18 Agosto 2022, Quinta-feira
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“Treinar o Vitória foi um convite demasiado tentador e aceitei quase por instinto”

Ex-técnico da EFFS (Escola de Futebol Feminino de Setúbal) comanda vitorianas na 3.ª divisão, escalão em que já foi campeão nacional

 

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Ao longo da sua carreira, treinou quase sempre equipas da região. Quão especial é abraçar um projecto como este do Vitória, que tem pela primeira vez uma equipa de futebol feminino?

Treinar o Vitória foi um convite demasiado tentador e aceitei quase por instinto. Uma coisa é treinar os clubes da região e outra é treinar no clube que representa a região em si. É um prazer e orgulho enormes estar a representar o Vitória e, claro, não podia pensar duas vezes em relação a este convite.

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Já treinou em todas as divisões no futebol feminino nacional, desde a Liga BPI (1.ª divisão) até à 3.ª, cujo título já conquistou [ao serviço do Racing Power, em 2020/21]. É esse o objectivo no ano de estreia do Vitória?

É o primeiro ano do Vitória, clube que tem um nome enorme e um historial invejável. O que nós queremos é criar uma equipa jovem e competitiva. Esse é o nosso objectivo e os restantes vamos conseguindo jogo a jogo dentro das quatro linhas.

O que lhe foi pedido pelos responsáveis do clube?

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O que me foi apresentado foi que primeiramente construíssemos uma equipa jovem e competitiva para conseguir cimentar o futuro do Vitória sem ser apenas a curto prazo. Cimentar e estruturar o futuro é para já o objectivo.

As jogadoras que treinou na época anterior da Escola de Futebol Feminino de Setúbal (EFFS) serão a base desta equipa?

Existem algumas jogadoras que vão transitar do plantel sénior da EFFS para o Vitória. Serão aquelas que consideramos que já tinham a qualidade e maturidade para representar um clube desta dimensão. Apesar de haver algumas que têm potencial para cá chegar, acabam por ficar na Escola por estarem ainda nos escalões de formação.

 

Qual a importância que o apoio dos adeptos vão ter para equipa durante a época?

Sinto que os adeptos já estão a acarinhar a equipa. Sentimo-lo nas redes sociais onde o ‘feedback’ que fomos vendo depois de ser dado a conhecer o protocolo e a criação de uma equipa feminina foi significativo. O Vitória que toda a gente conhece é o que tem o Bonfim cheio, neste caso, será no Complexo Desportivo Municipal do Vale da Rosa, onde iremos jogar. Vamos aproveitar a força que será dada pelos adeptos para conseguir atingir os nossos objectivos. Não espero outra coisa deles e estaremos lá para os receber e dar o espectáculo que merecem.

O aparecimento do Vitória no futebol feminino pode levar ao aparecimento de mais talentos na região?

Sim. A existência do Vitória no futebol feminino pode incentivar mais algumas jogadoras a aparecerem com o objectivo de representar um clube com esta grandeza.

Quando começam os treinos e quantas jogadores gostaria de ter no plantel?

Os treinos iniciam-se a 22 de Agosto e o campeonato está previsto começar a 25 de Setembro. Quanto ao número de jogadoras, 24 a 25 atletas.

 

Vítor Conduto, coordenador do futebol feminino

“60 a 70% do plantel será composto por meninas entre os 17 a 21 anos”

 

A nível de organização e logística, há diferenças entre coordenar a EFFS e o Vitória?

Este é um desafio maior devido à dimensão do clube. O Vitória representa o distrito de Setúbal. Quando abracei este projecto vimos uma forma de o futebol feminino crescer. Embora a EFFS forme bem nos escalões mais jovens, sentia grandes dificuldades no futebol sénior. Dada a pouca visibilidade desse escalão muitas acabavam por desistir tornando penosos os finais de época.

Algo que querem contrariar…

Pretende-se com este protocolo estabilizar a equipa de futebol sénior e criar um projecto com futuro. 60 a 70% do plantel será composto por meninas entre os 17 a 21 anos, sendo as restantes miúdas com um bocadinho de mais maturidade para dar estabilidade à equipa e a credibilidade ao projecto que o Vitória merece.

As jogadoras que são oriundas dos escalões de formação da EFFS terão prioridade na equipa do Vitória?

A ideia é essa. Este protocolo permite dar o seguimento que a Escola não tem nos seniores. Tendo as jogadoras a qualidade necessária para integrar a equipa seguirão, com naturalidade, esse trajecto. Acreditamos que o facto de saberem que podem chegar à equipa do Vitória servirá de motivação às jovens futebolistas.

Qual a importância de o Ricardo Miguel Vieira, que transita da EFFS e já foi campeão da 3.ª divisão nacional, ser o treinador do Vitória?

Desde o primeiro momento, entendemos que preenchia todos os requisitos para integrar o projecto. Conhece a maior parte das atletas da região, já trabalhou divisões acima, tem jogadoras que confiam nele e tudo isso permite-nos trazê-las para cá com mais facilidade. Penso que é a pessoa ideal para o projecto.

Vários clubes estão a surgir no futebol feminino. O facto desta equipa ter associado o nome Vitória distingue-o dos demais?

A entrada dos grandes clubes no futebol feminino alterou substancialmente o panorama. É minha convicção que o Vitória vai ajudar a acentuar ainda mais esse crescimento, uma vez que vai contribuir para que apareçam mais miúdas a praticar futebol. Acredito que esta é a altura ideal para o Vitória entrar no futebol feminino.

 

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