Com papas e bolos…

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20 Outubro 2026, Terça-feira
Deputada do Chega

Almada é o concelho do distrito de Setúbal com mais população estrangeira residente e o oitavo do país em números absolutos. Segundo os dados divulgados relativos a 2025, são quase 40 mil os estrangeiros a viverem no concelho da Margem Sul.

Seria de esperar que, face a estes números, a Câmara Municipal de Almada tivesse delineado e colocado em prática uma estratégia que permitisse acomodar estas pessoas, sem, contudo, deixar de lado a população portuguesa residente no concelho.

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Estaria a ser desonesta se dissesse que Inês de Medeiros não teve uma estratégia para enfrentar esta enchente de pessoas. O problema é que a estratégia aplicada foi a típica resposta socialista de assobiar para o lado.

O Bairro do Penajoia é o melhor exemplo da inércia, incompetência e inabilidade do Executivo camarário almadense que, sabendo da constante construção de habitações ilegais naquele território, atirou a responsabilidade para o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e lavou daí as suas mãos, como se de Pilatos se tratasse.

O que é que aconteceu? O Bairro do Penajoia transformou-se num chamariz para pessoas em situação irregular no país, na sua maioria, mas também para famílias sem condições para terem a sua própria habitação, vivendo, assim, numa amálgama de barracas (com ou sem tijolos) sem água potável, sem sistema de saneamento e sem luz elétrica.

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O que me incomoda, com franqueza, é o facto de Inês de Medeiros não ter sido capaz de colocar um ponto final numa situação ilegal que decorria debaixo do próprio nariz e que tem trazido diversos constrangimentos para os moradores do bairro vizinho que, não raras vezes, ficam às escuras devido às puxadas ilegais de eletricidade. A isto junta-se ainda o facto de o Bairro do Penajoia se ter transformado num perigo, tanto em termos de segurança, como de saúde pública.

A Câmara de Almada preocupou-se mais em reforçar o atendimento aos migrantes e a desenvolver iniciativas promotoras de interculturalidade. Mas onde é que ficaram as políticas municipais de habitação? De reforço dos serviços e infraestruturas que estão sob pressão devido ao aumento populacional legal e ilegal? De fiscalização de situações de sobrelotação ou de habitações sem condições?

Apesar de estar já no seu terceiro e, felizmente, último mandato, Inês de Medeiros ainda não interiorizou aquelas que são as funções primordiais de um Presidente de Câmara: conhecer o seu concelho, apresentar soluções para os problemas e antecipar, sempre que possível, situações que possam colocar em risco a sua comunidade. E, em situações impossíveis de prever, deve ter capacidade de estratégia e ação. Nada disto, infelizmente, se encontra no Executivo que dirige Almada.

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E, assim, de evento em evento, de festival em festival, a população almadense vai penando com a falta de higiene urbana e consequentes pragas, as falhas no abastecimento de água, a insegurança e a falta de um plano para o futuro, o que está a gerar uma crise social profunda com irreparáveis consequências para a nossa comunidade.

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