Fábrica de produção de fibras acrílicas que fechou portas este ano
Um grupo de investidores quer investir cerca de 100 milhões de euros na Fisipe, fábrica de produção de fibras acrílicas que fechou portas este ano, com o objetivo de reativar a fábrica e a sua linha de produção de fibra de carbono.
A informação é revelada pelo Jornal Económico ao qual José Pedro Rodrigues, fundador e chefe executivo da Barreiro Bay Square, revela que o investimento quer “dar continuidade à produção da fibra de carbono, diversificar o mercado e apostar na indústria aeroespacial europeia”.
A ideia será por adquirir entre 45% e a totalidade das ações do SGL Group – responsável pela fábrica instalada no Lavradio – e transferi-las para uma nova sociedade formada entre Portugal, Alemanha e Bélgica, sendo que estes dois países injetam capital através de empresas ligadas à indústria da defesa. O negócio terá de passar primeiro pelo crivo da Administração do Porto de Lisboa (APL) que é proprietária daqueles terrenos.
“Essas ações têm que ser transferidas para este novo grupo de empresas e a Administração do Porto de Lisboa tem de aprovar a transferência dessas ações da SGL para a nova empresa. Existe um relatório de descontaminação dos solos com 400 páginas. Foram identificados quatro pontos de contaminação e essa será a primeira fase do trabalho, bem como o desmantelamento da área que deixou de ter produtividade e está obsoleta para onde serão transferidas novas tecnologias”, explica ainda José Pedro Rodrigues.
A Fisipe foi fundada em setembro de 1973 para ser uma das pioneiras na produção de fibras acrílicas. Em 2012 foi comprada pelo grupo alemão SLG, líder mundial no fabrico de produtos e materiais de fibra de carbono. Em 2018 foi encerrada a produção de fio contínuo devido a uma “reorganização profunda da sua estrutura”. Antes de fechar, em 2026, a empresa despediu cerca de 190 trabalhadores em 2025 e mais 60 já este ano.