A uma só voz, a equipa técnica e os jogadores do Vitória, dedicaram domingo, após o triunfo (2-1) alcançado no reduto do Barreirense, a conquista dos três pontos a João Delgado, médio dos sadinos que se lesionou no decorrer da partida no campo da Verderena. Após uma queda, o atleta foi transportado e assistido no hospital de onde acabou por ter alta algumas horas depois do incidente.
Após o final do encontro da 23.ª jornada, os elementos do plantel e adeptos não dispunham ainda de informações sobre o estado de saúde de João Delgado, que tinha no decorrer da primeira parte deixado o jogo com marcas bem visíveis do rosto do embate que fez no chão. Após o apito final, Zé Mário, autor dos dois golos dos setubalenses, que envergava a camisola do colega, fez questão de dedicar-lhe o êxito. “Quero deixar uma mensagem ao Delgado e dizer-lhe que esta vitória é para ele”.
O adjunto Cabumba, que no domingo foi o elemento da equipa técnica liderada por Paulo Martins a prestar declarações, não se esqueceu de mencionar o atleta, de 25 anos, que ficou com marcas visíveis do impacto da lesão no rosto, junto ao nariz. “Para o nosso jogador Delgado, que está a passar uma fase menos boa depois daquilo que aconteceu no campo, o nosso abraço e força para que recupere rápido”.
Depois de ser observado e de se constatar de que o jogador estava bem, João Delgado, que chegou na presente temporada a Setúbal oriundo do Lusitano de Évora, tranquilizou de viva voz todos os que estavam preocupados com o seu estado de saúde. “Obrigado, vitorianos, pelas mensagens de apoio. Já está tudo bem e agora é recuperar para alcançarmos o nosso objetivo”, disse no vídeo publicado ao início da noite pelos sadinos no Instagram.
Recorde-se que João Delgado foi substituído no encontro com o Barreirense pelo colega André Gomes, aos 32 minutos. Em 2025/26, o jogador contabiliza quatro golos e nove assistências nas 30 partidas realizadas com a camisola verde e branca. Numa altura em que faltam disputar sete jornadas para o final do campeonato e a equipa tem 13 pontos de vantagem sobre o Olímpico do Montijo, o atleta finalizou o vídeo afirmando: “cada vez estamos mais próximos”.
Cabumba elogia adeptos “maravilhosos”
O treinador adjunto Henrique Gregório, conhecido no mundo do futebol por Cabumba, vincou a importância das centenas de vitorianos que marcaram presença no campo da Verderena para empurrarem a equipa para a reviravolta no marcador que levou à conquista dos três pontos. “Em nome da equipa, quero agradecer à nossa massa associativa, que é maravilhosa, pela sua presença neste jogo no Barreiro”.
O técnico, de 65 anos, que integra a comitiva liderada por Paulo Martins, admitiu que o emblema alvirrubro foi superior no primeiro tempo, período em que os verdes e brancos tiveram no vento um obstáculo difícil. “Na primeira parte, por estar muito vento, tivemos muita dificuldade em controlar a bola. O adversário já conhece bem o campo e jogou melhor que nós na primeira parte”.
Por outro lado, Cabumba não tem dúvidas de que o Vitória foi claramente a melhor equipa depois do intervalo, considerando que poderia ter vencido por números mais claros. “Na segunda parte, retificámos algumas posições e o nosso fôlego veio ao de cima. Fizemos dois golos e podíamos ter feito mais”, disse o setubalense formado na ‘cantera’ sadina na década de 1970 e que chegou à equipa principal em 1989/81.
Zé Mário: “Demos tudo e deu certo”
O avançado Zé Mário, autor dos dois golos sadinos (53 e 57 minutos) no triunfo por 2-1 sobre o Barreirense, foi o herói do jogo de domingo. Com o ‘bis’, que operou a reviravolta no marcador [Diogo Palma tinha feito o 1-0 aos 52 minutos], o atacante, de 22 anos, aumentou para 11 o número de golos que soma em 2025/26 (seis no campeonato e cinco na Taça AFS ‘Joaquim Sousa Marques’).
Em relação ao duelo com o conjunto do Barreiro, Zé Mário teve a mesma opinião que o adjunto Cabumba e também reconheceu muitas dificuldades nos primeiros 45 minutos. “Na primeira parte, o jogo foi muito difícil porque era complicado manter a bola devido ao vento muito forte”, disse o luso-guineense, afirmando que “a equipa adversária foi melhor do que nós nesse período”.
O intervalo foi benéfico para o plantel liderado por Paulo Martins, uma vez que as retificações efetuadas acabaram por ter impacto. “Na segunda parte, fomos ao balneário e decidimos que tínhamos de melhorar para dar a volta e conseguimos”, congratulou-se, destacando a entrega e atitude do grupo de trabalho que está agora mais perto do título de campeão. “O jogo foi muito complicado, mas nós demos tudo e deu certo”.