18 Maio 2022, Quarta-feira
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Ambiente fantástico no estádio motivou a equipa do Vitória e fez a diferença

“Adeptos estiveram connosco e nunca deixaram de acreditar”, disse o treinador após a sua estreia no cargo

 

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Após a partida que marcou a estreia de Filipe Moreira à frente do Vitória, o treinador não hesitou em considerar que parte da explicação do êxito (2-0) obtido domingo sobre o Oriental Dragon se deveu ao apoio que veio das bancadas do Bonfim. “Senti um ambiente fantástico e isso empolgou os jogadores. Houve um factor motivacional que fez a diferença.

Durante o jogo, mesmo com o resultado em 0-0, os adeptos estiveram connosco e nunca deixaram de acreditar”.

O técnico confessou a alegria que sentiu na estreia e frisou a importância da conquista dos três pontos. “A primeira imagem que qualquer vitoriano gosta de ter é sentir o seu estádio a gritar ‘Vitória’ e obter a vitória no próprio jogo. No final do jogo voltei a sentir o orgulho de ser treinador de futebol ao olhar e sentir a felicidade das pessoas. A equipa precisava de voltar a ter uma vantagem de três pontos e a depender de si próprio para ir à fase final”, disse em alusão aos 33 pontos que a equipa soma (mais três que o Amora)”.

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Filipe Moreira, de 57 anos, considera que um clube com a grandeza do Vitória não pode continuar a adiar a subida a um patamar superior. Para que isso suceda, o técnico apela à união.

“As pessoas sentem que o tempo está a passar. Para voltar a estar em cima, tem de ser agora. Não podemos deixar de estar com os treinadores, os jogadores e a administração. A dor é grande pelo que se passou, mas agora vamos ter alegria e prazer. É isso que é a história do Vitória”.

Por ter poucos dias de trabalho, o sucessor de Pedro Gandaio fez questão de salientar a forma como os atletas se comportaram. “Os jogadores foram fantásticos a acreditar. Estou cá há poucos dias e há uma mensagem, um sistema táctico diferente, uma identidade. O treinador que cá esteve merece um respeito enorme da minha parte. Houve um trabalho que foi feito e agora há outro que está a ser feito. É nesse sentido que, quanto mais gente estiver envolvida, menos difícil será este caminho”.

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Também na sala de imprensa, nas declarações que se seguiram ao final do duelo com o Oriental Dragon, Filipe Moreira reforçou a ideia de coesão e as vantagens que isso trará no futuro próximo.

“Se bebermos todos deste sentimento e todos tivermos este compromisso de que o nome Vitória ultrapassa tudo. Ui, ui, ui! O clube podia estar um pouco adormecido, mas agora acordou a cidade e tudo mais. Toda a gente tem prazer em chamar Vitória a este grande clube”.

“Vitória é ponto alto na carreira de qualquer treinador”

Questionado por O SETUBALENSE se o Vitória é o ponto alto da sua carreira, o timoneiro dos sadinos é peremptório. “Levo 36 ou 37 anos como treinador e até posso não treinar mais ninguém, mas treinar um dos grandes do futebol português é sempre um dos pontos mais altos da carreira de qualquer treinador”, vincou o técnico que tinha já nesta temporada liderado o Lusitânia de Lourosa.

E acrescenta: “Já treinei muitos clubes de qualidade no futebol nacional, mas o Vitória é o Vitória. Quem entra nesta casa, neste estádio, nestas instalações é… diferente. Estes clubes grandes têm uma história importante, que mexe com imensa gente. Se pensar nos treinadores, jogadores e dirigentes que passaram por aqui, nos seus adeptos e claques que dão uma dimensão enorme a este clube, eu sou muito pequenino. Tenho muito respeito e gratidão por estar a trabalhar neste clube. Agora, é um desafio entusiasmante”.

Em relação ao embate da 20.ª jornada da série B da Liga 3, diante do Oriental Dragon, Filipe Moreira admite terem existido alguns constrangimentos.

“A maior condicionante é alterar algo em tão pouco tempo. Como não há tempo, há que acelerar todos os processos. Os jogadores foram grandiosos na aceitação da mensagem, a identidade começa a ser criada. Todos estão envolvidos. A equipa é o todo. A coesão de grupo é todos sentirmos que somos importantes. Os que não estiveram vão ser integrados naturalmente para que o grupo seja mais forte”.

O treinador lembrou a qualidade do oponente, que na quarta-feira tinha imposto um empate (0-0) ao Real. “O Oriental Dragon jogou diferente do que tinha feito com o Real. Ao princípio tivemos alguma dificuldade em encaixar porque é tudo muito rápido. O estímulo de terem um novo treinador e a qualidade do adversário podia criar mais problemas. Se eles marcassem primeiro iria ser o cabo das tormentas. Houve uma análise muito completa, mas sem o público e a atitude que os jogadores tiveram seria quase impossível. Ambos fizeram a diferença”.

Domingo, pelas 15 horas, o Cova da Piedade será o adversário dos sadinos na partida da 21.ª jornada (a penúltima) da fase actual da série B, encontro que será realizado na Malveira, concelho de Mafra. Filipe Moreira e a equipa contam ter nas bancadas do Estádio das Seixas o apoio dos adeptos para que funcionem novamente como um autêntico 12.º jogador.

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