Festival “É Proibido Proibir” junta figuras públicas em Almada para debaterem ditadura da opinião 

Festival “É Proibido Proibir” junta figuras públicas em Almada para debaterem ditadura da opinião 

Festival “É Proibido Proibir” junta figuras públicas em Almada para debaterem ditadura da opinião 

Ricardo Araújo Pereira é um dos participantes

Inspirado na expressão que se tornou símbolo da contestação e da liberdade de pensamento, o festival cruza filosofia, literatura, jornalismo, política e humor

O Solar dos Zagallos recebe, a 23 e 24 de outubro, o 11.º festival de filosofia “É Proibido Proibir”, dedicado ao tema “Ditadura da Opinião”. Durante dois dias, com entrada gratuita, o debate vai juntar Ricardo Araújo Pereira, Rodrigo Guedes de Carvalho, Inês de Medeiros, João Miguel Tavares, Pedro Adão e Silva, António Castro Caeiro, Rui Zink e Joana Bértholo em conversas, oficinas e um encontro de leitura que convidam públicos de diferentes idades a refletir sobre a liberdade de expressão, a responsabilidade de quem opina e o lugar do pensamento crítico na sociedade contemporânea.

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“Inspirado na expressão que se tornou símbolo da contestação e da liberdade de pensamento, o festival cruza filosofia, literatura, jornalismo, política e humor para questionar os grandes desafios do presente. Num tempo marcado pela multiplicação de opiniões e pela rapidez com que circulam, propõe-se uma pausa para escutar, confrontar perspetivas e pensar”, sublinha a Câmara de Almada em nota de Imprensa.

A abertura, na sexta-feira, dia 23, conta com Ricardo Araújo Pereira, na conversa “O Humor tem Opiniões a Mais”. Entre o riso e a reflexão, o encontro interroga o papel do humor como espaço de expressão, provocação e pensamento.

No sábado, dia 24, António Castro Caeiro e Rui Zink encontram-se em “A Filosofia das Opiniões”, para explorar a origem, o significado e a necessidade das opiniões. Afinal, o que distingue ter uma opinião de pensar sobre um assunto?

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Às 17h00, Joana Bértholo e Rodrigo Guedes de Carvalho participam em “Proibir a Distopia”. Partindo de dois livros e de dois universos distópicos, a conversa questiona os futuros que imaginamos, as escolhas que os constroem e o espaço que ainda reservamos à utopia.

Às 21h30, Inês de Medeiros, João Miguel Tavares e Pedro Adão e Silva juntam-se para debater “Jornalismo e Opinião”. A liberdade de dizer o que se pensa, a responsabilidade de conhecer os assuntos sobre os quais se fala e a influência da opinião no espaço público estarão no centro deste encontro. As quatro conversas têm moderação de Jorge Reis-Sá.

A programação paralela decorre no sábado e alarga o debate a crianças, jovens e adultos, através de propostas centradas na literacia da informação, na escuta e na reflexão.

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Entre as 10h00 e as 13h00, Felisbela Brás e Vera Correia dinamizam a oficina “Como Combater a Desinformação”, dedicada a estratégias e ferramentas práticas para distinguir informação verdadeira, manipulada ou falsa e navegar com maior confiança e segurança.

Às 10h00, a oficina “Menos Opiniões, por Favor!”, orientada por Joana Rita, convida crianças dos 6 aos 10 anos a descobrir o valor das perguntas, da escuta e da reflexão, adiando as respostas rápidas para dar tempo ao pensamento.

Para as 10h30 está marcado o clube de leitura “Ler com Apetite”, com Isabel Zibaia Rafael, que propõe uma conversa em torno de “Como Saciar um Ditador”, de Witold Szabłowski. O encontro cruza literatura e gastronomia e termina com uma pequena degustação associada à obra.

Às 16h00, Joana Rita orienta a oficina “Pensar, pelo Menos Duas Vezes, Antes de Falar”, dirigida a jovens dos 11 aos 18 anos. Questionar ideias aparentemente óbvias, admitir dúvidas e experimentar mudar de opinião são alguns dos desafios desta sessão. As duas oficinas orientadas por Joana Rita têm lotação máxima de 14 participantes cada, incluindo os adultos acompanhantes.

“Mais do que procurar respostas definitivas, o festival “É Proibido Proibir” pretende provocar perguntas e estimular uma cidadania informada, livre e participativa, reforçando a identidade de Almada enquanto território de liberdade, resistência e pensamento crítico”, refere a autarquia.

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