25 Janeiro 2022, Terça-feira
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Os heróis anónimos e os altos voos do São Domingos Futebol Clube (1939/1940)

Ao longo dos seus cem anos, o São Domingos Futebol Clube teve várias aventuras desportivas, como a passagem pelo Campeonato Nacional da 2.ª Divisão. Falemos um pouco dos heróis desconhecidos da última campanha, em 1939/1940.

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Após um empate 3-3 com o Amora, o segundo jogo confirmou a natural inferioridade face ao União Lisboa, que ganhou 12-1. O golo de honra – um “bico oportuno” sem defesa possível – do São Domingos foi marcado pelo extremo esquerdo Jaime Dias, o “Chainita”, que trabalharia na Litografia Sado. No jogo seguinte, contra o Operário, ganham 1-0 com golo do avançado Vitorino. Atrás dele, jogavam os médios Eduardo Ferrer Baltazar, investigado pela PIDE (seria a desconfiança do seu nome, que evocava o anarquista catalão Francisco Ferrer?), e Almiro Ruivo. Simultaneamente, Baltazar era o treinador e Ruivo o massagista da equipa!

A receita repetiu-se contra o Bonfim, com vitória por 4-3 e hat-trick de Jaime Dias. No Estádio da Tapadinha, a 18 de fevereiro de 1940, o São Domingos perderia 0-3 contra o Sacavenense, alinhando com: João Dores; Manuel Afonso e José Silva; Ruivo, Baltazar e José Mendonça; Isaías de Almeida, João Reis, Julião Alves, Marcos Cardoso e Vitorino Monteiro. Dizia o Diário de Lisboa que, apesar da derrota, foram “aguerridos”.

Seguiram-se derrotas volumosas, por 4-8 perante o Amora, por 0-3 face ao União e por 1-5 contra o Operário (partida apitada por um juiz com o curioso nome Darwin da Silva), um empate 2-2 com o Bonfim e a receção ao Sacavenense (derrota por 0-2). Neste último desafio, o São Domingos acusou a frustração e o cansaço, acabando a procurar menos a bola do que a canela adversária e, dizem os jornais, “procurando magoar propositadamente, numa caça ao homem merecedora do mais severo castigo”.

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A aventura do São Domingos nos campeonatos nacionais terminava a 10 de abril, nos Arcos, contra o Sacavenense, já que nunca se voltou a qualificar e, poucos anos depois, perderia a equipa sénior até aos nossos dias. Talvez o futuro nos reserve outras ousadias. Sonhar não custa…

Estas e outras histórias farão parte do livro do São Domingos Futebol Clube, a lançar no centenário do clube em 2021.

João Santana da Silva*

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*historiador

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