Da série “mais habitação” fantasma do PS à habitação real da AD

Da série “mais habitação” fantasma do PS à habitação real da AD

Da série “mais habitação” fantasma do PS à habitação real da AD

18 Outubro 2026, Domingo
Deputado do PSD

Procurar casa em Portugal nos tempos áureos da governação do Partido Socialista era, convenhamos, uma modalidade olímpica de sofrimento extremo, com um grau de dificuldade intelectual e financeira tremendo. O barulhento programa “Mais Habitação” socialista soava, na prática, a um “Menos Solução”, engenhosamente embrulhado numa montanha de burocracia digna de uma república soviética tardia, em coimas preventivas, travões cegos ao alojamento local e numa asfixia fiscal que conseguiu espantar o investimento privado, encolher drasticamente a oferta de fogos e empurrar uma geração inteira de jovens altamente qualificados para a humillation do quarto alugado aos 35 anos na casa dos pais.

Em contraste direto e cirúrgico, o atual executivo da Aliança Democrática (AD) pegou neste dossiê explosivo com coragem. Olhando friamente para os números e comparando os últimos dois governos da AD com a herança deixada pelo PS, a diferença de paradigma político é abismal. Enquanto a esquerda acumulava excedentes orçamentais à custa da asfixia fiscal e do tijolo, a AD optou por devolver oxigénio ao mercado, descomprimir a tesouraria das famílias e devolver a confiança jurídica a quem tem propriedades para arrendar.

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Comecemos pelos jovens. Com a reconfiguração profunda e alargada do IRS Jovem e, sobretudo, com as revolucionárias isenções totais de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação para jovens até aos 35 anos, o cenário mudou de figura. Comprar casa deixou de ser um delírio místico. Enquanto no tempo do PS os jovens pagavam milhares de euros em impostos logo no momento da escritura — o que exigia uma poupança prévia impossível para quem gastava metade do salário líquido numa renda —, a abordagem da AD facilitou a entrada no mercado. Ao conjugar esta desagravação fiscal com a garantia pública do Estado para o crédito habitação, o atual governo permitiu que milhares de jovens passassem a proprietários com futuro.

Quanto aos senhorios, a AD percebeu o óbvio: a oferta conquista-se com confiança e incentivos. A aposta na baixa de tributação para os 10% em contratos de arrendamento habitacional de longa duração (abrangendo rendas até aos 2300 euros) funcionou como um tónico revigorante para pôr imóveis a render no mercado tradicional. A esta lufada de ar fresco somou-se uma nova legislação musculada de proteção aos proprietários com inquilinos em incumprimento, cortando o mal pela raiz através de mecanismos de despejo e desocupação muito mais céleres e seguros.

No plano público, o contraste é igualmente claro. A atual governação acelerou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), injetando um reforço de mais 800 milhões de euros para garantir a entrega de mais 16.500 casas. Com este impulso, o executivo conseguiu desbloquear e avançar para o objetivo de 59.000 habitações executadas e financiadas ao abrigo do programa Primeiro Direito, injetando verbas diretamente na construção de habitação pública, social e residências universitárias.

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Na comparação europeia, enquanto em Espanha e França as políticas socialistas e intervencionistas de congelamento de rendas e controlo cego de preços paralisaram a construção privada e geraram tensão social, em Portugal a estratégia equilibrada da AD tem conseguido absorver o choque e estancar o descontentamento popular.

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