Jantar “do mar à mesa” na Caparica promove candidatura de arte xávega à UNESCO

Jantar “do mar à mesa” na Caparica promove candidatura de arte xávega à UNESCO

Jantar “do mar à mesa” na Caparica promove candidatura de arte xávega à UNESCO

O objetivo é dar a conhecer este tipo de pesca tradicional principalmente a estrangeiros, explicou, envolvendo restaurantes e produtores locais

Um criador de conteúdos digitais britânico juntou-se a restaurantes da Costa da Caparica para promover a candidatura da arte xávega, tipo de pesca artesanal típica desta região do país, a património imaterial da UNESCO.

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O lançamento da iniciativa será um jantar no areal de uma praia da Caparica, no qual será servido o peixe acabado de chegar à praia.

O jantar “Mar à Mesa”, na próxima quinta-feira, será “uma celebração da arte xávega com um grande banquete de peixe grelhado, ao vivo na praia”, contou à Lusa Jamie Kristian, antigo ator e atualmente criador de conteúdos digitais sobre comida (‘Global Food Quest’) radicado em Portugal.

O objetivo é dar a conhecer este tipo de pesca tradicional principalmente a estrangeiros, explicou, envolvendo restaurantes e produtores locais.

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“Este evento não será novidade para os locais, isto é algo que se faz há séculos: tiras o peixe das redes e pões na grelha”, disse Jamie Kristian, que descreve a iniciativa como “uma forma de honrar algo que os portugueses já fazem há muito tempo”.

“Mas, para outras pessoas, principalmente os estrangeiros, será uma experiência gastronómica portuguesa muito única, com a oportunidade de assistir à arte xávega ao pôr do sol, ver o peixe a ser puxado para a praia e depois preparado e colocado na grelha”, comentou.

O jantar pretende “servir como um impulso” para alcançar o reconhecimento deste tipo de pesca como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, que alguns municípios já estão a procurar.

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Jamie Kristian comentou que o evento terá também um fator de imprevisibilidade, porque é impossível saber que peixes serão trazidos naquele dia.

“Não sabemos o que vai sair do oceano, por isso haverá também um elemento de excitação e surpresa”, referiu.

A arte xávega é uma forma de pesca artesanal, na qual os pescadores lançam uma rede ao mar a partir da embarcação e que é depois puxada para a praia. Nos dias de hoje, as redes são puxadas por tratores, mas antigamente isso era feito com a força humana e de bois.

Este tipo de pesca ainda perdura em algumas zonas do país, como Costa da Caparica e Fonte da Telha (Almada), mas também em praias nos concelhos de Espinho, Ovar, Marinha Grande, Leiria ou Cantanhede.

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