Almada “vê com bons olhos” abastecimento de água através da barragem de Castelo do Bode

Almada “vê com bons olhos” abastecimento de água através da barragem de Castelo do Bode

Almada “vê com bons olhos” abastecimento de água através da barragem de Castelo do Bode

Maria da Graça Carvalho disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas

O município de Almada “vê com bons olhos” que o abastecimento de água seja feito através de Castelo de Bode, mas sublinha a necessidade de o Governo autorizar o investimento necessário para levar a água até à Margem Sul.

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A autarquia reagiu assim ao anúncio de quarta-feira da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, de que o Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na denominada Margem Sul, partindo da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo.

Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que, por despacho hoje publicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) foram incumbidos de apresentar um projeto no prazo de 120 dias.

A autarquia de Almada, concelho que nos últimos meses viveu uma crise no abastecimento de água, diz que “vê com bons olhos o anúncio feito pela ministra” e que está há quase há um mês a trabalhar com a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres na elaboração de um eventual contrato com a empresa.

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O executivo liderado pela socialista Inês de Medeiros defende, no entanto, que “era importante garantir a autorização por parte do Governo para a Águas de Portugal (e da EPAL diretamente) fazer um investimento de trazer a água até à Margem Sul”.

O município esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.

A situação de alerta pode ser declarada quando se reconhece a necessidade de adotar medidas preventivas e/ou medidas especiais de reação.

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Durante o período em que o município esteve em alerta foram implementadas restrições ao consumo de água para preservar este recurso.

Entre as medidas para responder ao problema, a câmara e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) realizaram cortes totais do abastecimento em determinadas zonas do concelho, das 22:00 às 06:00, assegurando que os munícipes eram informados com a devida antecedência.

Foram proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondessem a usos domésticos ou essenciais, entre as quais a rega de jardins público e privados, e de campos de golf, a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas, a utilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balneares ou o funcionamento das fontes ornamentais, lagos artificiais e outros elementos de uso estético de água.

Para minimizar o impacto do problema, em particular na zona da Costa da Caparica, o município reforçou o abastecimento com novos furos.

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