27 Junho 2022, Segunda-feira
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Só por uma vez o Vitória não conseguiu tapar o caminho da baliza na Luz

Carlos Vinícius saltou do banco para resolver quebra-cabeças do Benfica

 

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Apesar de ter rubricado no sábado uma exibição positiva no Estádio da Luz, o Vitória FC não conseguiu evitar a derrota, por 1-0, frente ao Benfica. Na partida da sétima jornada da I Liga, os comandados de Sandro Mendes fizeram da organização a sua principal arma, conseguindo criar muitas dificuldades ai campeão nacional, que só na segunda parte resolveram o duelo a seu favor com um golo solitário de Carlos Vinícius.

Os setubalenses demonstraram na Luz que o facto de não terem sofrido golos nas seis jornadas disputadas anteriormente não era obra do acaso. Com uma defesa liderada por Artur Jorge e dois médios (José Semedo e o estreante Leandrinho) que ajudaram a cerrar fileiras, a equipa fechou praticamente todos caminhos para a baliza de Makaridze, que só aos 64 minutos foi batido no lance em que cometeu a única falha no encontro.

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Em relação às equipas apresentadas pelos treinadores, Sandro Mendes trocou Éber Bessa por Leandrinho face ao nulo (0-0) com o Portimonense na última ronda do campeonato. Do lado dos benfiquistas, Bruno Lage, após o empate (0-0) a meio da semana com o V. Guimarães na Taça da Liga, promoveu sete mudanças no onze, voltando à fórmula habitual, mas mantendo Gedson Fernandes no apoio a Seferovic, relegando Raúl de Tomás para o banco de suplentes.

Após o apito inicial, o domínio territorial dos ‘encarnados’ foi evidente, mas quase inofensivo para a baliza de Makaridze. Os sadinos organizavam-se bem na defesa e quase abdicavam do ataque, jogando com a ansiedade do anfitrião e dos seus adeptos. E o plano do Vitória foi quase perfeito, pois só aos 35 consentiu uma ocasião de golo ao Benfica, com Pizzi a rematar de pé esquerdo, já na grande área, para boa defesa do guardião georgiano.

A forma compacta como os vitorianos actuaram na primeira parte surtiu o efeito desejado. O nulo registado ao intervalo e a falta de capacidade das águias para ultrapassar a bem organizada defesa dos verdes e brancos levou os adeptos benfiquistas a presentearem com alguns assobios a exibição cinzenta dos anfitriões. Zero remates do Vitória e somente cinco do Benfica, dos quais um enquadrado com a baliza, eram um manifesto de desinspiração colectiva.

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No arranque do segundo tempo, Gabriel entrou logo para o lugar de Fejsa, no sentido de dar mais armas na construção e na transição dos campeões nacionais. Todavia, também o Vitória mostrou a sua nova face. Os remates de Mansilla (47) e Hachadi (49), ambos às malhas laterais, foram uma ameaça mais visível do que os 45 minutos anteriores e colocavam o Benfica em alerta.

A pressão do relógio começou a acentuar-se, e Carlos Vinícius foi a jogo aos 59 para solucionar o ‘quebra-cabeças’ em que se havia tornado o Vitória. Bastaram quatro minutos e dois toques do avançado – que regressava após lesão – para fazer o que ainda não tinha sido feito. Na sequência de uma jogada em que Ferro já tinha obrigado Makaridze a uma defesa notável, após um canto, Rafa recuperou a bola e cruzou para o brasileiro assinar o 1-0.

O golo não deu a tranquilidade esperada na Luz, já em polvorosa por um lance em que se pediu grande penalidade por um contacto de Pirri sobre Rafa, aos 56. De protesto em protesto, a equipa não conseguiu assegurar a gestão serena do jogo e viu ainda Taarabt ser expulso com cartão vermelho direto pelo árbitro Tiago Martins aos 80. Em superioridade numérica, o Vitória pressionou em busca do empate, mas sem conseguir ter o seu bom fim.

 

Sandro Mendes: «O Vitória está a crescer de dia para dia»

“Sabíamos que era um jogo difícil. O Benfica tem uma excelente equipa, com excelentes jogadores e uma excelente estrutura. O Vitória apresentou qualidade e não é qualquer equipa que faz o que fizemos hoje [anteontem] na Luz. Viemos jogar o jogo pelo jogo. O Benfica entrou muito forte, a tentar marcar cedo e não conseguiu. Na segunda parte entrámos muito bem, mas não marcámos. O Benfica marcou na sequência de uma bola parada.

Não temos feito muitos golos. Mas temos criados oportunidades. Falta confiança e um pouco de qualidade no último terço. Estou convencido que os golos vão acabar por aparecer. O Vitória começou a época com uma ideia de jogo totalmente diferente que a que temos agora. Não chegaram os jogadores que queríamos. Os jogadores foram chegando aos poucos. O Vitória está a crescer de dia para dia”.

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