7 Dezembro 2021, Terça-feira
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Empate no Restelo soube a pouco ao Vitória

No jogo de abertura da 4.ª jornada do campeonato, o Vitória não foi além de um empate, 1-1, no Estádio do Restelo diante do Belenenses. Apesar de ter disposto das melhores oportunidades de golo no jogo, ainda não foi desta que os comandados de José Couceiro, que somaram o terceiro empate em quatro rondas, estrearam-se a vencer na Liga 2017/18.

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Um autogolo de Gonçalo Paciência, aos 20 minutos, deu vantagem aos lisboetas, equipa treinada pelo seu pai, Domingos, mas o Vitória refez a igualdade e fixou o resultado final por intermédio de Nuno Pinto, aos 81, na marcação de um livre directo. Depois do 1-1, os sadinos tiveram ocasiões para marcar e ganhar o jogo, mas a eficácia voltou a não ser a desejada.

O Vitória entrou melhor no jogo mas as ameaças de Arnold, João Amaral e Gonçalo Paciência, na fase inicial do encontro, não encontraram o caminho do golo, sendo que, à passagem do quarto de hora, o avançado cedido pelo FC Porto concluiu da pior forma uma combinação entre João Teixeira e Costinha, quando tinha tudo para inaugurar o marcador.

Com o apoio dos muitos adeptos setubalenses que se deslocaram ao Restelo, a formação verde e branca ia denotando maior capacidade para criar perigo, assente na criatividade de João Teixeira e no dinamismo dos alas João Amaral e Willyan, elementos que, sempre que podiam, deixavam em sobressalto a baliza de Muriel.

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No entanto, seria totalmente contra a corrente que o Belenenses viria a colocar-se em vantagem, graças a uma infelicidade de Gonçalo Paciência, que desviou um livre de Filipe Chaby para a própria baliza e deu uma ‘ajuda’ ao progenitor, Domingos Paciência, que em 2014/15 treinou o Vitória.

Mesmo em desvantagem, os vitorianos não se ‘encolheram’ e Muriel foi obrigado a deter um remate fortíssimo e traiçoeiro de Costinha, antes de Maurides ficar muito perto de aumentar a vantagem do Belenenses, num cabeceamento que saiu ligeiramente por cima da baliza defendida por Pedro Trigueira.

À meia hora, surgiu o ‘caso’ do jogo: o árbitro Manuel Oliveira assinalou uma grande penalidade favorável ao conjunto do Restelo, por suposto derrube de João Teixeira a Roni, mas acabaria por recuar na decisão, após analisar as imagens do lance em vídeo.

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Ao contrário do que sucedeu no primeiro tempo, o Belenenses surgiu bastante mais ‘solto’ na etapa complementar, graças à forma com que Tandjigora operava no meio-campo. Contudo, as oportunidades escassearam junto das duas balizas durante largo período, até que, a nove minutos do final, Nuno Pinto alcançou a igualdade na marcação de um livre.

Pouco depois, Rafinha quase operou a reviravolta, não fosse uma intervenção decisiva de Muriel, que segurou o empate para os ‘azuis, numa altura em que o Vitória ameaçava o derradeiro ‘assalto’ à procura do triunfo, que acabou por não chegar. Já depois do minuto 90, ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do Vitória por mão de um defesa do Belenenses no interior da área, lance que nem o árbitro nem o vídeo-árbitro vislumbraram em claro prejuízo dos sadinos.

José Couceiro: «Podíamos perfeitamente ter ganho»

“Acabámos por perder dois pontos. Podíamos perfeitamente ter ganho. O Belenenses esteve, em algumas partes, por cima do jogo, mas foram muito mais os períodos em que o Vitória esteve por cima. Tivemos a infelicidade de sofrer um autogolo, depois procurámos o golo, conseguimos, e tentámos a vitória.

A equipa não teve tanta qualidade como contra o Desportivo de Chaves, mas, no geral, devíamos ter começado nós na frente do marcador e não o contrário.

Ainda não vi as imagens [penálti anulado ao Belenenses]. Neste último lance do João Amaral, estou muito longe, mas também parece haver um desarme com a mão. O árbitro é que decide em última instância. Sou favorável ao vídeo-árbitro (VAR), mas acho que os árbitros estão numa situação delicada. Estão mais expostos com o VAR, porque são eles próprios que fazem de VAR.

[Reforçar equipa?] Perdemos o nosso capitão de equipa e o jogador com mais anos consecutivos no clube [Frederico Venâncio], reforçámo-nos agora, mas o Vitória não conta contratar mais ninguém.

[Contratações de Semedo e Yannick Djaló] O Yannick vai ter de recuperar a sua condição física. Vai ser necessário algum tempo, porque está sem competir há oito, nove meses. Não nos podemos precipitar. O Semedo já está num patamar diferente, mas nenhum deles tem mais responsabilidades que os restantes.”

 

Reforços testam físico hoje

Entretanto, o defesa José Semedo (assinou por uma época), o médio Jacob Adebanjo (por duas) e o avançado Yannick Djaló (por uma temporada), as últimas contratações da equipa profissional de futebol do Vitória, realizam hoje, a partir das 9 horas, vários testes físicos numa clínica médica, em Lisboa. À tarde, o trio junta-se ao restante plantel no treino que José Couceiro orienta, a partir das 18 horas, no Complexo Desportivo de Palmela.

 

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