1 Agosto 2021, Domingo
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Guarda-redes Sérgio Mata, do GD Sesimbra, colocou um ponto final na sua carreira

Jogador, que foi alvo de uma homenagem por parte do clube, dedica-se agora exclusivamente ao futebol de praia.

 

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Vinte seis anos depois de ter começado a jogar futebol no Grupo Desportivo de Alfarim, Sérgio Mata colocou um ponto final na sua carreira como guarda-redes de futebol.

 

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A despedida dos relvados aconteceu no decorrer do jogo entre o Sesimbra e o Charneca de Caparica, realizado no Estádio Vila Amália, relativo à última jornada do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão, que ficou também marcado pela homenagem que lhe foi prestada pelo actual clube, o Grupo Desportivo de Sesimbra.

 

“Defendendo sempre com brio e dedicação as cores do nosso clube durante várias épocas desportivas, honrando por isso o Grupo Desportivo de Sesimbra e o futebol, o Sérgio Mata é assim merecedor do nosso reconhecimento público”, referem a propósito os sesimbrenses.

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Em entrevista ao SETUBALENSE, Sérgio Mata explicou por que razão decidiu terminar a sua carreira de futebolista, do momento que viveu com a homenagem de que foi alvo, do seu percurso como jogador e das recordações que leva do futebol.

 

Houve alguma razão especial para que decidisse terminar agora a sua carreira de futebolista?

Não houve nenhuma razão especial que me levou a terminar a carreira. Já são muitos anos, desde os 12 anos que jogo futebol, apenas interrompi um ano que quando casei. Depois de duas épocas atípicas devido ao covid-19, decidi que estava na altura, e que queria sair a jogar num grande clube, como é o Grupo Desportivo de Sesimbra.

 

Como viveu o momento da homenagem que lhe foi prestada?

A homenagem de que fui alvo foi um momento muito marcante e emotivo, não estava à espera. Apesar de só ter estado ligado ao clube durante três épocas sempre dei tudo e tentei ser o mais profissional possível, dentro do amadorismo. Quero deixar aqui uma palavra de apreço a toda a estrutura do clube, em especial ao presidente Sebastião Patrício, sempre fui bem tratado como se fosse da casa e nunca nos deixou faltar nada, nem a mim nem aos meus colegas

 

Se não estou em erro, andou sempre pelo futebol distrital. Nunca teve propostas de clubes de escalões superiores?

Sim, sempre joguei na 1.ª Divisão Distrital, pode-se dizer que já fazia parte da mobília. Cheguei a ter um convite de um escalão superior, mas devido à vida pessoal e profissional não compensava, daí também nos últimos anos estar sempre perto de casa.

 

Um dos momentos mais marcantes da sua carreira talvez tenha sido o golo que marcou de baliza a baliza em Alcochete quando representava o Alfarim. Houve outros?  

De facto, esse foi um momento especial porque foi o único golo que marquei enquanto sénior, e ainda por cima deu os três pontos à equipa. Lembro-me também de alguns jogos em que fiz boas exibições e defendi penaltis mas gostava de destacar um momento colectivo, no meu primeiro ano no Sesimbra em que tivemos 12 vitórias consecutivas e nos fez sonhar com a subida!

 

Leva boas recordações do futebol?

Levo muitas recordações e amizades. Posso dizer que em todos os clubes que passei tive sempre grandes balneários que me marcaram de alguma maneira, sempre fui bem tratado e em todos eles fiz amizades que levo comigo. Ainda hoje, depois de ter anunciado a fim da minha “carreira”, recebi várias mensagens de carinho que me deixam de coração cheio e com um sentimento de dever cumprido.

 

Há algo mais que queira dizer?

Dizer que vou continuar ligado ao desporto, praticando futebol de praia que também é uma das minhas paixões. E, quem sabe, mais tarde, se se proporcionar, seguir uma carreira de treinador de guarda-redes para tentar passar aos mais novos todos os ensinamentos que fui adquirindo ao longo dos anos.

 

Sérgio Mata começou a praticar futebol em 1995 nas camadas jovens do Grupo Desportivo de Alfarim, desde os infantis até aos sub-19. Na segunda época de júnior ingressou nos Pescadores da Caparica e no ano seguinte regressou ao Alfarim já como sénior, onde permaneceu duas épocas. Seguiu-se o Desportivo Fabril, Comércio Indústria e Arrentela. Voltou ao Alfarim, ficou por lá mais nove épocas e nas últimas três anos representou o Sesimbra. Aos 37 anos decidiu pendurar as luvas mas apenas para jogar nos relvados porque elas continuam a ser usadas no futebol de praia.

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