-me bastante bem e adquiri muita experiência com a idade, que nos vai trazendo coisas diferentes de quando éramos mais jovens. Já não corro da maneira errada que corria quando era mais novo. Ainda não pus uma meta de quando vou terminar. Enquanto o meu corpo sentir que estou bem, vou continuar”.

 

Guarda-redes e fisioterapeuta dizem adeus ao Bonfim

 

O guarda-redes Petterson Santos, de 19 anos, e o Vitória chegaram a acordo para a rescisão de contrato que ligava ambas as partes, informou o clube. Depois de seis temporadas ao serviço dos sadinos, o guardião, que em 2021/22 já tinha sido emprestado ao Idanhense, do Campeonato de Portugal, fez questão de deixar uma mensagem de agradecimento ao clube na sua conta de Instagram.

“Chegou ao fim um ciclo de 6 anos com este símbolo ao peito. O meu muito obrigado ao Vitória por todos estes anos em que pude vestir esta camisola. Um abraço especial ao (João) Valido, Josué (Duverger) e (Tiago) Neto com quem tive o prazer de trabalhar diretamente nestes ultimos dois anos, sem me esquecer de todos os meus treinadores em especial aos de guarda-redes”, escreveu.

Quem também está de saída do clube é o fisioterapeuta Alexandre Estaca, que integrava o departamento clínico desde 2018. Numa mensagem emocionada partilhada no Instagram, o profissional de saúde anunciou o fim da ligação ao futebol sadino. “Obrigado Meu Vitória. Obrigado pelos últimos 5 anos. Obrigado por me teres dado a oportunidade de crescer dentro de um clube com a tua história”.

E continua: “Obrigado por me teres feito mais homem e melhor profissional. Obrigado por me teres feito sentir casa. Obrigado por me dares coragem em todo o lado, com as vozes das tuas gentes. Hoje saio com a consciência que tudo fiz para te honrar, para respeitar a tua história, as tuas gentes, a tua dimensão e a tua exigência. Saio grato a ti, e a todos aqueles com quem me cruzei. Todos aqueles que por ti lutaram a meu lado. Hoje saio, mas tu não sairás de mim”.

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