Península muito acima da média na dificuldade de acesso à urgência de obstetrícia

Península muito acima da média na dificuldade de acesso à urgência de obstetrícia

Península muito acima da média na dificuldade de acesso à urgência de obstetrícia

|

Relatório da Entidade Reguladora da Saúde dá conta de que a região teve 76,2% dos dias com limitações, sendo a média do País 15,3%

A NUTS II Península de Setúbal é a região onde se registam mais constrangimentos ao nível do acesso às urgências de Obstetrícia e Ginecologia. A região conta com 76,2% dos dias com limitações, valor que fica muito acima da média nacional – registada em 15,3%.

- PUB -

Os dados são revelados nas Informação de Monitorização sobre o acesso a Serviços de Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Serviço Nacional de Saúde”, divulgada esta quarta-feira, pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

“A Península de Setúbal destaca-se de forma expressiva, com 76,2%, seguindo-se o Oeste e Vale do Tejo (33,2%). Em sentido inverso, o Norte e o Alentejo apresentaram as menores percentagens, com 0,7% e 0,4%, respetivamente”, refere o regulador da saúde no documento publicado e que pode ser consultado no site da ERS.

A Península de Setúbal volta a ter destaque quando o assunto é o encerramento total da urgência de obstetrícia e ginecologia. Assim, destaca-se com 34,9% nos dias com encerramento das urgências ao contrário, por exemplo, da região do Alentejo – com apenas 0,2% – e até a região Norte com (0,0%).

- PUB -

No entanto, e com base no rácio do número de salas de parto por 100 mil mulheres em idade fértil, a Península de Setúbal apresentava o valor mais elevado (11,0), seguida das NUTS II Norte e Centro (10,9 em ambos os casos), face à média nacional de 10,3. O Alentejo registava o rácio mais baixo (6,7).

“No que se refere à procura, as NUTS II Centro, Grande Lisboa e Algarve apresentaram rácios de utilização do SU por mulheres em idade fértil superiores aos observados em Portugal continental. Em contraste, as NUTS II Oeste e Vale do Tejo e Península de Setúbal registaram os rácios mais baixos, face à procura potencial, regiões onde houve maiores constrangimentos na disponibilidade do SU”, lê-se ainda na análise do documento.

Os dados registados vão até 30 de novembro de 2025. Por essa razão o documento faz referência ao regime de rotatividade registado nas três unidades locais de saúde que compõem a Península de Setúbal.

- PUB -

Menciona-se assim um “grupo que integrava três ULS localizadas na NUTS II Península de Setúbal – ULS Almada-Seixal, E.P.E., ULS Arrábida, E.P.E. e ULS Arco Ribeirinho, E.P.E. – cujo regime de rotatividade se iniciou em maio de 2025 e que permanece em funcionamento à data da elaboração da presente monitorização”.

Desde 15 de abril deste ano que está em funcionamento a urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, a segunda do País no âmbito deste novo modelo, entrou hoje em funcionamento, para responder à falta de profissionais de saúde nesta especialidade.

Esta, que funciona em dois polos – um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal – é para a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, uma solução que vai garantir previsibilidade e segurança às utentes.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não