20 Maio 2022, Sexta-feira
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Carlos Silva: “Queremos reforçar a equipa até ao final do mês”

Entrevista a Carlos Silva, presidente do Vitória, após desaire frustrante em Santarém

“Objectivos com que partimos no início da época vão ser concretizados”, vaticina

 

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Em entrevista ao jornal O SETUBALENSE, o presidente do Vitória, Carlos Silva, admite ter dificuldade em explicar a goleada traumática, por 4-1, sofrida pelo Vitória na jornada anterior no reduto do U. Santarém.

Confiante de que a equipa vai conseguir reagir já na recepção ao Real, o dirigente lança um repto aos adeptos. “Peço-lhes que apoiem a equipa já no próximo jogo de domingo com o Real”.

Questionado sobre a possibilidade de a equipa ter reforços até ao final do mês, Carlos Silva é peremptório. “No momento próprio, todos os clubes querem reforçar as suas equipas e o Vitória não foge à regra. Infelizmente, o Vitória tem algumas contrariedades do passado que são difíceis de resolver. Se for permitido, e tem de o ser, queremos reforçar a equipa até ao final do mês”, disse, frisando que o acionista Hugo Pinto já resolveu vários casos.

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Que explicações encontra o presidente do Vitória para a goleada (4-1) sofrida pela equipa em Santarém?

Não há explicação. Confesso que não consigo explicar e acho que não há ninguém que o consiga.

Falaram com a equipa depois do que aconteceu?

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Todos os dias estamos com a equipa e falamos com os capitães de equipa. Transmitimos aquilo que são os nossos sentimentos. É o que nos compete fazer e não importa dizê-lo de cabeça quente, importa fazê-lo depois de as coisas estarem mais calmas. De cabeça quente as coisas nunca são ditas da forma que devem ser para serem entendidas. Acredito que os próprios jogadores não são insensíveis ao que aconteceu. Sabem o clube que representam e, como tal, também se sentem com isto.

A equipa tem condições para reagir de imediato?

Acredito que a equipa tem condições para reagir. Estas coisas acontecem no futebol, mas ninguém queria que acontecesse com o Vitória. Podia acontecer com qualquer clube do mundo menos com o nosso. Infelizmente essa não é a realidade e estes resultados disparatados acontecem a qualquer um.

Teme que a equipa possa ser afectada pelo resultado pesado que sofreu?

A meu ver, da mesma forma que uma derrota não pode afectar e pôr tudo em causa da mesma forma que uma vitória categórica não pode deslumbrar. As pessoas têm de ser realistas e perceber onde estão e o que se procura. Penso que a equipa vai reagir como deve de ser.

Sente que a equipa precisa ser reforçada?

No momento próprio, todos os clubes querem reforçar as suas equipas e o Vitória não foge à regra. Infelizmente, o Vitória tem algumas contrariedades do passado que são difíceis de resolver. Nesta janela de Janeiro, o Vitória voltou a ser confrontado com várias situações em atraso que representam mais uma quantia avultada de euros.

A resolução está perto?

O Hugo Pinto (accionista maioritário da SAD) já resolveu vários casos. O problema que há agora é que, além de ter resolvido um problema financeiro com algum volume, estamos à espera que esse credor confirme a resolução perante a FIFA. Tem de ser resolvido rapidamente este constrangimento. Se for permitido, e tem de o ser, queremos reforçar a equipa até ao final do mês.

Não seria útil explicar aos adeptos que existem estes constrangimentos a impedir a administração de reforçar a equipa?

Há de haver um momento em que temos de dar uma série de informações aos sócios. Temos procurado que as coisas se acalmem de uma vez por todas. Depois disso, virá o momento mais propício para poder explicar o que se passou e está a passar no Vitória. Percebo que os sócios precisam dessas informações, mas nós também precisamos de ter calma para serenar isto tudo.

Com o último resultado, o treinador Pedro Gandaio fica numa posição mais fragilizada?

Claro que não sabemos o dia de amanhã, mas continuamos a acreditar no treinador. É um jovem com valor, já trabalhou noutras equipas com treinadores conceituados e, para nós, continua a ter o valor que lhe reconhecemos quando decidimos passa-lo a treinador principal.

Que mensagem quer transmitir aos associados neste momento?

Todos nós estamos frustrados. No meu caso, confesso que me sinto duplamente frustrado pelo último jogo. Primeiro porque sou sócio/adepto e depois porque sou dirigente do Vitória. Como sócio e presidente do clube, continuo a acreditar que os objectivos com que partimos no início da época vão ser concretizados e mantêm-se inalteráveis. É esta a mensagem que quero transmitir aos sócios. Todo o esforço que fizemos e continuamos a fazer tem de ser compensado. Peço-lhes que acreditem neste projecto, que vai trazer muitas alegrias, e que apoiem a equipa, que tem de ser apoiada já no próximo jogo de domingo com o Real.

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