Os sócios do Vitória reúnem-se sexta-feira, a partir das 20h30 horas, no pavilhão Antoine Velge, em Assembleia Geral Extraordinária. O que pode adiantar sobre a mesma e qual a importância que tem para o futuro do clube?
É uma Assembleia importante na medida em que é preciso tomar decisões sobre o que queremos para o futuro do Vitória. Por esse motivo, apelamos aos sócios que compareçam, participem, que procurem esclarecer-se na Assembleia e que colaborem também com os seus contributos porque o Vitória é dos associados e nós vamos dar-lhe a palavra e o poder de decisão para que o futuro seja uma decisão daqueles que são soberanos nesta instituição.
O ponto dois da ordem de trabalhos refere que será feita a “apresentação aos sócios de duas opções para o futuro do Vitória e respetiva autorização à Direção para conclusão das negociações e celebração do(s) correspondente(s) contrato(s)”. Quer isto dizer que já existem dados suficientes para poder transmitir tudo o que está em causa no projeto previsto para o Bonfim?
Sim, existem já soluções para atacarmos o principal problema do Vitória que é o da dívida e com as soluções que vamos apresentar aos sócios existem condições para liquidarmos a dívida e procurarmos, depois do saneamento financeiro, relançar o clube para continuarmos na prossecução desta caminhada que já iniciámos há dois anos de irmos subindo de divisão e chegarmos aos Campeonatos Nacionais, à Primeira Liga que é o nosso grande objetivo.
Em relação à próxima época, a participação do clube no Campeonato de Portugal está de alguma maneira dependente, em termos orçamentais e de financiamento da equipa, do que venha a ser decidido na Assembleia Geral?
Não, esta Assembleia é mais para analisar e decidir sobre as opções que temos quanto ao futuro mais na perspetiva da sustentabilidade, do pagamento da dívida e do futuro do clube em termos económicos e financeiros. Relativamente ao aspeto desportivo, não está em causa nesta Assembleia, existem soluções, quer por uma via quer por outra, para podermos ter o orçamento necessário para enfrentar a próxima temporada.
Em relação ao ponto três da ordem de trabalhos – “autorização à Direção para constituição de garantia real e eventuais reforços da mesma através da hipoteca voluntária, sobre os lotes de Vale do Cobro” – o que pode adiantar?
O que posso dizer é que o Vale do Cobro constitui parte da solução, de uma das soluções, que vamos apresentar aos associados. Os lotes são um ativo do Vitória, que agora têm um outro valor, que pode ser determinante para o Vitória resolver os seus problemas económicos e financeiros sem estar dependente de ninguém, mas que, em concreto, aquilo que existe pretendemos reservar para os sócios e comunicar em primeira mão na Assembleia.