Filipe Moreira: “Paragem veio numa altura boa para a equipa melhorar”

Filipe Moreira: “Paragem veio numa altura boa para a equipa melhorar”

Filipe Moreira: “Paragem veio numa altura boa para a equipa melhorar”

Depois de ter no passado dia 20 vencido por 2-0 no reduto do Alcains (conjunto do distrital da AF Castelo Branco), em partida da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, a equipa principal do Vitória só volta agora a jogar oficialmente a 11 de outubro. A pausa de três semanas na competição, que se deve aos compromissos das seleções nacionais, é vista com agrado pelos responsáveis verdes e brancos.

Logo após o final do encontro em Alcains, o treinador Filipe Moreira foi perentório a afirmar que a paragem será benéfica para a sua equipa antes da receção que fará ao Real Sport Clube, a contar para a 5.ª jornada da série 4 do Campeonato de Portugal. “Agora temos três semanas ainda para melhorar a equipa, para dar ainda mais confiança e ver mais jogadores, dando-lhes ritmo de jogo aos que não fizeram para a época”.

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A juntar aos aspetos mencionados, o líder da equipa técnica setubalense acredita que possam ser reabilitados alguns atletas que não puderam dar o seu contributo nos compromissos anteriores. “Há também a possibilidade de recuperar muitos jogadores que estiveram lesionados. Por isso, a paragem veio numa altura boa também para a equipa continuar à procura de ser melhor do que está a ser”.

Na hora de identificar os aspetos que a sua equipa tem de trabalhar para melhorar, o timoneiro dos sadinos é célere. “Tenho sofrido muito neste início de época, com muitos problemas no grupo, muitas lesões e muitos erros individuais. Muitos lances bola parada, que são assustadores e temos sofrido com isso. Esses lances tiram a qualidade à equipa e tiram estabilidade porque o plantel não é muito maduro ainda”, reconhece.

Ainda antes de saber que o adversário da 3.ª eliminatória da Taça seria o União da Serra, emblema de Leiria que está na 5.ª posição da série 3 do Campeonato de Portugal, Filipe Moreira destacou o historial do clube na prova rainha. “O Vitória tem 10 finais e ganhou três. Quando há este prestígio, o que é que eu vou dizer? Que queremos ganhar a taça como fez o Torreense este ano? A expectativa dos clubes é sempre ganhar. Nós vamos devagarinho, vamos passo a passo. Quero respeitar a história do Vitória, naturalmente. Quero ir o mais longe possível, se os outros deixarem”.

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O treinador direciona o foco para o que é mais importante neste momento. “O que quero agora é ter estas semanas para carregar baterias, dar tempo para que os jogadores cresçam neste processo e pensar no Campeonato de Portugal”, vincou, alertando já para o desafio que se avizinha. “Vamos ter mais um grande obstáculo: o Real SC. A Série 4 é muito competitiva e tem equipas muito boas”.

Ainda em prova na Taça e com quatro pontos no campeonato, fruto de um triunfo, um empate e duas derrotas, Filipe Moreira está consciente do grau de exigência que há em Setúbal. “O clube vive muito o dia-a-dia e, às vezes, há quem pense que estamos na primeira divisão. E não é fácil tirar esta chama. Ainda bem que as pessoas pensam assim, querem sempre mais e exigem-no. É positivo porque nos obriga a que sejamos melhores”, refere.

“Putos novos”

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O timoneiro da equipa afirma compreender o desejo dos vitorianos em ver a sua equipa ganhar e andar sempre nos primeiros lugares, mas recorda que não há soluções imediatas e milagrosas. “Tenho muito respeito por aquilo que a massa associativa quer do clube. Eles sabem que eu respeito sempre as suas opiniões, mas a malta que compõe o plantel tem ‘putos’ novos e a camisola, quando começa a pesar em momentos de pressão, não é fácil ajudá-los”.

Filipe Moreira, que em 2021/22 já tinha tido uma primeira experiência ao leme dos sadinos, partilha o sentimento que tem por estar a treinar o clube. “Tenho 42 anos como treinador e estar num clube como o Vitória enche-me de orgulho. É mais um grande clube que estou a trabalhar. Não sei até quando serei treinador de futebol, mas quando venho para Setúbal sinto-me uma pessoa feliz e realizada. Quero que a minha carreira seja sempre assim. Onde estiver o importante é que eu esteja feliz e que as pessoas me queiram também para trabalhar”.

O percurso de treinador de Filipe Moreira teve início na temporada 1984/85 no Ericeirense, clube em que foi jogador. Daí para representou mais de duas dezenas de projetos no país ao longo de mais de quatro décadas de carreira. Além do Vitória, o técnico comandou o Mafra, Lourinhanense, Santa Clara, Portimonense, Nacional, Machico, Operário Lagoa, Dragões Sandinenses, Casa Pia, Olivais e Moscavide, Tondela, Oriental, Sp. Covilhã, Académico de Viseu, Torreense, Sertanense, Marinhense, Sanjoanense, Vilafranquense, Olhanense, Lusitânia de Lourosa, Sintrense, Anadia, Samora Correia e Atlético da Malveira.

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