20 Agosto 2022, Sábado
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“Objectivos para o novo mandato passam pelo reforço da dinâmica já existente”

João Soeiro foi reeleito presidente do Moitense

Aumentar o número de atletas, continuar a somar títulos de campeão e prosseguir com a transformação em curso no Juncal estão também nos planos para os próximos anos.

 

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O União Futebol Clube Moitense elegeu no passado sábado os órgãos sociais para os próximos dois anos e, como em equipa que ganha não se mexe, os associados voltaram a confiar o clube a João Soeiro, que foi reeleito para o seu décimo primeiro mandato como presidente da direcção.

Em entrevista ao SETUBALENSE o presidente do clube mais representativo da Moita fala dos objectivos para o novo mandato, recorda como aconteceu a sua ligação ao clube, da forma como tem vindo a evoluir e do excelente desempenho que a sua equipa de futebol sénior está a ter esta época que pode voltar a colocar o clube no roteiro da Taça de Portugal.

 

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Acaba de ser reeleito presidente da direcção do Moitense. Que representa para si esta reeleição?

Esta reeleição, e consequente entrada para o décimo primeiro mandato, representa acima de tudo uma oportunidade de mais dois anos para continuar a acrescentar mais ao que até aqui foi conseguido com muito esforço, empenho e dedicação.

 

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Quais são os objectivos para o novo mandato?

Os objectivos para o novo mandato assentam em termos desportivos, no reforço da enorme dinâmica já existente. Temos todas as condições para aumentar significativamente o número de atletas, e, com isso, uma afirmação ainda maior do estatuto que por direito próprio nos pertence. Continuar a somar títulos de campeão é algo que temos sempre no pensamento. Continuaremos a transformação em curso no espaço do Juncal, até que sejam atingidos todos os objectivos que temos em mente para aquele lugar, e que a exemplo do que tem sido prática, são de elevada ambição.

 

A sua ligação ao Moitense tem já muitos anos, ainda se recorda como entrou para os órgãos sociais do clube?

A minha ligação ao Moitense remonta à minha infância. Nasci na Moita há 61 anos, vivi ao lado de uma antiga sede do clube, onde jogava matraquilhos e ping-pong com outros miúdos daquela rua, e desde muito cedo os directores deixavam-me pintar o placard que anunciava os jogos dos juvenis, juniores e seniores, únicos escalões existentes na altura. Em 1975, com 15 anos ingressei nos juvenis, e nesse ano entrei para sócio. Na segunda época nesse escalão, 1976/77, atingimos de forma brilhante, o Campeonato Nacional. Na época desportiva 1998/99, o meu filho pediu-me que o levasse aos Infantis do Moitense. Assim que entrei a porta, disseram-me, não vens apenas trazer o teu filho, vais ficar cá connosco. Assim foi, exerci tarefas de treinador nos dois primeiros anos, vice-presidente no terceiro, e de seguida presidente. Assim se passaram 23 anos.

 

Que diferença existe entre aquilo que era e aquilo que é nos dias de hoje o Moitense? 

Vinte anos se passaram desde que sou presidente do União FC Moitense, e no que respeita a diferenças físicas, o que está à vista fala melhor que eu. Sem a transformação operada e ainda em curso, o Moitense estaria condenado a não ter presente, e muito menos futuro, tudo o resto vem por acréscimo. No entanto, e independentemente de tudo isso, absolutamente indispensável para que no contexto actual o clube seja em termos desportivos aquilo que hoje é, a aquisição do velho campo do Juncal por usucapião na primavera de 2005, na qual me empenhei e consegui, assim como vedar o espaço exterior onde se localiza o campo número 2, foi algo que prometi a mim mesmo, como forma de obrigar ao respeito pelo espaço do Moitense, o que antes não acontecia. Pessoalmente tratei também de registar, legalizar o que devia estar mas não estava registado em nome do clube. O museu do União FC Moitense, inaugurado em 31.01.2008, é também uma muito agradável realidade.

 

Esta época a equipa de futebol sénior tem tido um excelente desempenho. Como presidente do clube como vê esta realidade?

Sem dúvida que a nossa equipa sénior tem tido na presente época um excelente desempenho. Tal como ninguém sai às pedras da calçada, também aqui nada acontece por acaso. Possivelmente, temos o mais parco orçamento do campeonato. No entanto, tudo o que envolve o plantel funciona com o máximo profissionalismo, dentro do amadorismo. Este é o segredo para o sucesso.

 

Tendo em conta a classificação tudo aponta para que a equipa volte a participar na Taça de Portugal. Isso é importante para o clube?

O nosso primeiro objectivo era fazer um campeonato tranquilo e garantir o mais cedo possível a manutenção. Devido à paragem por razoes sobejamente conhecidas regressámos à prova sem pressão, mas com o pensamento num lugar que nos permita representar o concelho da Moita na próxima edição da Taça de Portugal. A última vez foi em 2004, e fizemos história ao eliminar o Camacha treinado na altura pelo mister Leonardo Jardim. Aconteça o que acontecer, é muito importante não só para o clube, como também para a afirmação do futebol concelhio, voltar a ter um representante na Taça de Portugal.

 

 

Em termos desportivos a nova época já está a ser preparada? 

Com os Órgãos Sociais eleitos, estão reunidas as condições para começarmos a preparar a próxima temporada. No entanto, todos os esforços estão concentrados na presente época desportiva, mais uma em que o União FC Moitense, provou efectivamente o que é ter Mérito Desportivo. Mas como é evidente, isto é entendido apenas por entendidos em desporto, e quem conhece o verdadeiro significado das palavras atleta e dirigente desportivo.

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