Paulo Martins: “Podíamos ter fechado ainda mais cedo as contas do título”

Paulo Martins: “Podíamos ter fechado ainda mais cedo as contas do título”

Paulo Martins: “Podíamos ter fechado ainda mais cedo as contas do título”

Sem derrotas, a quatro jornadas do final do campeonato, o Vitória sagrou-se campeão da I Divisão da AF Setúbal. Esperava consegui-lo tão cedo?


Quando começámos esta época, estipulámos alguns objetivos internamente. Fizemos uma primeira volta muito boa, tivemos apenas três empates e sofremos poucos golos (cinco em 15 jornadas). Sabíamos que se fizéssemos uma segunda volta igual à primeira volta, iríamos subir cedo. Trabalhámos para isso e fomos ganhando jogo após jogo. Quando olhamos para trás, penso que podíamos ter fechado ainda mais cedo as contas do título.

- PUB -

Estivemos sempre muito focados. Os jogadores foram fantásticos e compreenderam na perfeição aquilo que era a ideia transmitida pela equipa técnica e, a quatro jornadas do fim, garantimos a subida sem derrotas, com uma diferença pontual de 14 pontos para o 2.º classificado. Acaba por ser uma época fantástica e estamos todos de parabéns.


Qual foi o segredo do sucesso?


As escolhas feitas na constituição do plantel que mantivemos até ao final e o apoio dos adeptos. O balneário manteve-se muito unido, não deixando cair ninguém. O segredo também esteve nos jogos em que não ganhámos porque foi aí que a equipa ainda se uniu mais.

- PUB -


Em seis anos como treinador do Vitória foi quatro vezes campeão (dois pela equipa principal e dois pelos ‘bês’). Vai abordar a próxima época com novo título em mente?


Olho para trás e vejo um trajeto muito difícil. Primeiro no Vitória B e depois como adjunto de Zé Pedro no Campeonato de Portugal em que, dentro do campo, subimos à Liga 3 e jogámos, no Estádio Nacional, a final com 8 mil pessoas. Depois a realidade foi outra e tivemos de começar nos distritais. Agarrei no leme com uma grande responsabilidade que é ainda maior por ter nascido e sido criado em Setúbal e ter passado por esta casa como jogador. Os seis anos como treinador permitiram perceber ainda mais o clube. Em relação à próxima época, ainda temos a Taça AFS para ganhar e essa é uma festa que queremos fazer.


Como é trabalhar com o diretor desportivo Carlos André, que é seu irmão?

- PUB -


Quando entrámos no Vitória, demos um aperto de mão e dissemos que a partir daí somos dois profissionais. As coisas têm que ser encaradas como um desafio e com profissionalismo. Quando as coisas não correm bem, o Carlos sabe como é que eu reajo, sabe que só me pode ligar na segunda-feira ou à noite enviar só uma mensagem a perguntar como estou.


Quando estamos juntos no seio familiar, jantamos muitas vezes com os nossos pais, fazemos questão porque sentimos que eles são um grande pilar na nossa vida, só falamos de futebol mundial e mais mediático. Como a nossa família tem raízes piscatórias e vive muito o Vitória procuramos tirar essa carga quando estamos juntos.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não