Francisco Alves Rito: “Queremos anunciar o novo treinador tão rápido quanto possível mas sem precipitações”

Francisco Alves Rito: “Queremos anunciar o novo treinador tão rápido quanto possível mas sem precipitações”

Francisco Alves Rito: “Queremos anunciar o novo treinador tão rápido quanto possível mas sem precipitações”

“Resultados não estavam em linha com aquilo que o Vitória ambiciona”, admite o presidente do Vitória FC

A eliminação do Vitória da Taça de Portugal (derrota, por 4-2, no desempate por penáltis após 1-1 nos 90 minutos e prolongamento com o União da Serra) foi o motivo principal que levou à rescisão de contrato com o treinador Filipe Moreira?

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Foi o fator último, claro, mas não pode ser visto isoladamente porque se soma a uma série de outros resultados que também não estavam em linha com aquilo que o Vitória ambiciona. Nos últimos jogos tivemos demasiados empates, muitas situações em que deveríamos ter conseguido ganhar os jogos e acabámos por não o fazer e no futebol os resultados é que mandam. Este último jogo da Taça veio prolongar a incerteza sobre quando é que vamos começar a ter as vitórias que precisamos para subir na tabela e entendemos que teria que ter feito alguma coisa. No futebol o que se faz mais é procurar substituir a equipa técnica. Há uma ditadura dos resultados e percebemos que havia uma grande incerteza sobre quando é que a equipa descolava, em termos de passar a ter resultados mais consistentes.

A contestação dos adeptos no final do jogo não foi uma novidade…

A direção andou a adiar esta decisão que alguns sócios já reclamavam porque acreditávamos na equipa e continuamos a acreditar. Víamos o trabalho do treinador e também víamos dentro do campo que nos jogos que não ganhámos, era por razões meramente casuísticas. Um golo que não entra, um penálti que o árbitro não assinala e vimos que o Vitória em todos esses jogos em que perdeu pontos esteve claramente por cima dos adversários, mas houve pequenos detalhes ou falta de sorte que não permitiram que os resultados aparecessem.

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Quando pensam anunciar o nome do novo treinador e qual o perfil pretendido?

Queremos anunciar o novo treinador tão rápido quanto possível, mas com a certeza de que não nos queremos precipitar. Entendemos que mais vale levar mais alguns dias do que ver uma decisão que depois se venha a revelar errada ou pouco ponderada e portanto estamos a analisar todas as hipóteses em termos do que há no mercado. Temos também que respeitar as condições financeiras e económicas do Vitória. Não podemos, infelizmente, contratar qualquer um. Temos que contratar alguém à medida do nosso orçamento, mas que tenha um perfil que nos dê as maiores garantias possíveis. E é nesse quadro que estamos a trabalhar. Temos muita confiança no trabalho do nosso diretor-geral para o futebol, o Carlos André, que é uma pessoa experiente. Estamos a trabalhar em grande proximidade e em sintonia. Com certeza que em breve anunciaremos o próximo treinador.

A preferência vai para alguém que já tenha estado no clube ou esse aspeto não é crucial?

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O perfil ideal para nós é ser uma pessoa que conheça o Vitória. Portanto, que já tenha tido ligação com o clube, mas também que seja alguém, tecnicamente, em termos de carreira, que demonstre experiência e conhecimento dos patamares onde o Vitória está agora e onde quer estar num futuro breve. O perfil ideal passa por ter estas duas condições. Vamos ver, tendo em conta as limitações que existem, nesta altura do campeonato, há alguma escassez de treinadores com este perfil. Alguns não estão disponíveis e temos também a questão das condições orçamentais do Vitória. Portanto, não podemos garantir que conseguimos conjugar estes dois aspetos no perfil do treinador que acabaremos por contratar. Mas é a nossa preocupação manter estas características.

Quem está neste momento a comandar a equipa enquanto não for anunciado o treinador?

Em termos de treinos como, eventualmente, em algum jogo, se vier a ser necessário, a equipa está a ser comandada pelo adjunto que já vinha da anterior equipa técnica: Henrique Cabumba. É coadjuvado por outros membros da equipa técnica que também se mantiveram. Temos um quadro que dá a estabilidade mínima necessária para continuar um trabalho normal de preparação dos jogos. Neste caso frente ao 1.º Dezembro no próximo jogo (domingo).

Foi fácil chegar a um acordo com Filipe Moreira para a rescisão de contrato?

Quero destacar a postura do treinador e da equipa técnica que saiu. Filipe Moreira foi, sem dúvida, um exemplo de dedicação, de grande empenho, de trabalho. Lutou, ajudou a construir uma equipa que nós continuamos a acreditar que tem qualidade para ser a base do projeto deste ano e para lutarmos pela subida, apesar de os resultados não serem os que nós gostaríamos. Até no momento de saída, Filipe Moreira aproximou-se também das solicitações que o clube fez, quanto às condições para o acordo. Não exigiu aquilo a que teria direito e permitiu que se fizesse um acordo aceitável também para o Vitória. Gostava de deixar isto claro, porque, como acontece tantas vezes no universo vitoriano, o desconhecimento leva logo a que muitos façam afirmações que não correspondem minimamente à verdade. Sou testemunha de que o ‘mister’ procurou chegar a um consenso com o Vitória, facilitou as coisas para que pudéssemos chegar a um acordo razoável e resolver o problema desta saída da equipa técnica liderada por Filipe Moreira da melhor maneira para ambas as partes.

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