21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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David Maside: “Temos o objectivo bem vincado de querer ajudar o clube a reerguer-se”

Técnico almadense salienta a dedicação e o compromisso que a direcção tem tido para com o plantel. Seria importante para o clube, e para a equipa, a sua continuidade

 

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O Almada Atlético Clube é líder do Campeonato Distrital da 2.ª Divisão desde a primeira jornada. Nas nove primeiras jornadas obteve outras tantas vitórias, depois sofreu duas derrotas seguidas mas não vacilou e na última jornada regressou às vitórias.

A liderança continua a pertencer-lhe e após a realização da 14.ª jornada, que ficou incompleta devido à pandemia, segue em primeiro lugar com dois pontos de vantagem sobre o Banheirense e três sobre a equipa B do Amora.

Com uma equipa recheada de jogadores experientes, habituados a outros campeonatos, o Almada é apontado como um dos principais candidatos à subida de divisão mas o treinador David Maside (filho de Rui Maside), em entrevista ao SETUBALENSE, diz que o principal objectivo passa por ajudar o clube a reerguer-se.

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O Almada é apontado como um dos favoritos à subida de divisão. É esse realmente o objectivo?

O objectivo fundamental é dar a credibilidade que o Almada teve outrora, um clube organizado, bem estruturado, com pessoas sérias e honestas. Claro que os resultados trazem expectativas grandes e o nosso início de campeonato fez com que todos colocassem o Almada como uma das equipas favoritas, mas a verdade é que o nosso pensamento é jogo a jogo, semana a semana. Temos sim o objectivo bem vincado de querermos ajudar o clube a se reerguer.

A equipa é formada por alguns jogadores com experiência de outros campeonatos. Como foi possível convencê-los a jogar na 2.ª Divisão Distrital?

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Só foi possível porque esta direcção, liderada pelo Presidente João Vieira, apresentou um projecto muito bem elaborado e bem estruturado, quer à equipa técnica, quer aos jogadores. A dedicação e compromisso que esta direcção tem para com o plantel sénior é de uma entrega incansável. Só assim podemos criar um plantel competitivo, não importa em que divisão se joga, o que faz diferença é a entrega e o rigor com que os processos são criados. Se estamos na 2.ª divisão distrital mas “trabalhamos” como se estivéssemos na 1.ª ou até mesmo no Campeonato de Portugal faz de nós profissionais, mesmo sabendo que somos amadores. Assim sendo é muito fácil conseguir jogadores com outro tipo de experiências.

O campeonato começou da melhor maneira para o Almada mas depois sofreu duas derrotas consecutivas. Foi apenas um acidente no percurso?

Não consideramos um acidente. Tivemos um início de campeonato soberbo. Nesta época, apenas a equipa do Beira-Mar (primeiro classificado no Distrital de Aveiro) conseguiu fazer melhor em Portugal, com 11 vitórias nas primeiras 11 jornadas. Nós obtivemos nove, portanto não podemos considerar um acidente. Faz parte do processo de crescimento, sabíamos que seria muito difícil ganhar todos os jogos até ao final da época porque as equipas adversárias cada vez se preparam mais e melhor, têm jogadores e treinadores muito competentes que também procuram vencer todos os jogos. Foram duas semanas, dois jogos menos conseguidos da nossa parte, aos quais o único culpado sou eu. Na última jornada voltámos às vitórias e o mérito é todo dos jogadores pelo desejo de vencer que tiveram e sendo que o nosso lema é semana a semana, jogo a jogo é deixar o último jogo no sítio dele e focar na próxima jornada.

Sente que o Almada tem condições para num futuro próximo disputar outras divisões?

Acredito que esta direcção tem um projecto muito bem estruturado e sabe qual o caminho a seguir, a sua continuidade é fundamental para a continuidade do crescimento do Almada. Um clube com a história e com as infra-estruturas do Almada tem de querer sempre mais e esta direcção tem essa ideia para o clube. Uma razão muito forte para ter aceitado este projecto foi claramente a dedicação que esta direcção me transmitiu nas primeiras reuniões que tivemos e acho que os resultados dessa dedicação estão à vista de todos. O futuro do Almada não depende apenas e só da direcção, mas muito dos apoios que cada vez mais são menores, o AAC carrega o nome da cidade ao peito pelo que deveria ser de interesse de todos os almadenses apoiar da maneira que conseguem o clube, pois todos os apoios são bem-vindos e necessários. Só assim o Almada AC irá conseguir preparar-se para disputar outras divisões.

Esta é a sua primeira experiência como treinador principal de uma equipa sénior. Está a corresponder ao que esperava?

Está a corresponder melhor do que esperava, não pelos resultados, não pela exigência que o trabalho requer porque isso do conhecimento que trago de jogador e treinador adjunto já sabia o que me esperava, mas sim graças ao grupo de Homens que conseguimos ter no balneário. Fica fácil ser treinador quando temos um grupo de jogadores que mesmo sendo amadores, mesmo tirando dinheiro do bolso deles e das famílias, abdicando do seu tempo livre para irem aos treinos e jogos, jogando com lesões entre outras situações, são profissionais, de uma dedicação extrema, de um compromisso magnifico uns para com os outros e isso sim é melhor ao que esperava. Não só os jogadores, mas ter o Rúben Guerreiro com treinador adjunto e o Paulo Loureiro como treinador de guarda-redes faz com que o meu trabalho seja bem mais simples, de maior ponderação e bem mais calmo, por estas e outras razões a experiência de treinador principal sénior está a ser bastante gratificamente.

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